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Governo revela lista de 204 empresas envolvidas com trabalho escravo no Brasil; confira

Empresa conhecida entre muitos brasileiros está na lista de empresas envolvidas com trabalho escravo; Saiba quais setores lideraram ranking.

Maria SoaresPor Maria Soares2 min de leitura
Imagem de duas mão acorrentadas sobre pedras, segurando um martelo, em analogia ao trabalho escravo

Em um movimento sem precedentes no país, o governo federal divulgou, nesta quinta-feira (5), uma atualização do cadastro de empregadores envolvidos em práticas de trabalho análogas à escravidão. Trata-se da “lista suja“, que teve sua última atualização em abril.

Com 204 novos nomes, o relatório gerou choque e repercussão ao listar grandes empresas, como a Cervejaria Kaiser, pertencente ao grupo Heineken. Neste artigo, vamos revelar os setores das empresas mais recorrentes na lista de envolvimento com trabalho escravo.

Pecuária e produção de carvão lideram ranking de trabalho escravo

Imagem de duas mão acorrentadas sobre pedras, segurando um martelo, em analogia ao trabalho escravo
Imagem: woff / Shutterstock.com

A produção de carvão vegetal, pecuária, serviços domésticos e a cultura do café são algumas das atividades que lideraram a nova edição do ranking de envolvimento com trabalho escravo, evidenciando a disseminação dessa prática em diversos setores.

Além disso, o estado de Minas Gerais se destaca negativamente, com o maior número de empregadores listados, seguido por São Paulo, Bahia e Piauí. De maneira alarmante, três restaurantes de comida japonesa na capital paulista também figuram no cadastro.

Assim, o Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) destaca que este é o maior registro de entradas de empregadores na base de dados, que foi instituída em 2003, totalizando agora 473 empregadores sancionados após passarem por defesas administrativas.

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Como denunciar o crime?

Segundo o artigo 149 do Código Penal, trabalho escravo no Brasil não se limita apenas à servidão por dívida ou ao trabalho forçado. Dessa forma, condições degradantes de trabalho e jornadas exaustivas, que comprometem a dignidade e colocam a saúde do trabalhador em risco, também entram nessa definição.

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Desde 1995, com a criação dos grupos especiais de fiscalização, quase 62 mil trabalhadores saíram da condições de trabalho escravo. Nesse cenário, quem compõe esses grupos são os diversos órgãos federais, como a Polícia Federal, Polícia Rodoviária Federal e o Ministério Público Federal.

A sociedade também tem um papel vital na erradicação dessa prática. Sendo assim, denúncias anônimas estão disponíveis através do Sistema Ipê, desenvolvido em 2020 pela Secretaria de Inspeção do Trabalho em conjunto com a Organização Internacional do Trabalho.

Para aqueles interessados em se informar mais sobre a questão, a Secretaria disponibiliza o Radar do Trabalho Escravo, com dados oficiais sobre esse combate.

Imagem: woff / Shutterstock.com

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Maria Soares

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