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Grande banco brasileiro tem dívida aumentada por falta de pagamentos de aluguel

Banco brasileiro deixa de pagar o aluguel para fundo imobiliário e vê a sua dívida aumentar. Entenda o que está acontecendo.

Ana LuisaPor Ana Luisa2 min de leitura
Em cima de uma mesa estão um calendário com o dia 31 marcado, uma pilha de moedas, uma calculadora e várias contas

A dívida do Banco do Brasil com um fundo de investimento aumentou ainda mais. De acordo com Fato Relevante comunicado ao mercado, o banco brasileiro deixou de pagar a totalidade do aluguel de março de 2023 de um dos imóveis. 

O fundo imobiliário BB Progressivo é gerenciado pelo BTG Pactual. Atualmente, conta com dois imóveis, um na cidade do Rio de Janeiro e outro em Brasília. Ambas as unidades estão alugadas para o Banco do Brasil. Porém, o espaço no Rio é alvo de uma disputa judicial entre as partes.

O acordo entre o banco brasileiro e o fundo imobiliário tratava sobre o aluguel de 9 blocos que fazem parte do imóvel. O contrato acabou em 2020 e o Banco do Brasil queria a renovação, mas apenas com dois blocos, já o fundo afirmava que a renovação deveria seguir os mesmos modelos do primeiro acordo. 

Banco brasileiro disputa com fundo na Justiça

A situação não chegou a um acordo amigável e acabou sendo judicializada. Além disso, o banco também não concordou com o reajuste no preço do aluguel e, desde 2021, paga um valor menor do que o pedido pelo fundo.

No início de março, o Banco do Brasil disse que iria desocupar 100% do imóvel, mesmo antes do fim da disputa na Justiça. Em seguida, o fundo imobiliário lançou outro comunicado ao mercado dizendo que não recebeu os valores devidos referentes ao mês de março. 

Assim, o aluguel atrasado do último mês, entrará na ação movida pelo BB Progressivo contra o banco brasileiro. Os valores envolvidos no processo ultrapassam os R$ 14 milhões.

Situação do fundo

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Com os atrasos do pagamento pelo banco brasileiro, o valor do fundo sofreu um impacto negativo de R$ 7,35 por cota. Porém, com a desocupação do imóvel a queda na receita do fundo seria de 55% e a taxa de ocupação cairia para 14%.

O valor da cota continua caindo, antes do anúncio da desocupação, ela era negociada a R$ 2.024,31, com o aviso, caiu para R$ 1.189,35 e agora está em R$ 1.452,10.

Imagem: Doucefleur/shutterstock.com

Ana Luisa

Autor

Ana Luisa

Jornalista formada na UFV e redatora

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