Mais uma montadora tem tentado manter o equilíbrio entre a baixa demanda e a produção. Desta vez, quem está alterando o expediente de fabricação é a Scania. A empresa, com sede em São Bernardo do Campo, vai parar as atividades durante dois dias na semana.
Grande empresa anuncia férias coletivas e demissão de funcionários
Férias coletivas e outras medidas estão sendo tomadas para tentar manter os empregos, apesar da baixa demanda de produção.
Porém, essa não será a única medida tomada. A fábrica anunciou que vai dar férias coletivas para os trabalhadores durante dez dias e que não irá renovar os contratos temporários. A crise que afeta as montadoras no país se dá devido à baixa produção, que é ocasionada pela alta dos juros e pelas difíceis condições de crédito para financiamento.
Companhia sente os efeitos da desaceleração do mercado
A Scania anunciou, nesta quinta-feira, 20, que vai reduzir a semana de trabalho em suas fábricas. Os funcionários ficarão dois dias da semana sem trabalhar e a medida entra em vigor em 28 de abril. Além disso, a empresa dará férias coletivas de 10 dias, em julho, para os trabalhadores ligados ao setor de produção.
A companhia disse, ainda, que não vai renovar os contratos dos empregados temporários. No entanto, não foi informado quantos funcionários serão afetados por essa decisão. Vale lembrar que a Scania não é a primeira montadora a se adequar à realidade do mercado.
No início deste mês, a Mercedes-Benz, responsável pela fabricação de chassis de ônibus e caminhões, anunciou que vai fechar um dos turnos de produção da fábrica, também localizada em São Bernardo do Campo, a partir de maio.
Sobre isso, o Sindicato dos Metalúrgicos do ABC informou que as medidas foram aprovadas em assembleia e que seguem o acordo de flexibilização da jornada de trabalho.
Entenda o motivo das férias coletivas e demissões na Scania
Diversos fatores estão contribuindo para a crise das fabricantes de veículos no país. Confira:
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- Em 2022, houve grande procura por caminhões devido à regulamentação para a emissão de poluentes em motores a diesel;
- Falta de peças, que prejudica as montadoras desde o início da pandemia de covid-19;
- Falta de financiamento para o setor;
- Juros altos;
- Baixo consumo.
Assim, a Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea) aponta como solução a criação de uma linha de financiamento específica para caminhões com energia sustentável.
Isso porque, com o controle da emissão de poluentes, os automóveis ficaram 30% mais caros. Nos três primeiros meses deste ano, a produção de caminhões no Brasil caiu 28,8% em relação ao mesmo período de 2022.
Imagem: Gorodenkoff / Shutterstock.com
