Com uma dívida em torno de R$ 11,1 bilhões, a empresa Light, do ramo de distribuição de energia, enfrenta um duro período de reestruturação. Além disso, a crise da companhia ainda pode afetar o bolso de milhares de brasileiros.
De acordo com documento divulgado, cerca de 33 mil investidores pessoas físicas podem sofrer calote da empresa. Siga a leitura para entender o caso.
Empresa enfrenta crise e pode deixar milhares de investidores no prejuízo
Segundo petição feita por gestores de fundos de instituições, como AZ Quest, BB Gestão de Recursos, Riza Asset, JGP Gestão e Recursos, Icatu Vanguarda, G5 Administradora de Recursos, entre outras, com a Light passando por uma reestruturação da dívida que ultrapassa R$ 11 bilhões, investidores podem ficar no prejuízo.
No documento, os gestores pedem que a Justiça retire o sigilo do processo da Light. Na última terça-feira (11), a empresa entrou com um pedido de suspensão da dívida, que foi autorizado pela Justiça já nesta quarta. Com o ocorrido, os administradores também pedem na petição pelo esclarecimento do assunto.
Suspensão da dívida pode durar até 60 dias
Nesta quarta (12), o juiz Luiz Alberto Carvalho Alvez, da 3° Vara Empresarial do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro, decidiu aceitar a solicitação da empresa Light que pede pela suspensão da cobrança de dívidas.
Diante da determinação do magistrado, as cobranças das dívidas da Light ficarão suspensas pelo período de 30 dias. No entanto, a medida pode ainda ser prorrogada pelo mesmo período. A situação significa a falta de dinheiro para os milhares de investidores que compraram os papéis da empresa.
Desse modo, a reestruturação da empresa do setor de energia deve afetar o bolso dos 33 mil investidores de debêntures, pessoas físicas, por até dois meses, sendo estes os principais prejudicados pela circunstância.
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