Nesta quinta-feira (2), o grupo lusitano EDP anunciou o fechamento de capital da EDP Brasil. O movimento tem como objetivo realizar uma oferta pública de aquisição da totalidade das ações ordinárias de emissão da empresa.
Enviado à Comissão de Valores Mobiliários (CVM) do Ministério da Economia, o pedido contém a proposta inicial de pagar R$ 24 por ação. Assim,todas as ações somam cerca de R$ 6,1 bilhões.
O que é um fechamento de capital?
O fechamento de capital se baseia na saída da ação da Bolsa de Valores. Para tanto, a empresa realiza um comunicado oficial ao mercado e à CVM, passos já tomados pela EDP, e aguarda a aprovação da solicitação.
Quando aprovado, uma empresa especializada imparcial estuda o patrimônio líquido do negócio, bem como preço médio da ação e fluxo de caixa dos últimos doze meses. Com o valor definido, dividem as ações de acordo com o capital investido por cada acionista. Em seguida, divulgam as informações finais em canais oficiais e seguros.
Motivos por trás da decisão da EDP
De acordo com a administração da empresa portuguesa, ainda que exista uma possível proposta de mudança na carteira de ativos, a ação significa uma aposta no mercado brasileiro para reforçar a sua posição diante de concorrentes.
Além disso, a marca busca, com o fechamento de capital, simplificar a estrutura corporativa e alcançar “maior flexibilidade na gestão financeira e operacional” do negócio em território brasileiro.
Por outro lado, os especialistas do Credit Suisse, Carolina Carneiro e Rafael Nagano, percebem a perspectiva do corpo administrativo da EDP como pouco exigente.
“A EDP Brasil está listada no Brasil desde 2005, com muitos altos e baixos, mas é considerada uma das ações mais resilientes do setor, pois possui um portfólio integrado, política de dividendos decente e estratégia de alocação de capital relativamente bem-sucedida”, explicam. Isso por si só garantiria um valor de ação superior ao proposto, que, até o momento, está em R$ 24.
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