A varejista de roupas Marisa anunciou o fechamento de 92 de suas 334 lojas em todo o Brasil, impactando milhares de funcionários. A medida é parte de um esforço para reestruturar suas finanças.
Grande varejista demitirá milhares de funcionários; quase 100 lojas serão fechadas
O fechamento das lojas começará já em abril, com 20 unidades encerrando suas atividades neste mês. Entenda a situação da varejista!
A empresa registrou um prejuízo de 670% no último trimestre de 2022 e acumula uma dívida de R$ 600 milhões com instituições financeiras. A Marisa pretende gerar cerca de R$ 70 milhões em lucro antes de juros, impostos e Ebitda anual, além de outros R$ 30 milhões com a redução das despesas operacionais.
Os acionistas controladores anunciaram recentemente a injeção de R$ 90 milhões na varejista, a fim de auxiliar na recuperação financeira da empresa. Apesar dos desafios enfrentados, o presidente da Marisa, João Nogueira Batista, está confiante de que a varejista vai superar as dificuldades.
Demissões e fechamentos começarão em abril
O fechamento das lojas começará já em abril, com 20 unidades encerrando suas atividades neste mês. A reestruturação identificou inicialmente 25 unidades com margem de contribuição negativa, inviáveis para continuar em operação. Com a exclusão dessas lojas, o total de unidades em funcionamento cairia para 309.
Contudo, a consultoria responsável pela análise apontou outras 67 lojas que não seriam capazes de retornar a um Ebitda positivo, levando a varejista a tomar a decisão de fechar 92 lojas no total.
Plano de reestruturação da varejista
A decisão faz parte do plano de reestruturação financeira da Marisa, que busca se recuperar do prejuízo sofrido. No entanto, segundo o presidente da varejista, a situação enfrentada pela Marisa não se assemelha à crise vivida pela Americanas, outra empresa do setor varejista.
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Batista ressaltou que não há indícios de fraude na Marisa e informou que a empresa realizou uma auditoria interna para analisar seu balanço financeiro. Conforme declarado pelo CEO, o processo não encontrou “nada fraudulento” nos registros da companhia.
A empresa realizou ajustes e revisões contábeis e elaborou um plano de reorganização das atividades e do endividamento. As medidas devem ser concluídas ainda neste ano, porém o maior impacto das revisões de gastos deve ser sentido no balanço a partir do próximo ano.
Imagem: Jorge Aguado Martin/Shutterstock
