A crise no mercado de criptomoedas e a investida dos órgãos reguladores americanos levaram várias instituições financeiras à falência, como o Silicon Valley Bank, o Silvergate e o Signature Bank. Entretanto, grandes bancos mundiais ainda estão dispostos a atuar no setor de criptomoedas.
Grandes bancos desejam trabalhar com criptoativos
Apesar da crise envolvendo as criptomoedas, os grandes bancos do mundo ainda querem trabalhar com o setor, mas com ressalva. Entenda
Uma coisa que as três instituições citadas anteriormente tinham em comum era trabalhar com empresas do mercado de criptoativos, por exemplo, abrindo conta para algumas corretoras do setor. Consequentemente, com o inverno cripto, algumas delas quebraram e levaram os bancos junto.
Dessa forma, as empresas e corretoras que continuam em atividade no mercado de criptomoedas estão procurando novos parceiros de negócio. Assim, grandes bancos mundiais estão sendo procurados para avaliar as possibilidades de atender a esse grupo de negócio.
Grandes bancos podem investir no mercado de criptomoedas, mas com ressalvas
O site de notícias especializado em criptoativos, CoinDesk, teve acesso a e-mails enviados pela Digital Currency Group, empresa de capital de risco focada em criptomoedas. Algumas instituições procuradas foram, HSBC, Santander, JP Morgan, United Overseas Bank, Deutsche Bank (DB) e Bank of America.
Contudo, as respostas não foram as melhores. Isso porque, os grandes bancos aceitam fazer uma parceria com o grupo e abrir contas para a empresa, mas querem estipular algumas limitações de serviços de acordo com o nível de exposição a criptomoedas.
Nesse sentido, as principais restrições estariam ligadas ao seguinte:
- Restrição de acesso a serviços de corretagem;
- Restrição de acesso ao mercado monetário;
- Estabelecimento de um limite de transferência de valores para terceiros.
Crise financeira americana
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Além da crise das criptomoedas, os grandes bancos também estão de olho em uma possível crise financeira nos Estados Unidos. A falência do Silicon Valley Bank foi a segunda maior da história do país e abalou a economia americana.
Uma das consequência foi a queda da USDC, stablecoin da Circle, pareada com o dólar, já que a empresa que emite o ativo teve uma exposição de R$ 20,7 bilhões à quebra do Silicon Valley.
Para evitar mais falências e diminuir o risco de uma crise generalizada no sistema financeiro americano, os órgãos de regulação liquidaram o Signature Bank no dia 12.
Imagem: Coyz0 / shutterstock.com
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