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Grandes montadoras interrompem a produção de veículos

Férias coletivas, suspensão das atividades e até demissões estão sendo adotadas pelas montadoras de veículos para evitar queda mais brusca.

Fernanda CadavalPor Fernanda Cadaval2 min de leitura
Imagens de vários veículos enfileirados em um estacionamento

A falta de componentes, evitar acúmulo de estoque, esperar que o poder de compra dos brasileiros melhore… Esses são alguns dos motivos que levaram três grandes montadoras a pararem suas atividades na última segunda-feira (20).

Desde 2019 o setor de automóveis vem sofrendo com problemas. Em 2022, foram vendidas 2,1 milhões de unidades, representando uma queda de 24,5% em relação a 2019.

Impulsionadas pela queda das vendas e a falta de possibilidade de mudança neste cenário até o próximo ano, a General Motors, a Hyundai e a Stellantis – dona das marcas Fiat, Jeep, Peugeot e Citroën – estão parando suas atividades e dando férias coletivas aos trabalhadores.

Parada da produção vai afetar alguns modelos

A parada da produção vai afetar diferentes fábricas localizadas em Piracicaba (SP), Goiana (PE), Porto Real (RJ) e São José dos Campos (SP).

A paralisação das atividades deve durar 2 semanas e atingir a fabricação dos modelos: HB20 e Creta, da Hyundai; os SUVs Renegade, Compass, Commander e a picape Fiat Toro, da Stellantis, e a picape S10 e o SUV Trailblazer, da General Motors.

Para os analistas do Departamento de Pesquisas e Estudos Econômicos do Bradesco, o mercado de automóveis deve permanecer em queda até 2024. Para evitar demissões e o encerramento definitivo das atividades, as fábricas estão adotando medidas preventivas.

Na última segunda-feira (20), a Hyundai deu férias coletivas a seus trabalhadores durante 2 semanas. Na próxima quarta-feira (22), a Stellantis adota a mesma medida com seus funcionários. Em fevereiro a fábrica demitiu 140 trabalhadores. A General Motors vai suspender as atividades de 27 de março a 13 de abril.

Expectativa de vendas não se confirmaram

Após a retração econômica causada pela pandemia, que afetou diversos setores, a produção automotiva tinha expectativa de crescimento, agora que a situação está controlada.

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Porém, os brasileiros ainda estão se recuperando da situação difícil vivida nos últimos 2 anos. Neste período 600 mil carros deixaram de ser produzidos, e o setor acreditava na recuperação a partir de 2023. Mas talvez isso não se confirme.

O consultor da S&P Global Brasil, Fernando Trujillo, em entrevista ao jornal Estadão, apontou os motivos para a permanência na queda das vendas:

“A perda do poder de compra do consumidor, inflação e juros altos, restrição dos bancos na liberação de crédito por causa da inadimplência e indefinições de políticas econômicas por parte do novo governo”, aponta ele.

Imagem: Mikbiz / Shutterstock

Fernanda Cadaval

Autor

Fernanda Cadaval

Me chamo Fernanda Patzdorf Cadaval de Macedo, tenho 34 anos, e tenho formação em Letras- Português e Jornalismo. Ler e escrever estão entre minhas atividades favoritas. E poder ser uma facilitadora na formação de opinião das pessoas através do meu trabalho, é um grande privilégio dado por essa profissão que exerço há mais de 10 anos.

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