A greve dos Correios entrou em uma nova fase em setembro de 2026. Trabalhadores da estatal aprovaram uma paralisação por tempo indeterminado depois de rejeitarem a proposta apresentada durante as negociações do acordo coletivo. O movimento começou às 22h de 10 de setembro e ocorre em meio a um impasse envolvendo salários, direitos trabalhistas e, principalmente, o plano de saúde da categoria.
Desde então, a disputa passou a envolver também o Tribunal Superior do Trabalho (TST). A empresa recorreu à Justiça para discutir a continuidade da paralisação e pediu medidas para garantir o funcionamento dos serviços postais.
Para quem tem encomendas, documentos ou correspondências em circulação, a principal dúvida é saber se a greve pode atrasar as entregas e como acompanhar uma remessa durante o período de mobilização.
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Trabalhadores dos Correios aprovam greve
Por que os trabalhadores dos Correios entraram em greve?

A paralisação foi aprovada após o encerramento das negociações da campanha salarial sem um acordo entre a empresa e as entidades representantes dos trabalhadores.
De acordo com a FINDECT, todas as 35 assembleias realizadas até o fechamento do levantamento em 10 de setembro aprovaram a greve. A decisão alcançou diferentes regiões do país, incluindo São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Bahia, Pernambuco, Paraná, Rio Grande do Sul e Santa Catarina.
O plano de saúde aparece como um dos principais pontos de divergência. Segundo a federação, a categoria questiona uma proposta para modificar a condição dos Correios como mantenedora do benefício, por entender que isso pode afetar o modelo de custeio e a assistência oferecida a empregados, aposentados e dependentes.
A discussão ocorreu depois de diversas rodadas de negociação e de tentativas de mediação no TST, sem que as partes chegassem a uma solução consensual.
Qual foi a proposta dos Correios?
A proposta apresentada pela empresa sofreu mudanças ao longo das negociações. Conforme informações divulgadas pela FINDECT, uma versão apresentada em setembro previa reajuste equivalente a 100% do INPC e manutenção de grande parte das cláusulas do acordo anterior, mas o plano de saúde continuou sendo um dos principais pontos de conflito.
A categoria, porém, rejeitou a proposta e aprovou a paralisação.
É importante separar as posições de cada lado: as entidades sindicais apresentam a mudança no plano de saúde como uma ameaça às condições atuais do benefício, enquanto a empresa defende sua proposta dentro das negociações do acordo coletivo.
O que acontece com as entregas durante a greve?
A greve pode provocar atrasos no fluxo de cartas, encomendas e outros objetos postais, principalmente em operações diretamente afetadas pela paralisação. Entretanto, isso não significa que todos os serviços dos Correios estejam automaticamente interrompidos.
A empresa possui mecanismos de continuidade operacional e, diante da atual paralisação, a Justiça determinou a manutenção de 80% do efetivo de trabalhadores em cada unidade, conforme decisão liminar divulgada pelo TST. A medida busca assegurar a continuidade dos serviços durante o movimento.
Na prática, portanto, uma encomenda pode continuar avançando normalmente, sofrer demora em alguma etapa ou apresentar alteração no prazo inicialmente estimado. O impacto depende da região, da unidade envolvida e do tipo de serviço utilizado.
Quem está aguardando uma compra pela internet deve continuar acompanhando o código de rastreamento. Caso o objeto permaneça vários dias sem atualização, é recomendável guardar comprovantes da compra e verificar os canais oficiais de atendimento.
Greve dos Correios pode afetar compras pela internet?
Sim. O setor de encomendas é diretamente relacionado ao comércio eletrônico, por isso uma paralisação prolongada pode aumentar o tempo de transporte e tratamento de mercadorias.
Para consumidores que compraram produtos com prazo de entrega durante a greve, o atraso não elimina automaticamente os direitos previstos na relação de consumo. A empresa responsável pela venda continua sendo o principal contato para solucionar problemas relacionados ao pedido, especialmente quando o prazo contratado não é cumprido.
Por isso, o consumidor deve registrar protocolos de atendimento, acompanhar o rastreamento e manter documentos que comprovem a data da compra e o prazo prometido.
O que pode acontecer com a greve dos Correios agora?

A disputa já chegou ao TST. Os Correios acionaram o tribunal após o início da paralisação e pediram que a Justiça analise a questão. A empresa também sustenta que adotou medidas para reduzir os impactos do movimento sobre a população.
Enquanto o processo é analisado, a determinação de manutenção de 80% do efetivo estabelece um parâmetro para a continuidade das atividades. A greve, por sua vez, permanece sem previsão de encerramento.
O cenário ainda pode mudar caso trabalhadores e empresa retomem as negociações e cheguem a um entendimento antes da conclusão do processo judicial. A própria FINDECT informou que continua aberta ao diálogo.
Imagem: Reprodução/Seu Crédito Digital
