Após mais de três meses, a greve dos servidores do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), iniciada em julho, será finalizada com a assinatura de um acordo em Brasília. O movimento, promovido pela Federação Nacional de Sindicatos de Trabalhadores em Saúde, Trabalho, Previdência e Assistência Social (Fenasps), mobilizou parte significativa dos servidores e gerou atrasos no atendimento de milhares de brasileiros.
Greve do INSS chega ao fim após 112 dias
Após 112 dias, a greve dos servidores do INSS termina com um acordo assinado com o Ministério da Gestão e Inovação,saiba mais!
Motivos e reivindicações da greve

A paralisação, que começou em 16 de julho de 2024, foi motivada por reivindicações salariais e melhorias nas condições de trabalho dos servidores do INSS. Segundo a Fenasps, os servidores buscam equiparação salarial e condições que permitam atender o público com mais eficácia e qualidade.
Tensão nas negociações
Desde o início, as negociações com o governo enfrentaram dificuldades. A Fenasps tentou diálogo com o Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos, mas sem avanços efetivos. Em resposta, o INSS alegou que a greve não possuía fundamentos jurídicos sólidos e questionou a continuidade da paralisação.
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O impacto da greve no atendimento do INSS
Com a suspensão dos serviços em diversas agências, os reflexos da greve do INSS foram sentidos pela população de baixa renda, que depende dos benefícios previdenciários para suas despesas. Durante os mais de três meses de greve, milhares de pessoas ficaram sem atendimento e tiveram perícias médicas presenciais reagendadas.
Crescimento nas filas e atraso nos pedidos
Segundo dados do próprio INSS, os pedidos de reconhecimento inicial de direitos subiram significativamente, de cerca de 1,35 milhão para mais de 1,5 milhão de solicitações, um aumento de 11,27%. A fila de espera aumentou, especialmente para beneficiários que aguardam pela análise de benefícios de auxílio-doença e aposentadoria.
Acordo e desfecho da greve
O acordo que coloca fim à greve será assinado na quarta-feira, dia 6 de novembro, com a participação do Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos. A intervenção do Gabinete da Presidência foi fundamental para viabilizar o acordo, com o objetivo de restabelecer o atendimento integral nas unidades.
Cláusulas e concessões do acordo
Embora o conteúdo específico do acordo não tenha sido integralmente divulgado, fontes próximas às negociações indicam que ele inclui alguns avanços em relação às condições de trabalho e diálogo contínuo entre servidores e governo.
Decisões judiciais que moldaram o movimento grevista
Logo no primeiro mês de greve, o Superior Tribunal de Justiça (STJ) determinou limites à paralisação, impondo que no mínimo 15% dos servidores de cada unidade do INSS deveriam manter as atividades para evitar interrupção total. O STJ estabeleceu uma multa de R$ 500 mil por dia em caso de descumprimento, buscando assegurar atendimento mínimo nas agências.
Além disso, em setembro, o STJ extinguiu sem julgamento de mérito uma ação judicial contra o acordo firmado entre o governo e a Central Única dos Trabalhadores (CUT). Essa decisão validou o acordo como legítimo e diminuiu a força das reivindicações da Fenasps, indicando um desgaste das demandas por meio jurídico.
Próximos passos para o atendimento no INSS
Com a greve oficialmente encerrada, a expectativa é que o atendimento nas unidades do INSS volte gradualmente ao normal. No entanto, devido ao acúmulo de demandas, espera-se que a regularização completa dos serviços ocorra em etapas, priorizando os casos mais urgentes.
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Regularização dos atendimentos
O INSS deve seguir um cronograma para reorganizar os atendimentos prejudicados, incluindo as perícias médicas e a análise de benefícios que ficaram paralisados ou atrasados. A autarquia já divulgou que irá reforçar as equipes para reduzir o tempo de espera dos beneficiários.
Orientações para beneficiários que foram afetados pela greve
Para os segurados que tiveram seus atendimentos afetados, o INSS orienta que procurem as agências responsáveis ou entrem em contato pelos canais digitais da instituição, como o aplicativo Meu INSS. Também é possível agendar perícias e consultas diretamente pelo sistema, que deve auxiliar a evitar filas e aglomerações nos próximos meses.
Passo a passo para consultar o atendimento

- Acesse o aplicativo Meu INSS ou o site oficial do INSS.
- Faça login com seu CPF e senha.
- No menu inicial, selecione a opção “Agendar Atendimento”.
- Escolha o tipo de serviço necessário e verifique a disponibilidade de horários.
- Confirme o agendamento e siga as orientações fornecidas.
Reflexos do fim da greve para o INSS e segurados
A finalização da greve do INSS representa um alívio para milhares de brasileiros que dependem dos serviços previdenciários. A expectativa é que o novo acordo possibilite melhores condições para os servidores e que o atendimento ao público seja normalizado em breve. Entretanto, o impacto acumulado sobre a fila de espera e os benefícios atrasados pode exigir reforços adicionais e novas estratégias.
Com o aumento da demanda, o INSS poderá adotar medidas como mutirões de atendimento e reforço temporário das equipes nas agências mais sobrecarregadas. Isso visa minimizar o impacto do acúmulo de solicitações, especialmente nas áreas de maior vulnerabilidade social.
A retomada dos atendimentos será observada de perto pelo governo, com vistas a evitar novas paralisações e assegurar que as condições de trabalho e remuneração dos servidores sejam respeitadas. Beneficiários do INSS podem monitorar a situação através dos canais oficiais e do aplicativo Meu INSS, garantindo acesso aos seus direitos e evitando transtornos desnecessários.
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