Nesta quarta-feira (26), o ministro da Economia, Paulo Guedes, afirmou que o governo estuda corrigir a tabela do Imposto de Renda (IR), para aumentar as faixas de isenção que estão em vigor hoje, de forma que a classe mais baixa fique isenta da tributação. A declaração aconteceu em um evento da Organização das Cooperativas do Brasil (OCB).
Guedes afirma que o governo corrigirá a tabela do Imposto de Renda
O ministro da Economia voltou a falar sobre os reajustes necessários na tabela de Imposto de Renda. Saiba mais
A ideia faz parte do plano de governo de Bolsonaro desde 2018, quando tentou a eleição pela primeira vez. Em 4 anos, no entanto, nada foi feito nesse sentido.
Tabela de Imposto de Renda defasada
Hoje, a tabela de Imposto de Renda atual apresenta uma defasagem de 147,40% desde 1996, de acordo com um levantamento realizado pela Unafisco.
Só durante o governo Bolsonaro, a defasagem acumulada é de 31,3%, o que significa que, cada vez mais pessoas com renda menor precisam pagar o imposto de renda.
A última vez que a tabela foi atualizada foi em 2015. Caso a tabela fosse corrigida com base na inflação desde 2019, a faixa de isenção, que hoje é de R$ 1.903,98, passaria para R$ 2.500,44.
Agora, se o reajuste fosse feito com base em todo o período de defasagem, a faixa de isenção passaria a ser de R$ 4.710,49, mais que o dobro do valor presumido pela tabela atual.
Promessas do governo sobre o Imposto de Renda
Além da promessa de correção da tabela base do IR, em 2018, Bolsonaro tinha como proposta a isenção da tributação para os brasileiros que recebessem até 5 salários mínimos. Porém, até o momento, nada foi cumprido.
Caso a proposta tivesse sido cumprida, atualmente, os trabalhadores que recebessem até R$ 6.060, com base no piso nacional de 2022, estariam isentos dos impostos.
As medidas agora constam no plano de governo do presidente para tentar a reeleição.
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Declarações de Imposto de Renda
Conforme apontam os últimos levantamentos, o número de declarações de IR deste ano chegou a 36 milhões, um patamar recorde. De 2020 a 2021, o número subiu de 31,9 milhões para 34,1 milhões.
Tal aumento expressivo decorre justamente da falta de atualização na tabela de imposto de renda, que faz com que cada vez mais brasileiros, precisem declarar.
Como o ajuste do salário mínimo é feito anualmente e a correção da tabela não, a cada ano, mais pessoas ultrapassam a primeira faixa de isenção e são obrigadas a pagar.
Imagem: A.RICARDO / Shutterstock.com
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