Fernando Haddad, responsável pela pasta da Fazenda, anunciou, nesta segunda-feira, dois nomes para assumir as vagas de diretores do Banco Central. Um dos indicados é o seu braço direito no ministério e o outro é um servidor de carreira da própria organização.
Uma das funções do ministro da Fazenda é indicar os diretores do BC. Assim, Haddad escolheu Gabriel Galípolo, secretário-executivo do Ministério da Fazenda, e Ailton Aquino, que já é funcionário da autarquia. Antes de assumirem o seu novo posto, os dois precisam passar por uma sabatina no Senado.
A escolha do político ganhou destaque depois das recorrentes críticas que o governo federal fez à política monetária que o Banco Central segue, principalmente à manutenção da taxa de juros em 13,75%.
Haddad está confiante na aprovação do seu braço-direito
O BC tem autonomia em relação ao governo, entretanto, as nomeações do presidente e dos diretores devem partir do mandatário da república e do ministro da Fazenda. Portanto, com a vacância para diretoria de Políticas Monetárias e de Fiscalização, Haddad indicou dois nomes para assumir o posto.
Nesse sentido, Gabriel Galípolo pode ser visto como uma tentativa do governo de aumentar sua influência dentro do Banco Central, mas o ministro garante que ele possui bom trânsito com vários partidos do Congresso e é um profissional reconhecido pelo mercado.
Além disso, o próprio presidente do BC, Roberto Campos Neto, sugeriu o nome de Galípolo para Haddad. Somando-se a isso a capacidade técnica do profissional, o ex-prefeito de São Paulo acredita que seu indicado passará tranquilamente pela sabatina do Senado.
Novo braço-direito
Para assumir o cargo de secretário-executivo do Ministério da Fazenda, Fernando Haddad também já tem um nome: Dario Durigan. O advogado, que hoje é o diretor de Políticas Públicas do WhatsApp, foi ministro na prefeitura de São Paulo.
Além disso, Durigan trabalhou com a Advocacia Geral da União, Casa Civil e com a Consultoria Jurídica da União.
Imagem: José Cruz/Agência Brasil
