Nesta semana, o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, declarou que a taxa de juros do cartão de crédito rotativo ainda sofrerá uma “queda significativa”. No entanto, mesmo com essa redução, é provável que a alíquota permaneça elevada em relação ao atual patamar. Para uma mudança mais acentuada, será necessário que o governo alcance um acordo com as instituições bancárias.
Haddad dá boa notícia para os brasileiros: juros do cartão de crédito vão ‘cair muito’
O ministro da Fazenda voltou a se pronunciar sobre a queda na taxa de juros do cartão de crédito, a mais alta do mercado. Veja!
Os juros do rotativo do cartão de crédito são amplamente reconhecidos como a modalidade mais onerosa do mercado financeiro. Para contextualizar, a taxa atual está em 455,1% ao ano.
O ministro expressou a intenção do governo de encontrar uma solução para essa situação dentro de um prazo de até 90 dias, visando mitigar o impacto sobre os consumidores.
Haddad destacou ainda que a taxa de juros é o principal desafio em relação às taxas no país. Nesse sentido, o governo está em conversações com as instituições financeiras e o setor varejista na busca por uma solução.
Haddad dá parecer sobre cenário econômico
Em uma entrevista ao programa Bom Dia, Ministro, da EBC, o chefe da pasta econômica do Governo Federal abordou a atuação do governo em sua missão de “arrumar a casa”, incluindo a redução da inflação, estabilização do dólar e diminuição das taxas de juros. A entrevista ocorreu antes do anúncio do Comitê de Política Monetária (Copom).
Na quarta-feira (02), o Copom anunciou um corte de 0,50 ponto percentual na taxa básica de juros, Selic. Assim, a taxa passou de 13,75% para 13,25% ao ano, mantendo-se ainda em um nível substancial.
Haddad também abordou o programa Desenrola, voltado para a renegociação de dívidas. Segundo ele, o programa já possibilitou a negociação de mais de R$ 3 bilhões em dívidas até o momento, com a expectativa de que esse valor alcance R$ 50 bilhões até o final do ano.
Juros do cartão de crédito
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As instituições financeiras acionam os juros rotativos do cartão de crédito quando o consumidor não consegue quitar o valor total da fatura. Isso equivale a um empréstimo concedido, com juros aplicados sobre o saldo remanescente.
Dado que essa modalidade é a mais custosa do mercado, é recomendável evitar recorrer a ela sempre que possível, buscando alternativas de empréstimo com condições mais favoráveis quando necessário.
Imagem: Jo Panuwat D / shutterstock.com / Edição: Seu Crédito Digital
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