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Haddad diz que vai reavaliar receitas do governo

Haddad afirmou que reavaliará a situação das receitas públicas logo após o início dos trabalhos do governo eleito, em janeiro de 2023.

Adriana AlbuquerquePor Adriana Albuquerque2 min de leitura
Imagem de Fernando Haddad concedendo entrevista.

Nomeado para o cargo de ministro da Fazenda, Fernando Haddad (PT) afirmou que reavaliará a situação das receitas públicas logo após o início dos trabalhos do governo eleito, em janeiro de 2023. Dessa forma, Haddad considera o aumento da carga tributária no Brasil.

De acordo com o novo chefe da Pasta, em declaração nesta terça-feira (13), apenas após a posse será possível verificar quanto o país conseguirá alcançar de superávit.

Para Haddad, receita do país está subestimada 

Após a nomeação na última semana, Haddad recebeu questionamentos a respeito da expectativa do aumento da carga tributária brasileira para o próximo ano. De acordo com o futuro chefe do Ministério da Fazenda, “A primeira providência que vou tomar no começo do ano é reestimar a receita. Na minha opinião, está subestimada”.  

Assim, segundo Haddad, se os resultados esperados se confirmarem, será necessário realizar um recálculo da estimativa para decidir os rumos para o próximo ano. 

“Se porventura o diagnóstico preliminar que fizemos estiver correto, vamos aí pensar, a partir do recálculo da estimativa, nas providências que vamos tomar já para o ano que vem”, disse. 

Novo ministro da Fazenda citou isenções tributárias 

Sobre os rumos que o novo governo tomará, Haddad citou a isenção tributária para casos específicos, que receberão análises individualmente. 

Dessa forma, o novo ministro da Fazenda afirmou que “Por dentro da reforma tributária é mais fácil fazer um política mais justa do ponto de vista tributário. Lembrando que, sim, há especificidades a serem consideradas. Fala-se sempre da questão da Zona Franca de Manaus, que tem uma especificidade”.

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Em seguida, Haddad continuou: “Tem que ser considerado? Tem. Tem questões políticas sensíveis a serem consideradas, sim. Mas há uma série de questões que precisam ser revistas”, completou.

A Receita Federal estima que os subsídios e desonerações no sistema tributário brasileiro passem de R$ 450 bilhões em 2023.

Imagem: Britto Junior/ Câmara dos Deputados

Adriana Albuquerque

Autor

Adriana Albuquerque

Estudante de Jornalismo na Universidade Metodista de São Paulo.

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