Quem recebe aposentadoria, pensão ou outro benefício do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) precisa acompanhar não apenas a data do depósito, mas também a movimentação do pagamento. Quando o valor disponibilizado por meio de cartão de benefício não é sacado dentro do período previsto, o dinheiro pode ser devolvido ao INSS e o pagamento fica bloqueado.
A regra tem caráter operacional e de segurança. Segundo o próprio INSS, o prazo para saque dos benefícios pagos com cartão é até o fim do mês seguinte à disponibilização do valor, o que corresponde a aproximadamente 60 dias. Se o saque não ocorrer nesse intervalo, os recursos retornam ao instituto.
Isso, porém, não significa que o segurado perde automaticamente a aposentadoria ou a pensão. O bloqueio relacionado à falta de saque pode ser regularizado pelo beneficiário.
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O que acontece quando o benefício não é sacado
Quando o segurado deixa o dinheiro disponível sem realizar o saque dentro do prazo, a instituição financeira devolve os valores ao INSS. A partir daí, o pagamento deixa de ficar disponível para retirada normalmente.
É importante diferenciar essa situação de uma suspensão ou cessação do benefício por outro motivo. O problema, nesse caso, está relacionado ao pagamento que não foi movimentado dentro do período estabelecido.
Por isso, quem percebe que um depósito esperado não está mais disponível deve verificar a situação diretamente nos canais oficiais antes de concluir que a aposentadoria foi cancelada.
Valores podem ser recuperados?
Sim. A devolução do dinheiro ao INSS não representa, por si só, perda definitiva das parcelas.
O beneficiário deve solicitar a regularização do pagamento pelos canais disponibilizados pela Previdência. O procedimento pode ser iniciado pelo Meu INSS, plataforma oficial utilizada para requerimentos e acompanhamento de serviços previdenciários.
Também é possível buscar orientação pela Central 135. O INSS informa que o atendimento telefônico funciona de segunda a sábado, das 7h às 22h, no horário de Brasília.
Como evitar o bloqueio do pagamento
A principal recomendação para aposentados e pensionistas é acompanhar regularmente o calendário de pagamentos e verificar se o dinheiro foi efetivamente disponibilizado.
O INSS mantém uma programação oficial para indicar quando cada benefício estará disponível na rede bancária. Para consultar a data correta, é necessário observar o número do benefício e a faixa correspondente ao valor recebido.
Essa conferência é especialmente importante para pessoas que não utilizam o benefício todos os meses ou que costumam deixar os valores acumulados na conta. O fato de o dinheiro permanecer disponível inicialmente não significa que ele ficará liberado indefinidamente.
Uma situação prática seria a de um aposentado que viaja, permanece internado ou simplesmente deixa de utilizar o cartão durante vários meses. Se o pagamento não for movimentado dentro do prazo aplicável, o valor pode retornar ao INSS e exigir uma solicitação posterior para ser liberado.
Bloqueio por falta de saque não é o mesmo que cancelamento

Um dos principais cuidados é não confundir o retorno de uma parcela não sacada com a perda definitiva do benefício previdenciário.
A cessação de um benefício depende de situações específicas. No caso da aposentadoria por incapacidade permanente, por exemplo, o INSS explica que o benefício é mantido enquanto persistir a incapacidade que fundamentou sua concessão, podendo haver reavaliação conforme as regras aplicáveis.
Portanto, um pagamento não movimentado e uma revisão previdenciária são situações distintas. O primeiro está relacionado à disponibilização e ao saque do dinheiro; o segundo pode envolver uma nova análise das condições que justificaram determinado benefício.
Benefícios por incapacidade têm regras próprias
A aposentadoria por incapacidade permanente pode ser submetida a revisão médica nos casos previstos. O INSS informa que determinados segurados são convocados para perícia revisional e devem atender à convocação para evitar a suspensão do pagamento.
Essa situação não deve ser confundida com o simples fato de o beneficiário não ter sacado uma parcela. São procedimentos diferentes, com causas e consequências próprias.
Imagem: Reprodução/Seu Crédito Digital
