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Haddad fala sobre imposto em movimentações financeiras: vai ter ou não?

Ministro da Fazenda, Haddad, comentou sobre a possibilidade de taxar movimentações financeiras, boato que vem circulando nas redes sociais.

Beatriz CapiraziPor Beatriz Capirazi2 min de leitura
Fake News

O ministro da Fazenda, Fernando Haddad (PT), comentou nesta segunda-feira (13) sobre a possibilidade de taxar as movimentações financeiras, boato que vem circulando nas redes sociais nos últimos dias.

Segundo o representante do governo Lula, não haverá alterações em relação ao CPMF na reforma tributária, descartando, assim, a possibilidade de haver um imposto sobre consumo ou movimentações financeiras.

Durante um evento do jornal ‘Valor Econômico’, Haddad destacou que essa possibilidade não está sendo considerada nem pelo ministro da Fazenda, nem pelo ministro do Planejamento.

Alfinetada em Bolsonaro

Além disso, Haddad aproveitou o momento para tecer críticas ao governo anterior de Jair Bolsonaro (PL). No evento do ‘Valor Econômico’, o político afirmou que se houvesse o desejo de votar pela reforma tributária, isso já teria sido feito.

O ministro ainda alfinetou a gestão anterior ao afirmar que caso o projeto tivesse sido, de fato, votado, Bolsonaro poderia ter deixado o governo com um legado importante para o Brasil. 

Haddad promete que governo promoverá outra mudança

Haddad ainda destacou que outras mudanças devem ser implementadas nos próximos meses, afirmando que haverá a regulamentação do mercado de ouro. Em suma, o governo Lula tem a intenção de instaurar a obrigatoriedade de notas fiscais.

Segundo o ministro da Fazenda, o projeto já está em andamento. A ministra do Meio Ambiente, Marina Silva, deu o prazo de 30 dias para que a Receita Federal avalie a organização do mercado de minério de uma forma diferente, assim, enfraquecendo o mercado ilegal. 

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Com a medida, Haddad afirma que a intenção é diminuir a invasão de garimpeiros, que buscam explorar ouro e outros minérios nas áreas protegidas. Dessa forma, a medida visa garantir a preservação dessas áreas.

Vale destacar que o mercado de ouro e garimpo já não é regulamentado há muito tempo. Afinal, desde 2001, os garimpeiros não são obrigados a emitir nota fiscal para a Receita Federal, o que é motivo de reclamação de várias empresas, inclusive, a Vale, por exemplo.

Imagem: Valter Campanato/ Agência Brasil

Beatriz Capirazi

Autor

Beatriz Capirazi

Jornalista especializada em Jornalismo Econômico pela Fundação Getúlio Vargas/Estadão com interesse em Economia, Política e Direitos Humanos. Autora do livro “Vidas Sucateadas — um olhar sobre a devolução de crianças adotadas”.

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