O futuro ministro da Fazenda do governo Lula, Fernando Haddad, afirmou na última terça-feira (13) que o governo Bolsonaro enviou à equipe de transição um ofício pedindo a retirada de 2,5 milhões de pessoas do Auxílio Brasil.
Haddad faz acusação polêmica sobre Bolsonaro envolvendo o Auxílio Brasil
Confira a acusação de Haddad ao governo Bolsonaro que causou polêmicas e saiba o posicionamento do Ministério da Cidadania.
Desse modo, é preciso destacar que Haddad se pronunciou em entrevista à Globonews. De acordo com o futuro ministro, as pessoas sairiam do programa por terem sido incluídas de forma irregular no programa de transferência de renda.
O que Haddad disse na entrevista?
Primeiramente, Haddad defendeu as PPPs (Parcerias Público-Privadas), um dia depois de Lula “decretar” o fim das privatizações. Além disso, o futuro ministro não deu detalhes de qual foi o órgão do governo que teria pedido para excluir os beneficiários e nem qual foi a motivação ou quando isso aconteceu.
De acordo com Haddad, ampliar o Auxílio Brasil foi algo que o governo de Bolsonaro fez sem planejamento.
“O programa do Auxílio Brasil não foi feito para combater a fome. Foi feito para maximizar o número de votos. Então, tem uma pessoa recebendo o mesmo auxílio que uma família de cinco pessoas. São milhões. Agora nós recebemos um ofício do próprio governo mandando retirar do cadastro 2,5 milhões de brasileiros. Por que foram incluídos se não se adequaram aos parâmetros da lei? É quase um crime confessado”, destacou Haddad.
Portanto, é preciso destacar que, pensando em aumentar as chances de ganhar as eleições, o governo Bolsonaro incluiu mais pessoas na folha de pagamentos do Auxílio Brasil. A partir dessa mudança várias famílias passaram a ganhar o valor.
Ministério da Economia
Apesar de Haddad não ter dito qual foi o órgão que solicitou a exclusão de beneficiários, em nota, o ministério da Economia atribuiu ao ministério da Cidadania a responsabilidade “pela base de dados do benefício”. Vale destacar que o ministério da Cidadania foi procurado, mas não respondeu até o momento.
O governo Bolsonaro se defendeu?
Na noite de ontem (14), o Ministério da Cidadania rebateu a fala do futuro ministro. Confira:
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“É falsa a acusação de que o Governo Federal incluiu 2,5 milhões de pessoas no Programa Auxílio Brasil pouco antes das eleições, demandando do futuro governo uma revisão dos beneficiários e possíveis cancelamentos. O Auxílio Brasil é o programa permanente de transferência de renda do Governo Federal e se constitui numa política pública de Estado”, afirmou a nota.
A nota ainda reforça, que desde janeiro de 2022, mais de 8 milhões de famílias começaram a fazer parte do programa, o que comprovaria o esforço do governo em zerar a fila.
Além disso, de acordo com o pronunciamento, o governo sempre corrigirá qualquer irregularidade. As informações são do Jornal O GLOBO.
Imagem: Reprodução / Twitter (@Haddad_Fernando)
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