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Haddad faz promessa impactante aos brasileiros

Nesta quinta-feira (30), o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, abordou o tema do arcabouço fiscal e trouxe projeções para o país. Confira!

Fernanda CadavalPor Fernanda Cadaval3 min de leitura
O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, discursando de terno preto

Nesta quinta-feira, 30, o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, voltou a falar sobre o arcabouço fiscal – que irá substituir o teto de gastos e será um mecanismo para limitar o aumento das despesas públicas à inflação. E, em tom otimista, garantiu que o pacote de medidas econômicas dará ao país “bastante estabilidade”, porém somente em 2026.

O olhar mais social do governo federal para as estratégias econômicas deixam o mercado tenso e também os cidadãos, pois quando se fala em despesas públicas o receio do aumento de impostos é grande. No entanto, o ministro afirmou que as novas medidas não preveem aumento da carga tributária ou a criação de novos impostos.

Haddad tem projeções otimistas para o cidadão comum e os empresários

Apesar de não levar o  nome de “teto de gastos”, o arcabouço fiscal também vai limitar o crescimento de despesas, e servirá, segundo Haddad, como uma segurança caso o cenário econômico fique ruim.

“A regra dá segurança para investidores e famílias que precisam do Estado. Além disso, as normas têm trava que garante o funcionamento do Estado. Com isso, as trajetórias de inflação, juro e dívida se acomodarão”, garante o político.

Desde janeiro, quando o governo assumiu o compromisso de reavaliar o teto de gasto dos anos anteriores, críticos e especialistas chegaram a cogitar a possibilidade da volta da CPMF – cobrança que incidiu sobre todas as movimentações bancárias e existiu por 11 anos –,  e o fim do Simples Nacional. No entanto, o representante da Fazenda afirma que isso não vai ocorrer.

Arcabouço mira nos privilégios de grandes empresas

Para Haddad, a economia brasileira é fragilizada pelo privilégio que grandes empresas possuem, principalmente com relação à tributação de impostos. Ele destaca que quem está com o tributo em dia não será penalizado, mas que a intenção é olhar atentamente para os setores que são muito beneficiados ou os novos, que ainda não possuem regras claras sobre o recolhimento de impostos.

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“As apostas eletrônicas estão entre os setores de uma lista intensa que têm benefícios indevidos. Temos que enfrentar a agenda contra o patrimonialismo brasileiro”, alega o ministro.

A atenção de equipes econômicas dos governos sobre o crescimento de grandes empresas às custas do Estado está ocorrendo no mundo inteiro, não só no Brasil. A intenção é a identificação dos “grandes jabutis”, o que permite, assim, a redução de tributos sobre o consumo, aposta Haddad.

Imagem: Fabio Rodrigues-Pozzebom / Agência Brasil

Fernanda Cadaval

Autor

Fernanda Cadaval

Me chamo Fernanda Patzdorf Cadaval de Macedo, tenho 34 anos, e tenho formação em Letras- Português e Jornalismo. Ler e escrever estão entre minhas atividades favoritas. E poder ser uma facilitadora na formação de opinião das pessoas através do meu trabalho, é um grande privilégio dado por essa profissão que exerço há mais de 10 anos.

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