O ministro da Fazenda do governo eleito, Fernando Haddad, anunciou nesta terça-feira (13) o economista Gabriel Galípolo para o cargo de secretário-executivo do Ministério da Fazenda. Galípolo faz parte da equipe de transição do governo eleito, dando apoio ao grupo técnico de Infraestrutura.
Haddad nomeará ex-presidente de banco como secretário-executivo da Fazenda
Fernando Haddad anunciou o economista Gabriel Galípolo para o cargo de secretário-executivo do Ministério da Fazenda, em 2023.
Dessa forma, a escolha foi confirmada após reunião com o presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto. De acordo com Haddad, o encontro foi “ótimo”. Mais cedo, o futuro ministro da Fazenda se reuniu com o atual ministro da Economia, Paulo Guedes.
Galípolo é o primeiro nome anunciado para a direção da Fazenda
Galípolo foi o primeiro nome para a direção da Fazenda. O novo secretário-executivo da Fazenda possui graduação em Ciências Econômicas e mestrado em Economia Política, ambos pela Pontifícia Universidade Católica (PUC) de São Paulo.
Assim, na academia, Galípolo foi professor na PUC e na Fundação Escola de Sociologia e Política de São Paulo. O economista ministrou aulas sobre parcerias público-privadas (PPP) e concessões do poder público para a iniciativa privada.
Entre 2017 e 2021, foi presidente do Banco Fator. Em 2007, atuou como chefe da Assessoria Econômica da Secretaria dos Transportes Metropolitanos de São Paulo.
Com histórico de proximidade ao Partido dos Trabalhadores (PT), Galípolo contribuiu com a campanha do presidente eleito, Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
Secretário-executivo nomeado falou que o teto de gastos já passou da fase do funeral
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No último mês, Galípolo afirmou que o teto de gastos já passou da fase do funeral e que está mais “para a missa de sétimo dia”. Ainda de acordo com ele, “[…] uma regra fiscal que funciona por excepcionalidades o tempo todo é uma regra que já não existe”, afirmou durante o seminário Fórum Esfera Brasil.
Para Galípolo, os economistas devem dialogar com a sociedade a respeito do orçamento. Além disso, disse que o problema do país é a má qualidade do gasto público e da arrecadação do Estado.
Imagem: Wagner Vilas / shutterstock.com
