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Haddad passa no teste e Febraban aprova novo arcabouço fiscal

Fernando Haddad lança nova proposta para o arcabouço fiscal e recebe elogios da Febraban. Saiba o que a organização disse.

Ana LuisaPor Ana Luisa2 min de leitura
Ministro Fernando Haddad explicando o novo arcabouço fiscal

Ontem (30), o Ministro da Fazenda, Fernando Haddad, apresentou o novo arcabouço fiscal que o governo pretende enviar ao congresso. O projeto tem como objetivo controlar a dívida pública do país, mas criando condições para que o governo continue a fazer investimentos. 

De acordo com a proposta, o novo teto de gastos do governo federal é de 70% do aumento da receita nos últimos 12 meses. Sendo que esse crescimento precisa ser um aumento real (descontado a inflação) entre 0,6% e 2,5%.

A Federação Brasileira dos Bancos (Febraban) lançou uma nota de apoio a essa proposta ainda na quinta-feira. Nela, a organização diz que o projeto apresentado por Haddad está no caminho certo para controlar a expansão dos gastos públicos e o aumento da dívida pública. 

Proposta de Haddad recebe apoio dos bancos

A nota assinada pelo presidente da Febraban, enaltece o fato da proposta do novo teto de gastos pensado por Haddad e sua equipe conseguir criar um mecanismo de controle, mas sem comprometer as prioridades sociais que o Brasil possui. 

Já o presidente do Bradesco, um dos maiores bancos privados do país, afirma que essa é uma proposta bem construída e que cobre diversos pontos sensíveis. Para ele, um dos pontos positivos do novo projeto é o aumento da previsibilidade que esse arcabouço fiscal pode trazer para a economia brasileira.

Além disso, outra característica que agrada os bancos é que o projeto de Haddad também trata sobre a geração de superávit. Dessa forma, ocorreria uma diminuição da pressão fiscal sobre o governo, o que poderia levar a uma redução da taxa básica de juros. 

Problemas com as metas 

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Juntos com o novo arcabouço fiscal, Fernando Haddad também apresentou quais são as metas do governo para os próximos anos. Por exemplo, zerar o rombo fiscal já em 2024. Porém, analistas dos setores econômicos e financeiros acham essa possibilidade irreal.

Mesmo assim, líderes políticos receberam bem a proposta que deve ser entregue ao Congresso na semana que vem. A expectativa é de ela seja aprovada sem grandes problemas.

Imagem: José Cruz/ Agência Brasil

Ana Luisa

Autor

Ana Luisa

Jornalista formada na UFV e redatora

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