Desde 2019, uma série de crimes de estelionato e furto mediante a fraude aconteciam no interior da Bahia, conhecidos como “golpe do Pix”. Investigação conduzida pela Polícia Civil da Bahia aponta para detento de penitenciária em Salvador, capital do estado, como comandante do esquema.
São quatro os suspeitos identificados como participantes do esquema, que tinham como alvo pessoas que vendiam produtos digitalmente. Os criminosos entravam em contato com os vendedores, retiravam o produto em um lugar marcado, mas emitiam comprovante falso para o pagamento do produto.
Mais detalhes do golpe do Pix
Os golpistas focavam em vendedores com anúncios de produtos na internet, em plataformas como Facebook e OLX. Após entrar em contato com os empreendedores por suposto interesse no produto, marcavam um local para retirada do objeto.
No entanto, na hora do pagamento, um dos criminosos emitia um comprovante falso de transação via PIX. Desse modo, a vítima era distraída, enquanto os demais estelionatários subtraíam o produto e o repassavam para terceiros.
A associação criminosa é suspeita de diversos crimes de estelionato e furto mediante fraude na região do interior da Bahia. Todos os envolvidos serão responsabilizados individualmente pelos seus atos. Felizmente, polícia conseguiu recuperar parte dos bens das vítimas dos criminosos.
Como funcionou a investigação?
A Delegacia de Repressão a Furtos e Roubos (DRFT) de Jequié, junto ao Departamento de Crimes Contra o Patrimônio da Polícia Civil, esclareceu que a série de golpes envolveu quatro criminosos, já identificados.
Ainda, o comandante do esquema está custodiado no Regime Disciplinar Diferenciado (RDD) do Complexo Penal da Mata Escura – presídio de Salvador. De lá, o detento articulava os crimes junto a seus comparsas.
As vítimas dos crimes tiveram seus celulares analisados pela DRFR como comprovantes de pagamento e os registros de ligações das negociações. A partir da investigação e das provas, houve a identificação de M. S. S., S. dos S. S. e A. P. A. de A, além de F.C.P, que era o mentor do crime de dentro penitenciária.
Os suspeitos foram interrogados pelos investigadores e liberados posteriormente. Houve a apreensão, ainda, de celulares, cadernos de anotações e armas brancas na cela do detento.
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