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Homem sofre violência policial e pode ganhar R$ 500 milhões em indenização

Entenda o caso do homem que foi vítima de violência policial em SP. A ação pede R$ 500 milhões em indenização.

Marya Klara CorreaPor Marya Klara Correa2 min de leitura
Martelo símbolo da Justiça em cima de uma pilha de notas de dinheiro.

Na última semana, foi divulgado um vídeo de suposta tortura e violência policial, em que um homem negro aparece amarrado com cordas. Segundo a versão da segurança pública, o caso, que aconteceu na cidade de São Paulo, originou-se após o homem ser flagrado roubando duas caixas de chocolate no mercado.

Diante dessa situação, o autor do furto não atendeu às ordens dos policiais, sendo necessário amarrá-lo. Com isso, entidades dos direitos humanos repudiaram o ato e entraram com um pedido de indenização de R$ 500 milhões.

A entrada do processo foi dada na última quinta-feira (8), por dano moral coletivo e social causado à população negra brasileira. Entenda o caso!

Entenda o caso de violência policial

Ultimamente, casos como esse têm ganhado repercussão nas redes sociais. No vídeo publicado, o suspeito de roubar as caixas de chocolate está sendo amarrado com cordas e carregado por policiais. Esse vídeo foi filmado no hospital da Vila Mariana, zona sul de São Paulo.

Vídeo da ação policial

A Educafro Brasil, entidade do movimento negro com enfoque em educação, assinou a ação contra a violência policial. Para a instituição, foram infringidos princípios da Constituição Federal, violando as normas de proteção à vida e dignidade humana.

No processo também é citada infração das leis que protegem a população negra contra o racismo. Além disso, o caso foi enquadrado como tortura policial.

Decisão Judicial

Além da indenização de R$ 500 milhões, foi feito o pedido para implantar câmeras nas fardas dos policiais e viaturas, com o objetivo de evitar situações de abuso de autoridade, além de outras medidas, como:

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  • Disciplinas de racismo estrutural e institucional para os servidores;
  • Disciplinas de aporofobia (medo e rejeição dos pobres);
  • Afastamento de policiais que violem as diretrizes dos direitos humanos.

Caso o Estado seja condenado, o valor a ser pago é de R$ 500 milhões, que devem ser repassados à população vulnerável. Porém, até o momento a justiça não vê tortura na prisão do homem. O entendimento foi dado pela juíza Gabriela Marques Bertoli. Para a magistrada:

“Não há elementos que permitam concluir ter havido tortura ou maus-tratos ou ainda descumprimento dos direitos constitucionais assegurados ao preso […]. Em liberdade, já demonstrou concretamente que continuará a delinquir, o que evidencia que medidas cautelares diversas da prisão não serão suficientes para afastá-lo da prática criminosa”.

Imagem: Satur / Shutterstock.com

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