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O que levou ao fim do horário de verão? Veja a razão que poucos conhecem

Entenda a mudança do horário de verão, o impacto na energia e o debate sobre seu retorno em 2025. Saiba aqui a razão que poucos conhecem!!!

Erivelto LopesPor Erivelto Lopes7 min de leitura
Horário de verão não

Desde a sua extinção em 2019, o horário de verão deixou de fazer parte da rotina de milhões de brasileiros. Mas, em meio ao avanço das fontes renováveis e mudanças no padrão de consumo, o assunto voltou a ganhar força no setor energético.

Em 2025, a possibilidade de retorno dessa política pública reacende debates sobre seus reais impactos. O tema divide opiniões entre especialistas, empresários e a sociedade no Brasil, que se pergunta se adiantar os relógios ainda faz sentido diante do cenário atual.

Horário de verão ons
Imagem: New Africa / Shutterstock.com

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O histórico do horário de verão no Brasil

O horário de verão surgiu no Brasil na década de 1930, inspirado por países europeus. A lógica era simples: aproveitar a luz natural por mais tempo, reduzindo a necessidade de energia elétrica. Na época, o sistema elétrico era menos desenvolvido, e qualquer economia fazia grande diferença para evitar apagões.

A prática passou por períodos de suspensão e retomada ao longo das décadas. Em algumas regiões, como o Sul e o Sudeste, a mudança de horário era encarada como estratégia essencial para enfrentar os meses mais quentes, quando o consumo de energia atinge picos.

Com o avanço tecnológico e a modernização do setor, surgiram dúvidas sobre a real eficácia do horário de verão. A decisão de 2019 que encerrou o programa foi embasada em estudos que mostravam queda na economia de energia obtida pela medida.

Razões técnicas para o fim do horário de verão

Entre os fatores que justificaram o término do horário de verão, o Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) apontou mudanças no perfil de consumo dos brasileiros. A popularização de aparelhos de ar-condicionado e eletrônicos contribuiu para o aumento do uso de energia nas horas mais quentes do dia.

Com isso, o pico de demanda deixou de ocorrer no início da noite e passou a se concentrar no período da tarde. Assim, o benefício de postergar o consumo máximo perdeu relevância. Além disso, o Brasil expandiu consideravelmente sua matriz energética, tornando-a mais robusta para atender à demanda em horários críticos.

Outro aspecto citado foi a dificuldade de ajuste biológico. Muitos brasileiros relatavam desconforto com o adiantamento dos relógios, principalmente nas regiões Norte e Nordeste, onde o impacto da medida era menos perceptível.

O impacto da geração solar no debate

A expansão das fontes renováveis, principalmente da energia solar, é um dos fatores que reacendem a discussão sobre o horário de verão. O Brasil tem avançado em usinas solares de grande porte e também na geração distribuída, com painéis fotovoltaicos em residências e empresas.

O problema é que a geração solar diminui significativamente ao entardecer, justamente quando o consumo residencial costuma crescer. Isso pressiona o sistema elétrico, criando um pico de demanda entre 18h e 19h, o famoso horário de ponta.

Especialistas defendem que o retorno do horário de verão poderia ajudar a adiar esse pico, permitindo maior aproveitamento da luz natural. Assim, haveria uma redução do uso de termelétricas — mais caras e poluentes — para suprir a demanda.

Argumentos econômicos a favor e contra

O debate vai além do setor elétrico. Para a economia, o horário de verão pode estimular segmentos como turismo, comércio e serviços. Dias mais longos incentivam o consumo em bares, restaurantes e espaços de lazer, gerando emprego e renda.

Por outro lado, a indústria e o agronegócio nem sempre se beneficiam. Muitos setores operam em turnos fixos, que não acompanham o relógio solar. Para alguns produtores, a mudança atrapalha a logística de transporte e distribuição.

O impacto econômico, portanto, é desigual entre setores. Estudos indicam que a economia de energia poderia ficar entre 1% e 3% no consumo de ponta, mas sem alterar significativamente o total gasto ao longo do mês.

O que pensa o governo

Atualmente, o Ministério de Minas e Energia aguarda novos dados do ONS para embasar a decisão sobre o possível retorno do horário de verão. A previsão é que um parecer final seja apresentado até agosto de 2025, considerando projeções de demanda, geração solar e segurança do sistema.

Fontes internas apontam que o governo estuda a reimplantação apenas para regiões onde a medida teria maior impacto positivo. Assim, estados do Sul, Sudeste e Centro-Oeste poderiam ser incluídos, enquanto Norte e Nordeste ficariam de fora.

A posição de entidades e especialistas

Diversas entidades do setor elétrico defendem a volta do horário de verão como forma de aliviar a pressão sobre a rede. Para eles, mesmo com ganhos modestos, qualquer redução de pico pode ajudar a evitar apagões e reduzir custos operacionais.

Já algumas associações do setor produtivo mantêm a posição contrária, alegando que a mudança traz mais transtornos do que benefícios. Questões como produtividade, saúde da população e padronização de horários são apontadas como entraves.

Como outros países lidam com o tema

A prática do horário de verão ainda é comum em países da Europa e América do Norte. No entanto, diversas nações vêm reavaliando sua eficácia. A União Europeia, por exemplo, discute desde 2018 a possibilidade de abolir a mudança de horário, diante de estudos que apontam impactos negativos na saúde.

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Nos Estados Unidos, há estados que optaram por não adotar o horário de verão, enquanto outros seguem aplicando a mudança anualmente.

Cenários para o Brasil em 202,5

Caso o horário de verão seja reintegrado, o impacto mais imediato será sentido nos lares e no comércio local. Os brasileiros terão de se readaptar à rotina, ajustando horários de trabalho, estudo e lazer.

Empresas do setor elétrico poderão planejar melhor o despacho de energia, reduzindo o uso de termelétricas. Já para os consumidores, é possível que haja uma leve redução nas contas de luz, especialmente em grandes centros urbanos.

Como se preparar para uma possível volta

Para quem trabalha em regime de turnos ou depende de rotinas rígidas, é importante acompanhar as decisões do governo. Caso o horário de verão volte, ajustes em escalas, transporte e operação de equipamentos podem ser necessários.

Consumidores podem se beneficiar reorganizando o uso de aparelhos de maior consumo, como ar-condicionado e iluminação. A educação para o consumo consciente continua sendo uma das ferramentas mais eficazes para economizar, independentemente do horário.

O papel da eficiência energética

O horário de verão, por si só, não resolve os desafios do setor elétrico. Especialistas reforçam que o Brasil precisa investir cada vez mais em eficiência energética e diversificação da matriz.

Programas de incentivo à modernização de equipamentos, uso de tecnologia para gestão de consumo e expansão de fontes renováveis são caminhos mais duradouros. A combinação dessas ações com medidas sazonais, como o horário de verão, pode oferecer resultados mais robustos.

Imagem: Cacio Murilo / Shutterstock.com

Horário de verão: voltar ou não voltar?

A decisão final sobre o retorno do horário de verão depende de uma análise técnica cuidadosa, considerando os avanços tecnológicos, o perfil de consumo e os impactos regionais.

Enquanto isso, a sociedade acompanha atenta. Se por um lado a medida pode parecer simples, por outro, carrega implicações econômicas, sociais e ambientais que precisam ser debatidas de forma transparente.

Para quem defende, é uma oportunidade de aproveitar melhor a luz do dia e reduzir pressões no sistema elétrico. Para quem é contra, o foco deve ser em soluções estruturais e investimentos em tecnologia. O futuro do horário de verão no Brasil ainda é incerto — mas seu retorno pode marcar uma nova fase na história da energia no país.

Erivelto Lopes

Autor

Erivelto Lopes

Erivelto Lopes é redator no portal Seu Crédito Digital, com forte compromisso com a verdade, responsabilidade e qualidade da informação. Atua diariamente na produção de conteúdos claros e confiáveis sobre benefícios sociais, economia e atualidades que impactam a vida do cidadão. É apaixonado por informar com agilidade, sempre buscando traduzir temas complexos de forma acessível.

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