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Hospital é condenado a pagar indenização de R$ 336 mil por remoção de pênis

Conheça a história do paciente que teve seu órgão genital removido por erro médico. O hospital foi condenado a pagar indenização.

Liliana LuísaPor Liliana Luísa2 min de leitura
martelo de juiz sobre uma mesa rede social

Após constatação evidente de erro médico, um paciente de 38 anos processou a unidade hospitalar na qual realizou procedimentos para tratar de um carcinoma localizado no pênis. O hospital foi condenado a pagar uma indenização de 61 mil euros ao paciente.

Em resumo, a história ocorreu em Nantes, na França, tendo como cenário principal o Centro Hospitalar Universitário de Nantes, hospital responsável pelo erro médico que removeu completamente o órgão genital do paciente.

Por que o hospital foi condenado a pagar indenização?

Em 2014, quando tinha 30 anos, o paciente recebeu o diagnóstico de câncer, mais especificamente um carcinoma no pênis. Assim, após acompanhamento médico, a equipe do CHU de Nantes sugeriu uma intervenção cirúrgica para a remoção do tumor.

Contudo, devido a erros por parte da equipe médica, a remoção das células cancerígenas do paciente foi incompleta, o que resultou dores intensas no paciente, além da necessidade de realizar diversas cirurgias até 2017, passando pela remoção completa do órgão genital.

Sem o erro médico inicial, o paciente teria 70% mais chances de evitar a recidiva e não teria passado pela remoção completa do órgão. Logo, a condenação do hospital era inevitável. Hoje, o paciente sofre com a recidiva do câncer, que alcançou os pulmões.

Além dos danos de saúde, existem os psicológicos

Em entrevista a uma rádio francesa, France Bleu Loire Océan, o paciente desabafa sobre a insensibilidade na região e que é impossível restaurar uma sensação natural do órgão. Ele ainda reforça como isso é difícil para ele enquanto pessoa e homem, pois, além da deficiência física por negligência médica, ele terá prejuízos sexuais.

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Seu advogado declarou que o homem passou por “duas mortes”. Uma delas é a psicológica porque o erro médico lhe custou uma chance no combate mais eficiente ao câncer. A segunda é porque este mesmo erro rebaixa a dignidade humana do paciente.

Segundo a decisão, o valor de 61 mil euros (cerca de R$ 336 mil) cobre os prejuízos que a vítima teve. Entre eles, o sofrimento psicológico (12 mil euros), o déficit permanente (16 mil euros) e o prejuízo sexual (31,5 mil euros). Entretanto, o paciente recorrerá na justiça, pois considera o valor insuficiente.

Imagem: Arek Socha / pixabay.com

Liliana Luísa

Autor

Liliana Luísa

Formada em Letras, Liliana é uma profissional com 10 anos de experiência no mercado de trabalho, atuando como revisora e redatora.

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