A Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad Contínua), do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), apontou que 22,02% das famílias brasileiras sobrevivem sem qualquer renda vinda do mercado de trabalho. Os dados são referentes ao terceiro trimestre de 2022.
IBGE aponta que 22% dos domicílios do Brasil sobrevivem sem ter renda do trabalho
De acordo com a Pnad Contínua do IBGE, 22,02% dos domicílios brasileiros não possuem renda vinda do mercado de trabalho.
Contudo, o resultado é melhor do que o registrado no segundo trimestre do ano, quando 22,20% dos domicílios viviam sem renda de emprego. No terceiro trimestre de 2021, o número chegava a 22,99%. Assim, no segundo trimestre de 2021, auge dos efeitos da pandemia, o número de famílias sem renda de emprego alcançou 28,55%.
Segundo trimestre de 2021 refletiu recuperação da população
De acordo com Sandro Sacchet de Carvalho, técnico de planejamento e pesquisa na Diretoria de Estudos e Políticas Macroeconômicas do Ipea, o segundo trimestre de 2021 refletiu a recuperação da população ocupada. Já neste terceiro trimestre de 2022, os números se equiparam aos observados antes da pandemia no país.
“No segundo trimestre de 2021, a proporção de domicílios sem renda do trabalho iniciou uma queda, refletindo a recuperação da população ocupada. No terceiro trimestre de 2022, ela situou-se em 22%, mantendo-se em níveis semelhantes aos observados imediatamente antes da pandemia”, afirmou Carvalho na Carta de Conjuntura.
Passagem de trimestres registraram aumento da proporção de domicílios na faixa de renda mais alta
Do segundo para o terceiro trimestre de 2022, a proporção de domicílios na faixa de renda alta aumentou de 2,13% para 2,27%. Contudo, a proporção na faixa de renda mais baixa caiu de 27,43% para 26,64%, de acordo com o Ipea.
Na passagem do segundo para o terceiro trimestre de 2022, houve um aumento da proporção de domicílios na faixa de renda mais alta, de 2,13% para 2,27%. E uma diminuição da proporção na faixa de renda mais baixa, de 27,43% para 26,64%, observou o Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea).
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Nos domicílios com renda de trabalho considerada muito baixa, foi registrada queda de 3,86% nos rendimentos comparados ao mesmo período do ano anterior.
A faixa de renda mais rica demonstrou aumento da renda domiciliar. Assim, a alta foi de 1,48%. Esta foi a única faixa a apresentar um aumento de renda domiciliar no período de um ano.
Imagem: Brenda Rocha – Blossom / shutterstock.com
