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Ibovespa e dólar reagem a rumor sobre a revogação de Lei das Estatais

Informação sobre possível revogação das Lei das Estatais foi divulgada pela consultoria de análise política, Eurásia.

Adriana AlbuquerquePor Adriana Albuquerque2 min de leitura
imagem de unidade da Petrobras

O Ibovespa e o dólar reagiram após a consultoria de análise política, Eurásia, afirmar que o governo eleito pretende revogar a “Lei das Estatais”, por meio de Medida Provisória. A Eurásia divulgou o documento nesta segunda-feira (12).

De acordo com o relatório da Eurásia: “Espera-se que o presidente eleito Lula edite uma medida provisória em seus primeiros dias no cargo para mudar a legislação das empresas estatais promulgada pelo governo Michel Temer”.

Informação afetou o mercado brasileiro 

A informação da Eurásia, divulgada nesta segunda-feira (12), movimentou o mercado brasileiro. Às 13h57, o Ibovespa recuava 2,57% a 104.759 pontos. Já o dólar futuro avançava 1,78% a R$ 5,333.

O anúncio sobre a mudança na Lei das Estatais acontece após a nomeação do ex-prefeito de São Paulo, Fernando Haddad, ao Ministério da Fazenda na última sexta-feira (9). Além disso, os rumores a respeito de Aloizio Mercadante estar cotado para assumir o comando da Petrobras, ou do BNDES, também movimentaram o mercado.

Ambas as figuras políticas enfrentam resistência dos investidores que temem pela relação dos dois com a problematização política e econômica do governo Dilma Rousseff.

Qual o objetivo da revogação da Lei das Estatais?

De acordo com a Eurásia, a revogação da Lei das Estatais teria como objetivo facilitar as nomeações políticas do novo governo para os conselhos das estatais. Dessa forma, o presidente eleito Lula (PT) poderia indicar o senador Jean Paul Prates como CEO da Petrobras. 

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“A revogação dessa legislação [Lei das Estatais] facilitaria significativamente as nomeações políticas para os conselhos das estatais. Assim, Lula poderia indicar prontamente o senador Jean Paul Prates (PT) como CEO da Petrobras e nomeados políticos para bancos públicos”, afirmou a consultoria.

Além disso, Aloizio Mercadante também é cotado para o comando da estatal. Contudo, a gestão de ambos os cotados era vedada pela Lei das Estatais. A legislação exige a nomeação de pessoas com experiência no mercado de petróleo para comandar a Petrobras.

Imagem: PARALAXIS / shutterstock.com

Adriana Albuquerque

Autor

Adriana Albuquerque

Estudante de Jornalismo na Universidade Metodista de São Paulo.

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