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Prepare o bolso: combustíveis e gás vão ficar mais caros com novo ICMS

A partir de janeiro de 2026, gasolina, diesel e gás de cozinha terão aumento no ICMS definido pelo Confaz. Entenda os novos valores.

Helena SerpaPor Helena Serpa5 min de leitura
Mão abastecendo carro em posto de gasolina icms

O preço dos combustíveis e no gás de cozinha promete ser um novo desafio para o orçamento familiar. O Conselho Nacional de Política Fazendária (Confaz) aprovou, em 8 de setembro de 2025, um ato que eleva o ICMS (Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços) sobre gasolina, diesel e gás liquefeito de petróleo (GLP).

As novas alíquotas entram em vigor em janeiro de 2026 e devem impactar diretamente o custo de vida da população e a arrecadação dos Estados.

O que muda?

ICMS
Imagem: rafastockbr/shutterstock

Leia mais: Como a distribuição de combustíveis funciona no Brasil? Entenda

Valores definidos para 2026

Segundo a decisão do Confaz, os reajustes serão os seguintes:

  • Gasolina: sobe para R$ 1,57 por litro;
  • Diesel: será de R$ 1,17 por litro;

Os novos valores substituem as alíquotas atuais e foram calculados com base na variação dos preços médios mensais divulgados pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) entre fevereiro e agosto de 2025, em comparação com o mesmo período de 2024.

Por que o ICMS foi reajustado

Previsibilidade para os Estados

Até 2023, cada governo estadual aplicava uma alíquota variável, calculada como percentual do preço final dos combustíveis.

Com a adoção do valor fixo por litro, em vigor desde 2024, os Estados passaram a ter maior previsibilidade de receitas. O reajuste anunciado agora segue esse modelo e busca adequar a cobrança à realidade dos preços praticados no mercado.

Pressão inflacionária e necessidade de caixa

Além da questão técnica, há um pano de fundo político e econômico: os Estados enfrentam pressões orçamentárias crescentes e veem no ICMS sobre combustíveis uma maneira rápida de recompor receitas. A medida, no entanto, tende a pressionar a inflação em 2026, especialmente no transporte e no custo de alimentos.

Impacto no bolso dos consumidores

Gasolina mais cara para motoristas particulares

Com a gasolina chegando a R$ 1,57 de imposto por litro, o aumento deve pesar para quem depende do carro diariamente. Em cidades sem transporte público eficiente, motoristas terão de desembolsar mais a cada abastecimento.

Diesel e efeito em cadeia no transporte

O diesel, combustível base do transporte de cargas e de ônibus, terá alta para R$ 1,17 por litro. Esse reajuste pode encarecer fretes e, consequentemente, produtos de consumo básico, do supermercado à construção civil.

Gás de cozinha e a vida das famílias

O aumento do ICMS sobre o botijão de gás, que passará a R$ 1,05, atinge diretamente o orçamento doméstico.

Comparativo com anos anteriores

Antes do valor fixo

  • Até 2023: alíquota percentual variava de Estado para Estado.
  • Oscilações de preço geravam incerteza na arrecadação.

Após a mudança

  • Desde 2024: cobrança por valor fixo.
  • Previsibilidade para os cofres públicos.
  • Reajustes periódicos, como o definido para 2026, garantem atualização conforme a média dos preços.

Repercussões políticas e econômicas

Estados defendem a medida

Governos estaduais argumentam que a atualização é necessária para manter investimentos em áreas essenciais, como saúde, educação e segurança pública.

Críticas do setor produtivo

Transportadoras, distribuidoras e entidades do comércio criticam o aumento, afirmando que a medida eleva custos de produção e transporte, reduz competitividade e compromete o consumo interno.

Consumidores entre os mais afetados

Organizações de defesa do consumidor alertam que a medida deve aumentar o peso do transporte e da energia no índice de inflação, reduzindo o poder de compra das famílias.

Perspectivas para 2026

Inflação sob pressão

Com a entrada em vigor do novo ICMS, economistas projetam impacto direto no IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo). O efeito será mais intenso no primeiro trimestre de 2026, período em que o reajuste estará fresco no orçamento das famílias.

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Possível reação do governo federal

Há expectativa de que o governo federal adote medidas paliativas, como ampliação de auxílios sociais ou subsídios temporários, para mitigar os efeitos sobre a população mais vulnerável.

Estratégias para o consumidor enfrentar os aumentos

Combustíveis
Imagem: jcomp / Freepik

Como reduzir gastos com gasolina

  • Compartilhar caronas;
  • Usar transporte público quando possível;
  • Manter revisões em dia para otimizar o consumo.

Alternativas para o diesel

Empresas de transporte podem buscar negociações de frete mais eficientes e apostar em logística integrada para reduzir custos.

Dicas para economizar gás de cozinha

  • Usar panelas de pressão para reduzir tempo de preparo;
  • Cozinhar em maior quantidade e armazenar refeições;

Perguntas frequentes (FAQ)

O que é o ICMS sobre combustíveis?
É o Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços, cobrado pelos Estados e que incide sobre gasolina, diesel e gás.

Quando o novo ICMS entra em vigor?
Os novos valores passam a valer em janeiro de 2026.

Quais serão os novos valores do ICMS?
R$ 1,57 por litro de gasolina, R$ 1,17 por litro de diesel e R$ 1,05 por botijão de gás de cozinha.

Por que o ICMS foi reajustado?
Para adequar a arrecadação dos Estados aos preços médios praticados no mercado e garantir previsibilidade de receitas.

O reajuste vai aumentar a inflação?
Sim. Especialistas indicam que haverá impacto sobre os preços, principalmente de transporte, alimentos e energia doméstica.

Considerações finais

A medida reforça a importância de planejar os gastos e buscar alternativas para reduzir o consumo de combustíveis e gás, seja no dia a dia das famílias ou na logística das empresas. Ao mesmo tempo, abre espaço para debates políticos e econômicos sobre a forma de tributação no Brasil e os efeitos que ela provoca no custo de vida da população.

Em um cenário de incerteza e aumento de preços, a discussão sobre o equilíbrio entre arrecadação pública e bem-estar social tende a ganhar ainda mais relevância ao longo de 2026.

Helena Serpa

Autor

Helena Serpa

Jornalista mineira, formada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela Universidade Federal de São João del-Rei (UFSJ). Apaixonada por linguagem simples e comunicação acessível, atua como redatora no portal Seu Crédito Digital, onde produz conteúdos sobre finanças pessoais, cidadania, programas sociais, direitos do consumidor e outros temas relevantes para o dia a dia dos brasileiros. Sua escrita busca informar com clareza, contribuir com a inclusão digital e empoderar leitores a tomar decisões mais conscientes sobre dinheiro e serviços públicos.

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