O preço dos combustíveis e no gás de cozinha promete ser um novo desafio para o orçamento familiar. O Conselho Nacional de Política Fazendária (Confaz) aprovou, em 8 de setembro de 2025, um ato que eleva o ICMS (Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços) sobre gasolina, diesel e gás liquefeito de petróleo (GLP).
Prepare o bolso: combustíveis e gás vão ficar mais caros com novo ICMS
A partir de janeiro de 2026, gasolina, diesel e gás de cozinha terão aumento no ICMS definido pelo Confaz. Entenda os novos valores.
As novas alíquotas entram em vigor em janeiro de 2026 e devem impactar diretamente o custo de vida da população e a arrecadação dos Estados.
O que muda?

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Valores definidos para 2026
Segundo a decisão do Confaz, os reajustes serão os seguintes:
- Gasolina: sobe para R$ 1,57 por litro;
- Diesel: será de R$ 1,17 por litro;
Os novos valores substituem as alíquotas atuais e foram calculados com base na variação dos preços médios mensais divulgados pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) entre fevereiro e agosto de 2025, em comparação com o mesmo período de 2024.
Por que o ICMS foi reajustado
Previsibilidade para os Estados
Até 2023, cada governo estadual aplicava uma alíquota variável, calculada como percentual do preço final dos combustíveis.
Com a adoção do valor fixo por litro, em vigor desde 2024, os Estados passaram a ter maior previsibilidade de receitas. O reajuste anunciado agora segue esse modelo e busca adequar a cobrança à realidade dos preços praticados no mercado.
Pressão inflacionária e necessidade de caixa
Além da questão técnica, há um pano de fundo político e econômico: os Estados enfrentam pressões orçamentárias crescentes e veem no ICMS sobre combustíveis uma maneira rápida de recompor receitas. A medida, no entanto, tende a pressionar a inflação em 2026, especialmente no transporte e no custo de alimentos.
Impacto no bolso dos consumidores
Gasolina mais cara para motoristas particulares
Com a gasolina chegando a R$ 1,57 de imposto por litro, o aumento deve pesar para quem depende do carro diariamente. Em cidades sem transporte público eficiente, motoristas terão de desembolsar mais a cada abastecimento.
Diesel e efeito em cadeia no transporte
O diesel, combustível base do transporte de cargas e de ônibus, terá alta para R$ 1,17 por litro. Esse reajuste pode encarecer fretes e, consequentemente, produtos de consumo básico, do supermercado à construção civil.
Gás de cozinha e a vida das famílias
O aumento do ICMS sobre o botijão de gás, que passará a R$ 1,05, atinge diretamente o orçamento doméstico.
Comparativo com anos anteriores
Antes do valor fixo
- Até 2023: alíquota percentual variava de Estado para Estado.
- Oscilações de preço geravam incerteza na arrecadação.
Após a mudança
- Desde 2024: cobrança por valor fixo.
- Previsibilidade para os cofres públicos.
- Reajustes periódicos, como o definido para 2026, garantem atualização conforme a média dos preços.
Repercussões políticas e econômicas
Estados defendem a medida
Governos estaduais argumentam que a atualização é necessária para manter investimentos em áreas essenciais, como saúde, educação e segurança pública.
Críticas do setor produtivo
Transportadoras, distribuidoras e entidades do comércio criticam o aumento, afirmando que a medida eleva custos de produção e transporte, reduz competitividade e compromete o consumo interno.
Consumidores entre os mais afetados
Organizações de defesa do consumidor alertam que a medida deve aumentar o peso do transporte e da energia no índice de inflação, reduzindo o poder de compra das famílias.
Perspectivas para 2026
Inflação sob pressão
Com a entrada em vigor do novo ICMS, economistas projetam impacto direto no IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo). O efeito será mais intenso no primeiro trimestre de 2026, período em que o reajuste estará fresco no orçamento das famílias.
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Possível reação do governo federal
Há expectativa de que o governo federal adote medidas paliativas, como ampliação de auxílios sociais ou subsídios temporários, para mitigar os efeitos sobre a população mais vulnerável.
Estratégias para o consumidor enfrentar os aumentos

Como reduzir gastos com gasolina
- Compartilhar caronas;
- Usar transporte público quando possível;
- Manter revisões em dia para otimizar o consumo.
Alternativas para o diesel
Empresas de transporte podem buscar negociações de frete mais eficientes e apostar em logística integrada para reduzir custos.
Dicas para economizar gás de cozinha
- Usar panelas de pressão para reduzir tempo de preparo;
- Cozinhar em maior quantidade e armazenar refeições;
Perguntas frequentes (FAQ)
O que é o ICMS sobre combustíveis?
É o Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços, cobrado pelos Estados e que incide sobre gasolina, diesel e gás.
Quando o novo ICMS entra em vigor?
Os novos valores passam a valer em janeiro de 2026.
Quais serão os novos valores do ICMS?
R$ 1,57 por litro de gasolina, R$ 1,17 por litro de diesel e R$ 1,05 por botijão de gás de cozinha.
Por que o ICMS foi reajustado?
Para adequar a arrecadação dos Estados aos preços médios praticados no mercado e garantir previsibilidade de receitas.
O reajuste vai aumentar a inflação?
Sim. Especialistas indicam que haverá impacto sobre os preços, principalmente de transporte, alimentos e energia doméstica.
Considerações finais
A medida reforça a importância de planejar os gastos e buscar alternativas para reduzir o consumo de combustíveis e gás, seja no dia a dia das famílias ou na logística das empresas. Ao mesmo tempo, abre espaço para debates políticos e econômicos sobre a forma de tributação no Brasil e os efeitos que ela provoca no custo de vida da população.
Em um cenário de incerteza e aumento de preços, a discussão sobre o equilíbrio entre arrecadação pública e bem-estar social tende a ganhar ainda mais relevância ao longo de 2026.
