No domingo, saiu a notícia de que o iFood contratou uma das principais figuras do Partido dos Trabalhadores (PT) para ajudar na articulação da regulação do trabalho dos entregadores de aplicativo. Assim, no mesmo dia, a empresa fez um comunicado devido à repercussão da informação.
iFood contratou petista para tentar resolver problema com entregadores?
Clique aqui para saber se o iFood realmente contratou político famoso para intermediar as relações com os seus entregadores.
De acordo com João Sabino, diretor de políticas públicas do iFood, a prioridade deste ano do aplicativo de entregas é a regulamentação da atividade dos entregadores. Com o surgimento de novas relações de trabalho, a Consolidação das Leis Trabalhistas (CLT) não é mais suficiente para regular todas as situações.
Tanto, que o governo federal já indicou que essa é umas das prioridades da equipe política. Dessa forma, governo, representantes dos entregadores e os aplicativos de entrega devem começar a se reunir para a elaboração de uma regulamentação para o setor.
iFood contrata articulador
Nesse cenário, começaram a surgir notícias informando que o iFood contratou lobistas e articuladores para ajudar na negociação das novas regras com o Congresso e com os representantes dos entregadores. No dia 6 de agosto, a notícia era sobre a contratação do Romero Jucá, conhecido como um dos articuladores do impeachment de Dilma.
Veja também:
AUXÍLIO CESTA BÁSICA DO CADÚNICO: saiba como solicitar
Já no dia 20, o colunista do Globo, Lauro Jardim, disse que o aplicativo de entrega contratou José Dirceu, petista próximo ao Lula e que foi um dos personagens do Mensalão e da Operação Lava Jato. Neste último caso, o iFood soltou um comunicado negando a contratação de Dirceu.

Nova regulamentação
Gostou? Siga o Seu Crédito Digital no Google e receba notícias de benefícios, INSS e crédito em primeira mão.
+311 mil seguidores
De acordo com pesquisas que o próprio iFood encomendou, 2 a cada 3 entregadores não querem trabalhar seguindo as normas da CLT. Já que eles possuem mais autonomia e liberdade no formato atual de trabalho. Entretanto, todos os participantes da discussão concordam que esses profissionais devem ter acesso ao sistema previdenciário e aos seus benefícios.
Portanto, a ideia é que eles possam contribuir com o INSS, sem precisar cumprir a estrutura de trabalho rígida da CLT.
Imagem: Leonidas Santana / shutterstock.com
Pode ser do seu interesse:
