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iFood contratou petista para tentar resolver problema com entregadores?

Clique aqui para saber se o iFood realmente contratou político famoso para intermediar as relações com os seus entregadores.

Ana LuisaPor Ana Luisa2 min de leitura
Entregador do iFood

No domingo, saiu a notícia de que o iFood contratou uma das principais figuras do Partido dos Trabalhadores (PT) para ajudar na articulação da regulação do trabalho dos entregadores de aplicativo. Assim, no mesmo dia, a empresa fez um comunicado devido à repercussão da informação.

De acordo com João Sabino, diretor de políticas públicas do iFood, a prioridade deste ano do aplicativo de entregas é a regulamentação da atividade dos entregadores. Com o surgimento de novas relações de trabalho, a Consolidação das Leis Trabalhistas (CLT) não é mais suficiente para regular todas as situações.

Tanto, que o governo federal já indicou que essa é umas das prioridades da equipe política. Dessa forma, governo, representantes dos entregadores e os aplicativos de entrega devem começar a se reunir para a elaboração de uma regulamentação para o setor.

iFood contrata articulador

Nesse cenário, começaram a surgir notícias informando que o iFood contratou lobistas e articuladores para ajudar na negociação das novas regras com o Congresso e com os representantes dos entregadores. No dia 6 de agosto, a notícia era sobre a contratação do Romero Jucá, conhecido como um dos articuladores do impeachment de Dilma.

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Já no dia 20, o colunista do Globo, Lauro Jardim, disse que o aplicativo de entrega contratou José Dirceu, petista próximo ao Lula e que foi um dos personagens do Mensalão e da Operação Lava Jato. Neste último caso, o iFood soltou um comunicado negando a contratação de Dirceu.

Motoboy com a bag do iFood nas costas fazendo entrega.
Imagem: Leonidas Santana / shutterstock.com

Nova regulamentação

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De acordo com pesquisas que o próprio iFood encomendou, 2 a cada 3 entregadores não querem trabalhar seguindo as normas da CLT. Já que eles possuem mais autonomia e liberdade no formato atual de trabalho. Entretanto, todos os participantes da discussão concordam que esses profissionais devem ter acesso ao sistema previdenciário e aos seus benefícios.

Portanto, a ideia é que eles possam contribuir com o INSS, sem precisar cumprir a estrutura de trabalho rígida da CLT.

Imagem: Leonidas Santana / shutterstock.com

Ana Luisa

Autor

Ana Luisa

Jornalista formada na UFV e redatora

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