O iFood encerrou o ano fiscal de 2026 com resultados históricos. A empresa ultrapassou R$ 10 bilhões em receita, registrou crescimento de 36% em relação ao período anterior e elevou seu EBITDA para R$ 2,2 bilhões, avanço de 40%.
Novas categorias impulsionam iFood, que alcança EBITDA de R$ 2,2 bi
iFood supera R$ 10 bilhões em receita, aumenta EBITDA em 40% e acelera expansão com fintech, mercado, farmácias e benefícios.
Os números foram divulgados pela Prosus, grupo holandês controlador da plataforma, e mostram que a estratégia adotada nos últimos anos vai muito além da entrega de refeições.
Hoje, serviços financeiros, mercado, farmácias, tecnologia para restaurantes e benefícios corporativos já representam uma parcela significativa do faturamento.
Segundo a empresa, a diversificação foi decisiva para manter o ritmo de crescimento mesmo diante da chegada de novos concorrentes ao mercado brasileiro.
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Os principais resultados financeiros do iFood

O desempenho da companhia chamou atenção tanto pelo crescimento da receita quanto pela melhora da rentabilidade.
Entre os principais indicadores estão:
- Receita superior a R$ 10 bilhões;
- Crescimento anual de 36%;
- EBITDA de R$ 2,2 bilhões;
- Alta de 40% no lucro operacional antes de juros, impostos, depreciação e amortização.
Os resultados abrangem o período entre abril de 2025 e março de 2026.
Segundo a Prosus, esse desempenho reflete não apenas o aumento do número de pedidos, mas também a expansão das novas frentes de negócio.
Diversificação já representa um terço da receita
Uma das mudanças mais importantes na operação do iFood é a redução da dependência exclusiva do delivery de restaurantes.
Há poucos anos, praticamente toda a receita vinha das entregas de comida. Hoje, o cenário é diferente.
Novas categorias ganham espaço
As novas linhas de negócios já representam 33% da receita total da empresa.
Entre elas estão:
- entregas de supermercado;
- farmácias;
- soluções financeiras;
- sistemas de gestão para restaurantes (ERP);
- benefícios corporativos.
Dois anos atrás, essas categorias respondiam por apenas 21% do faturamento.
Segundo o CEO Diego Barreto, todos esses negócios já alcançaram equilíbrio financeiro e conseguem operar de forma independente.
Fintech se torna um dos principais motores de crescimento
O braço financeiro do iFood foi um dos grandes destaques do ano.
A operação reúne diferentes soluções voltadas para empresas parceiras e clientes, incluindo:
Banco digital para restaurantes
A plataforma oferece contas digitais, crédito e soluções financeiras voltadas aos estabelecimentos cadastrados.
Zoop
Empresa especializada em infraestrutura financeira, permitindo que outras companhias integrem serviços bancários às suas operações.
iFood Benefícios
O serviço concorre diretamente com empresas tradicionais do setor de benefícios corporativos.
Segundo a companhia, o iFood Benefícios ultrapassou recentemente R$ 1 bilhão em recargas mensais.
Ao todo, a fintech cresceu mais de 100% no período e gerou cerca de R$ 2,5 bilhões em receita, equivalente a aproximadamente um quarto do faturamento total da empresa.
Delivery continua crescendo
Apesar da diversificação, o delivery de restaurantes permanece como o principal negócio da companhia.
A operação registrou crescimento de aproximadamente 20% no último ano.
Segundo o iFood, esse avanço foi impulsionado principalmente por novas ocasiões de consumo.
Entregas cada vez mais rápidas
O serviço Turbo ampliou significativamente sua presença.
Hoje, cerca de 70% das entregas de farmácia já são realizadas em até 20 minutos.
A empresa também trabalha para reduzir o tempo de entrega de refeições.
Utilizando inteligência artificial, o iFood passou a identificar restaurantes capazes de preparar pedidos mais rapidamente do que os próprios estabelecimentos imaginavam.
Esses dados permitiram reorganizar operações e acelerar a produção sem comprometer a qualidade do serviço.
Hits amplia pedidos de refeições econômicas
Outro destaque foi o crescimento do Hits.
A funcionalidade reúne refeições com preços mais acessíveis, geralmente até R$ 30.
Segundo a empresa, o produto levou anos para atingir um modelo financeiramente sustentável.
Depois dos ajustes realizados em 2025, o crescimento acelerou.
Desde setembro do ano passado:
- os pedidos mais que dobraram;
- o Hits já representa cerca de 8% de todas as entregas;
- a expectativa é atingir participação entre 15% e 20% até o fim de 2026.
A estratégia busca fortalecer principalmente os pedidos realizados durante o almoço nos dias úteis.
Concorrência aumenta, mas empresa mantém confiança
O mercado brasileiro de delivery ficou mais competitivo nos últimos meses com a entrada e expansão de novos aplicativos.
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Mesmo assim, o iFood afirma que o crescimento da concorrência tem ampliado o tamanho do mercado, sem provocar perda significativa de participação.
Segundo a empresa, muitos concorrentes estão concentrando suas operações em pedidos de menor valor, utilizando promoções agressivas para conquistar clientes.
A avaliação do iFood é que esse tipo de estratégia depende de elevados subsídios financeiros e pode ser difícil de sustentar no longo prazo.
Ecossistema da Prosus fortalece a estratégia
Além do iFood, a Prosus controla ou participa de outras empresas importantes que atuam no Brasil.
Entre elas estão:
- Decolar;
- Sympla;
- OLX Brasil.
Embora funcionem de forma independente, essas empresas vêm ampliando a integração entre seus serviços.
Um exemplo citado pela companhia é a Decolar.
Segundo a Prosus, mais de 20% da receita brasileira da empresa de viagens passou a ser originada por clientes cuja jornada começou dentro do aplicativo do iFood.
A estratégia busca criar um ecossistema de serviços digitais capazes de aumentar a permanência dos usuários nas plataformas do grupo.
O que explica o crescimento do iFood
Especialistas apontam que o desempenho da empresa resulta da combinação de diferentes fatores.
Entre os principais estão:
Expansão além do delivery
O iFood deixou de ser apenas um aplicativo de entrega de refeições e passou a atuar em diversos segmentos ligados ao comércio digital.
Uso intensivo de inteligência artificial
A empresa utiliza análise de dados para melhorar logística, reduzir tempo de entrega e aumentar a eficiência dos restaurantes parceiros.
Novas fontes de receita
Serviços financeiros, benefícios corporativos e soluções para empresas reduzem a dependência do mercado tradicional de delivery.
Ecossistema integrado
A conexão entre diferentes empresas do grupo amplia oportunidades de vendas e fidelização de clientes.
O que esperar para os próximos anos

Os resultados divulgados mostram que o iFood pretende continuar investindo em serviços que complementem sua operação principal.
A empresa aposta na expansão das soluções financeiras, no crescimento das entregas rápidas e na consolidação de categorias como supermercado e farmácia.
Ao mesmo tempo, a plataforma deverá enfrentar uma concorrência mais intensa, impulsionada pela entrada de novos aplicativos e pela disputa por consumidores em diferentes regiões do país.
Mesmo nesse cenário, os números mais recentes indicam que a estratégia de diversificação vem fortalecendo o modelo de negócios da companhia e reduzindo sua dependência exclusiva do delivery tradicional.
INFORMAÇÕES ATUALIZADAS 2026:
