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Novas categorias impulsionam iFood, que alcança EBITDA de R$ 2,2 bi

iFood supera R$ 10 bilhões em receita, aumenta EBITDA em 40% e acelera expansão com fintech, mercado, farmácias e benefícios.

Bruna MachadoPor Bruna Machado6 min de leitura
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O iFood encerrou o ano fiscal de 2026 com resultados históricos. A empresa ultrapassou R$ 10 bilhões em receita, registrou crescimento de 36% em relação ao período anterior e elevou seu EBITDA para R$ 2,2 bilhões, avanço de 40%.

Os números foram divulgados pela Prosus, grupo holandês controlador da plataforma, e mostram que a estratégia adotada nos últimos anos vai muito além da entrega de refeições.

Hoje, serviços financeiros, mercado, farmácias, tecnologia para restaurantes e benefícios corporativos já representam uma parcela significativa do faturamento.

Segundo a empresa, a diversificação foi decisiva para manter o ritmo de crescimento mesmo diante da chegada de novos concorrentes ao mercado brasileiro.

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Os principais resultados financeiros do iFood

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Imagem: Reprodução / Seu Crédito Digital

O desempenho da companhia chamou atenção tanto pelo crescimento da receita quanto pela melhora da rentabilidade.

Entre os principais indicadores estão:

  • Receita superior a R$ 10 bilhões;
  • Crescimento anual de 36%;
  • EBITDA de R$ 2,2 bilhões;
  • Alta de 40% no lucro operacional antes de juros, impostos, depreciação e amortização.

Os resultados abrangem o período entre abril de 2025 e março de 2026.

Segundo a Prosus, esse desempenho reflete não apenas o aumento do número de pedidos, mas também a expansão das novas frentes de negócio.

Diversificação já representa um terço da receita

Uma das mudanças mais importantes na operação do iFood é a redução da dependência exclusiva do delivery de restaurantes.

Há poucos anos, praticamente toda a receita vinha das entregas de comida. Hoje, o cenário é diferente.

Novas categorias ganham espaço

As novas linhas de negócios já representam 33% da receita total da empresa.

Entre elas estão:

  • entregas de supermercado;
  • farmácias;
  • soluções financeiras;
  • sistemas de gestão para restaurantes (ERP);
  • benefícios corporativos.

Dois anos atrás, essas categorias respondiam por apenas 21% do faturamento.

Segundo o CEO Diego Barreto, todos esses negócios já alcançaram equilíbrio financeiro e conseguem operar de forma independente.

Fintech se torna um dos principais motores de crescimento

O braço financeiro do iFood foi um dos grandes destaques do ano.

A operação reúne diferentes soluções voltadas para empresas parceiras e clientes, incluindo:

Banco digital para restaurantes

A plataforma oferece contas digitais, crédito e soluções financeiras voltadas aos estabelecimentos cadastrados.

Zoop

Empresa especializada em infraestrutura financeira, permitindo que outras companhias integrem serviços bancários às suas operações.

iFood Benefícios

O serviço concorre diretamente com empresas tradicionais do setor de benefícios corporativos.

Segundo a companhia, o iFood Benefícios ultrapassou recentemente R$ 1 bilhão em recargas mensais.

Ao todo, a fintech cresceu mais de 100% no período e gerou cerca de R$ 2,5 bilhões em receita, equivalente a aproximadamente um quarto do faturamento total da empresa.

Delivery continua crescendo

Apesar da diversificação, o delivery de restaurantes permanece como o principal negócio da companhia.

A operação registrou crescimento de aproximadamente 20% no último ano.

Segundo o iFood, esse avanço foi impulsionado principalmente por novas ocasiões de consumo.

Entregas cada vez mais rápidas

O serviço Turbo ampliou significativamente sua presença.

Hoje, cerca de 70% das entregas de farmácia já são realizadas em até 20 minutos.

A empresa também trabalha para reduzir o tempo de entrega de refeições.

Utilizando inteligência artificial, o iFood passou a identificar restaurantes capazes de preparar pedidos mais rapidamente do que os próprios estabelecimentos imaginavam.

Esses dados permitiram reorganizar operações e acelerar a produção sem comprometer a qualidade do serviço.

Hits amplia pedidos de refeições econômicas

Outro destaque foi o crescimento do Hits.

A funcionalidade reúne refeições com preços mais acessíveis, geralmente até R$ 30.

Segundo a empresa, o produto levou anos para atingir um modelo financeiramente sustentável.

Depois dos ajustes realizados em 2025, o crescimento acelerou.

Desde setembro do ano passado:

  • os pedidos mais que dobraram;
  • o Hits já representa cerca de 8% de todas as entregas;
  • a expectativa é atingir participação entre 15% e 20% até o fim de 2026.

A estratégia busca fortalecer principalmente os pedidos realizados durante o almoço nos dias úteis.

Concorrência aumenta, mas empresa mantém confiança

O mercado brasileiro de delivery ficou mais competitivo nos últimos meses com a entrada e expansão de novos aplicativos.

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Mesmo assim, o iFood afirma que o crescimento da concorrência tem ampliado o tamanho do mercado, sem provocar perda significativa de participação.

Segundo a empresa, muitos concorrentes estão concentrando suas operações em pedidos de menor valor, utilizando promoções agressivas para conquistar clientes.

A avaliação do iFood é que esse tipo de estratégia depende de elevados subsídios financeiros e pode ser difícil de sustentar no longo prazo.

Ecossistema da Prosus fortalece a estratégia

Além do iFood, a Prosus controla ou participa de outras empresas importantes que atuam no Brasil.

Entre elas estão:

  • Decolar;
  • Sympla;
  • OLX Brasil.

Embora funcionem de forma independente, essas empresas vêm ampliando a integração entre seus serviços.

Um exemplo citado pela companhia é a Decolar.

Segundo a Prosus, mais de 20% da receita brasileira da empresa de viagens passou a ser originada por clientes cuja jornada começou dentro do aplicativo do iFood.

A estratégia busca criar um ecossistema de serviços digitais capazes de aumentar a permanência dos usuários nas plataformas do grupo.

O que explica o crescimento do iFood

Especialistas apontam que o desempenho da empresa resulta da combinação de diferentes fatores.

Entre os principais estão:

Expansão além do delivery

O iFood deixou de ser apenas um aplicativo de entrega de refeições e passou a atuar em diversos segmentos ligados ao comércio digital.

Uso intensivo de inteligência artificial

A empresa utiliza análise de dados para melhorar logística, reduzir tempo de entrega e aumentar a eficiência dos restaurantes parceiros.

Novas fontes de receita

Serviços financeiros, benefícios corporativos e soluções para empresas reduzem a dependência do mercado tradicional de delivery.

Ecossistema integrado

A conexão entre diferentes empresas do grupo amplia oportunidades de vendas e fidelização de clientes.

O que esperar para os próximos anos

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Imagem: Reprodução – Seu Crédito Digital

Os resultados divulgados mostram que o iFood pretende continuar investindo em serviços que complementem sua operação principal.

A empresa aposta na expansão das soluções financeiras, no crescimento das entregas rápidas e na consolidação de categorias como supermercado e farmácia.

Ao mesmo tempo, a plataforma deverá enfrentar uma concorrência mais intensa, impulsionada pela entrada de novos aplicativos e pela disputa por consumidores em diferentes regiões do país.

Mesmo nesse cenário, os números mais recentes indicam que a estratégia de diversificação vem fortalecendo o modelo de negócios da companhia e reduzindo sua dependência exclusiva do delivery tradicional.

INFORMAÇÕES ATUALIZADAS 2026:

Bruna Machado

Autor

Bruna Machado

Bruna Cassana é gaúcha, natural de Pelotas, e atua como redatora no Seu Crédito Digital. Curiosa por natureza, está sempre conectada às tendências da web e às principais novidades sobre finanças, benefícios sociais e tecnologia. Com olhar atento às transformações digitais e linguagem acessível, Bruna contribui para informar e orientar leitores em decisões do cotidiano.

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