O mês de março começou com mais uma grande empresa anunciando corte no número de seus funcionários. Desta vez, o iFood, segundo apuração do UOL, decidiu demitir 355 trabalhadores, o que corresponde a 6,3% do seu quadro de funcionários.
iFood em crise? Demissão em massa preocupa usuários do app
O iFood anunciou corte de funcionários e alegou que a demissão em massa se deve ao "atual cenário econômico". Veja mais
Nesse sentido, a plataforma de entregas alegou que a demissão em massa se deve ao “atual cenário econômico”, mesma justificativa que vem sendo usada por outras grandes companhias.
“O atual cenário econômico mundial tem exigido das empresas ações imediatas na busca por novas rotas para enfrentar […] adversidades. Não foi diferente com o iFood. Lamentamos por cada perda e estamos comprometidos em garantir que esse momento difícil seja conduzido com o máximo de cuidado e respeito a essas pessoas”, comunicou por meio de nota.
Cortes
À vista disso, os principais afetados com os recentes cortes foram os gerentes, analistas e estagiários. Dessa forma, as áreas impactadas são:
- Engenharia de software;
- Gestão de produtos;
- Desenvolvimento de negócios;
- Marketing;
- Experiência do usuário (UX).
De acordo com um funcionário ouvido pelo UOL, em janeiro, a empresa já havia anunciado o corte, porém seria no final deste mês, não no começo, como aconteceu.
Maior concorrência
Para além disso, no começo do mês de fevereiro, o iFood firmou um acordo com o Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade). Este prevê o fim de contratos de exclusividade do aplicativo com redes de restaurantes, como McDonald’s, Habib’s e Outback.
“Para estimular a competição e melhorar o acesso de outros aplicativos a esse setor, o TCC firmado com o iFood possui cláusulas que impedem ou limitam a exigência de exclusividade em contratos firmados pela plataforma com restaurantes parceiros”, afirmou o Cade.
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Demissões nas ‘Big Techs’
Enfim, desde de 2022, as grandes empresas de tecnologia, as famosas ‘Big Techs’ têm feito demissões em massa de seus funcionários. As atitudes são tomadas com a justificativa de queda nas receitas em razão de uma desaceleração do setor. Assim, algumas das que já promoveram grandes demissões foram:
- Twitter: 3.700 funcionários;
- Meta (Facebook/Instagram/WhatsApp): 11 mil funcionários;
- Microsoft: 10 mil funcionários;
- Amazon: 18 mil funcionários;
- Alphabet (Google): 12 mil funcionários.
Imagem: WS-Studio / Shutterstock.com
