Muitas pessoas ainda não sabem exatamente qual é a importância de guardar os documentos após a entrega do IR (Imposto de Renda). No entanto, isso é fundamental, pois blinda o contribuinte de eventuais problemas no futuro.
Qual é a importância de guardar os documentos após a entrega do IR?
Saber qual é a importância de guardar os documentos após a entrega do IR blinda o contribuinte de problemas. Clique acima e saiba mais!
Para saber mais a respeito, continue a leitura deste artigo e entenda porque isso é tão importante. Confira!
Qual é a importância de guardar os documentos após a entrega do IR?
Todo ano, uma grande parte dos brasileiros fica obrigado a fazer a entrega da declaração do imposto de renda. Ela serve como um balizador para a Receita Federal conhecer a evolução patrimonial de cada um, evitando crimes como enriquecimento ilícito e lavagem de dinheiro, por exemplo.
Para quem tem a vida em ordem, não há o que temer. No entanto, por um procedimento normal, a Receita pode convocar o contribuinte para prestar maiores informações a respeito de sua declaração. Nesse momento, pode ser necessário comprovar por meio de documentos alguma (ou todas) as informações prestadas.
É nesse momento que guardar os documentos do IR se mostrará mais útil e necessário. Dependendo do que a Receita quer saber, será preciso apresentar provas. E em muitos desses casos isso só é possível por meio da apresentação dos documentos que comprovem tais informações.
Quais são os documentos que devem ser guardados após a entrega da declaração do imposto de renda?
Via de regra, todos os comprovantes usados para fazer a declaração devem ser guardados. No entanto, essa afirmação pode ser um tanto quanto genérica e faz mais sentido indicar quais são os documentos mais importantes e que não podem faltar nessa lista.
Um bom exemplo são os informes de rendimentos fornecidos por empregadores e por instituições financeiras. O primeiro indica qual foi o pagamento recebido como funcionário CLT, por exemplo, enquanto o informe das instituições financeiras demostra as aplicações e seus rendimentos, bem como o imposto pago sobre eles.
Além disso, também é importante guardar os comprovantes relacionados ao INSS. Nesse sentido, existem os documentos de recebimentos de pensões e aposentadorias. Também é importante lembrar de armazenar as contribuições pagas à previdência oficial relativos aos empregados domésticos, caso tenha havido esse tipo de contratação.
Outro item relevante são os recibos das receitas dedutíveis. Estamos falando dos gastos com saúde e educação, tanto do titular da declaração como dos possíveis dependentes. Comprovantes relativos a imóveis também são importantes, como recebimentos de aluguéis e eventuais reformas.
Por fim, os documentos relativos a eventuais ganhos de capital, como na compra e venda de algum bem, também devem ser guardados. Os comprovantes de pagamentos dessa alienação na forma de DARF precisam ser arquivados, bem como a declaração do imposto de renda em si e o recibo referente a ela.
Leia também:
- Imposto de renda 2023: confira o passo a passo para declarar
- O que é tributação na fonte e como declarar? Conheça agora!
- Como declarar investimentos em 2023? Saiba aqui!
Por quanto tempo os documentos precisam ficar guardados?
Essa é uma pergunta bastante recorrente quando o assunto é guardar os documentos do IR que comprovem as informações apresentadas na declaração. A base para responder a esse questionamento vem no prazo que a Receita pode convocar o contribuinte a prestar esclarecimentos.
Esse prazo é fixado em cinco anos, contados a partir do ano seguinte à entrega da declaração em questão. Dessa forma, isso quer dizer que, na prática, é preciso guardar os documentos por 6 anos, pelo menos.
No entanto, por vezes, a Receita revisa algumas declarações no final do prazo de cinco anos e pode ser, sim, que ela chame alguém para “conversar”. Assim, no final das contas o mais seguro é manter os documentos guardados pelo prazo de sete anos. Por mais longo que possa parecer, esse é o prazo mais seguro para o contribuinte.
De que forma os documentos podem ser guardados com a devida segurança?
Com um período tão grande para guardar os documentos, surge a dúvida natural de como garantir a segurança e a preservação dos comprovantes. Afinal de contas, quando falamos de materiais de papel, é comum que o passar do tempo cause sua degradação. E ainda existe o sério risco de perder tais documentos.
Sendo assim, é mais do que necessário se precaver contra eventuais acidentes, como molhar os documentos. Para isso, é recomendável guardar todos os papéis em locais seguros e de fácil acesso. Como a declaração precisa ser feita todo ano, o ideal é ter uma espécie de arquivo com os comprovantes sendo guardados por ano que foram declarados.
Gostou? Siga o Seu Crédito Digital no Google e receba notícias de benefícios, INSS e crédito em primeira mão.
+311 mil seguidores
Existe ainda uma ótima alternativa contra os acidentes que podem ocorrer por conta do estado natural das coisas: é a virtualização dos documentos, também chamada de digitalização. Ao ter uma cópia digital dos comprovantes, uma camada extra de proteção é colocada sobre os documentos, possibilitando sua guarda por mais tempo.
E mesmo digitalizando, existe o risco de perdê-los. Afinal de contas, se as cópias forem guardadas em um computador e ele sofrer algum dano, os arquivos digitais se perderão.
Por isso, o mais indicado é fazer a virtualização dos documentos após sua digitalização. Isso quer dizer que eles podem ser colocados na nuvem, como forma de anexos de e-mails, por exemplo. Isso garante que mesmo que a máquina física do computador tenha problemas, os arquivos estarão acessíveis.
O que pode acontecer se eu não guardar os documentos?
Quando um contribuinte é chamado pela Receita Federal, geralmente é porque ela entende que seja necessário algum tipo de esclarecimento adicional. Isso pode se dar por meio de uma simples correspondência ou então se o contribuinte cair na malha fina.
Nesse momento, é preciso que haja a explicação de onde vieram as informações prestadas, pois é provável que tenha havido uma inconsistência de informações na base da Receita Federal. Isso ocorre porque o dado prestado pelo contribuinte é diferente da fonte pagadora ou recebedora.
Caso não haja explicação por meio da documentação que comprove tudo que foi informado na declaração original, a situação pode se complicar muito, com aplicação de multas, por exemplo. No entanto, se tudo for comprovado com os documentos certos, não haverá nada o que temer.
Entender qual é a importância de guardar os documentos após a entrega do IR é fundamental para se precaver de algum problema futuro. Com a documentação devidamente guardada, o contribuinte pode apresentá-la quando for necessário e ficar sempre em dia com a Receita Federal.
Imagem: chayanuphol/Shutterstock.com
(Com Ronaldo Araújo)
Pode ser do seu interesse:
