A economia brasileira ainda está em processo de recuperação e, por consequência, o poder aquisitivo dos cidadãos também. Mesmo assim, o reajuste dos preços são inevitáveis. Agora, um importante produto vai ficar mais caro: remédio. O anúncio do aumento deve acontecer oficialmente na próxima sexta-feira (31).
Importante produto vai ficar mais caro para brasileiros
Reajuste acompanha a inflação no período de março de 2022 a fevereiro de 2023. Anúncio oficial vai acontecer na próxima sexta-feira (31).
Cerca de 13 mil medicamentos terão o preço reajustado em até 5,6%. Apesar do aumento inevitável – pois todo ano são reajustados conforme a inflação -, os preços não subirão de maneira automática, segundo aponta o Sindicato da Indústria de Produtos Farmacêuticos (Sindusfarma).
Como é feito o reajuste do produto?
Até chegar às prateleiras das farmácias, o preço dos remédios é formado por vários fatores. A começar pela inflação, que é informada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) e medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA).
Quem determina o reajuste oficial é a Câmara de Regulação do Mercado de Medicamentos (Cmed). A inflação no período de março de 2022 a fevereiro de 2023 ficou em 5,6%, por isso esse deve ser o aumento dos remédios a partir de abril.
Ela é o principal fator que define o valor dos medicamentos. Porém, outros são levados em consideração, como, por exemplo, o valor dos insumos, oferta e demanda, competitividade e a variação do dólar. No entanto, este ano estes requisitos não foram considerados, tendo impacto nulo sobre o reajuste.
Promoções de remédios antes do aumento
Muitas farmácias planejam promoções antes da divulgação oficial do aumento dos remédios. Além disso, alguns estabelecimentos estão orientando os seus clientes em relação à elevação dos preços.
Gostou? Siga o Seu Crédito Digital no Google e receba notícias de benefícios, INSS e crédito em primeira mão.
+311 mil seguidores
Assim, aqueles que fazem uso de muitos medicamentos de forma diária podem garantir um estoque antes do aumento. Depois, os estabelecimentos já podem trabalhar com o valor apontado pela CMED – que estabelece o máximo que pode ser cobrado por cada remédio.
Segundo o Sindicato da Indústria de Produtos Farmacêuticos no Estado de São Paulo (Sindusfarma), nos últimos 10 anos o reajuste dos medicamentos ficou abaixo da inflação. Porém, a alta destes produtos chegou a 10,89% no ano passado.
Imagem: Rafastockbr / Shutterstock
