Seu Crédito Digital
Seu Crédito Digital

Imposto de Renda 2026 atualizado: entenda as faixas e alíquotas

Nova tabela do Imposto de Renda 2026 amplia isenção até R$ 5 mil, reduz imposto até R$ 7.350 e cria tributação mínima para alta renda.

Juliana PeixotoPor Juliana Peixoto7 min de leitura
imposto de renda

Em vigor desde 1º de janeiro de 2026, a nova tabela do Imposto de Renda representa uma das maiores reformulações do tributo nos últimos anos. As mudanças impactam diretamente milhões de brasileiros, sobretudo trabalhadores assalariados, aposentados, pensionistas e servidores públicos.

O objetivo central da reforma é ampliar a faixa de isenção, reduzir a carga tributária da classe média e, ao mesmo tempo, compensar a perda de arrecadação com a criação de novas regras para contribuintes de alta renda.

A principal novidade é a isenção total do Imposto de Renda para quem ganha até R$ 5 mil por mês, além de uma redução progressiva do imposto para rendimentos mensais de até R$ 7.350. Embora a tabela tradicional do IR permaneça a mesma de 2025, o governo federal instituiu redutores adicionais que alteram significativamente o valor efetivamente pago.

Essas mudanças começam a ser sentidas nos salários pagos a partir de fevereiro de 2026, mas só serão consolidadas na Declaração do Imposto de Renda Pessoa Física de 2027, que considera os rendimentos do ano-calendário de 2026.

Leia Mais:

Banco do Brasil anuncia vagas com salário de até R$ 8 mil, saiba como garantir a sua!

Quem fica isento do Imposto de Renda em 2026

A nova regra amplia de forma expressiva o número de contribuintes totalmente isentos do Imposto de Renda. Passam a não pagar nenhum valor mensal do tributo:

Trabalhadores beneficiados pela isenção total

Ficam integralmente isentos aqueles cuja renda mensal total não ultrapasse R$ 5 mil, incluindo:

  • trabalhadores com carteira assinada;
  • servidores públicos;
  • aposentados e pensionistas do INSS;
  • aposentados e pensionistas de regimes próprios de previdência.

A isenção considera o somatório de rendimentos tributáveis mensais. Isso significa que contribuintes com mais de uma fonte de renda devem ficar atentos, pois, mesmo que cada rendimento isolado esteja abaixo do limite, o total mensal pode ultrapassar os R$ 5 mil.

Redução do imposto para quem ganha até R$ 7.350

Quem recebe entre R$ 5.000,01 e R$ 7.350 também passa a pagar menos imposto, graças a um redutor progressivo criado especificamente para essa faixa de renda.

Como funciona a redução gradual

O benefício é aplicado de forma decrescente:

  • quanto mais próxima a renda estiver de R$ 5 mil, maior será o desconto;
  • à medida que o valor se aproxima de R$ 7.350, o benefício diminui;
  • acima de R$ 7.350, não há qualquer redução adicional.

Essa regra vale tanto para salários mensais quanto para o 13º salário, garantindo alívio tributário também no fim do ano.

Tabela de isenção e redução do IR mensal em 2026

A Receita Federal divulgou a tabela específica que define o valor do redutor aplicado mensalmente:

Redução do imposto por faixa de renda

Até R$ 5 mil
Redução de até R$ 312,89, zerando o imposto

De R$ 5.000,01 a R$ 7.350
Redução calculada por R$ 978,62 menos 0,133145 vezes a renda mensal

A partir de R$ 7.350,01
Sem redução

Esse redutor é aplicado simultaneamente à tabela tradicional do Imposto de Renda, que continua válida para o cálculo da base tributável.

Tabela mensal do Imposto de Renda para rendas acima de R$ 7.350

Para quem ultrapassa o limite de R$ 7.350, segue valendo integralmente a tabela mensal tradicional do IR:

Faixas e alíquotas mensais em 2026

Até R$ 2.428,80
Isento

De R$ 2.428,81 a R$ 2.826,65
Alíquota de 7,5% com dedução de R$ 182,16

De R$ 2.826,66 a R$ 3.751,05
Alíquota de 15% com dedução de R$ 394,16

De R$ 3.751,06 a R$ 4.664,68
Alíquota de 22,5% com dedução de R$ 675,49

Acima de R$ 4.664,68
Alíquota de 27,5% com dedução de R$ 908,73

O que muda na apuração anual do Imposto de Renda

As alterações não se restringem ao cálculo mensal. A apuração anual do Imposto de Renda também passa a contar com isenção e redução específicas para 2026.

Novos limites anuais de isenção e desconto

A Receita Federal estabeleceu que:

  • quem ganhar até R$ 60 mil no ano ficará totalmente isento;
  • rendas entre R$ 60.000,01 e R$ 88.200 terão redução progressiva do imposto;
  • acima de R$ 88.200, não há qualquer desconto adicional.

O redutor anual é limitado ao valor do imposto apurado, o que significa que ele não gera imposto negativo nem restituição automática adicional.

Tabela anual de isenção e redução do IR

Na declaração de 2027, referente aos rendimentos de 2026, valerá a seguinte regra:

Redução anual do imposto

Até R$ 60 mil
Redução de até R$ 2.694,15, zerando o imposto

De R$ 60.000,01 a R$ 88.200
Redução calculada por R$ 8.429,73 menos 0,095575 vezes a renda anual

A partir de R$ 88.200,01
Sem redução

Tabela anual do Imposto de Renda em 2026

A tabela anual tradicional continua inalterada:

Faixas e alíquotas anuais

Até R$ 28.467,20
Isento

De R$ 28.467,21 a R$ 33.919,80
7,5% com dedução de R$ 2.135,04

De R$ 33.919,81 a R$ 45.012,60
15% com dedução de R$ 4.679,03

De R$ 45.012,61 a R$ 55.976,16
22,5% com dedução de R$ 8.054,97

Acima de R$ 55.976,16
27,5% com dedução de R$ 10.853,78

Imposto mínimo para alta renda entra no radar do Fisco

Para compensar a ampliação da isenção e a redução do imposto para milhões de contribuintes, a reforma criou o Imposto de Renda da Pessoa Física Mínimo (IRPFM), direcionado à alta renda.

Quem será afetado pelo IRPFM

Gostou? Siga o Seu Crédito Digital no Google e receba notícias de benefícios, INSS e crédito em primeira mão.

+311 mil seguidores

Seguir no Google

Entram nessa regra contribuintes com:

  • renda anual acima de R$ 600 mil, equivalente a R$ 50 mil mensais;
  • alíquota mínima progressiva que pode chegar a 10%;
  • renda superior a R$ 1,2 milhão por ano sujeita a alíquota mínima efetiva de 10%.

A estimativa do governo é de que cerca de 141 mil pessoas sejam alcançadas por essa nova tributação.

O que entra e o que fica fora do cálculo do imposto mínimo

O IRPFM considera uma base ampla de rendimentos:

Rendimentos incluídos

  • salários;
  • lucros e dividendos;
  • rendimentos de aplicações financeiras tributáveis.

No caso dos salários acima de R$ 50 mil mensais, o valor já recolhido na fonte com alíquota de 27,5% será descontado do imposto mínimo devido.

Rendimentos excluídos

Ficam fora do cálculo:

  • poupança, LCI, LCA, fundos imobiliários e Fiagro;
  • heranças e doações;
  • indenizações por doença grave;
  • ganhos de capital na venda de imóveis fora da bolsa;
  • aluguéis atrasados recebidos acumuladamente;
  • valores oriundos de ações judiciais.

O imposto mínimo só será efetivamente apurado a partir da Declaração do Imposto de Renda de 2027.

Tributação de dividendos volta ao centro do debate

Outra mudança significativa da reforma é a tributação de dividendos na fonte, medida que mira grandes empresários e sócios de empresas.

Como funcionará a tributação de dividendos

  • alíquota de 10% retida na fonte;
  • aplicada apenas quando os dividendos ultrapassarem R$ 50 mil por mês;
  • valor pago por uma única empresa à pessoa física.

A maioria dos investidores pessoa física não será afetada. O imposto retido poderá ser compensado na declaração anual.

Pontos de atenção e possíveis disputas judiciais

Especialistas alertam para possíveis questionamentos jurídicos, especialmente em relação à tributação de dividendos referentes a lucros apurados até 2025.

Dividendos só permanecem isentos se a distribuição tiver sido aprovada até 31 de dezembro de 2025. Caso contrário, mesmo lucros antigos podem acabar sendo tributados, o que levanta dúvidas sobre eventual efeito retroativo da norma.

Deduções do Imposto de Renda continuam inalteradas

Apesar das mudanças estruturais, as principais deduções permanecem as mesmas:

  • dependentes: R$ 189,59 por mês;
  • desconto simplificado mensal: até R$ 607,20;
  • educação: até R$ 3.561,50 por pessoa ao ano;
  • declaração anual: desconto simplificado de até R$ 17.640.

Quantas pessoas serão beneficiadas pela nova tabela

De acordo com o governo federal:

  • cerca de 16 milhões de contribuintes devem ser beneficiados;
  • o custo estimado da medida é de R$ 31,2 bilhões;
  • a compensação virá do IRPFM e da tributação de dividendos acima de R$ 50 mil mensais.

A reforma do Imposto de Renda 2026 marca uma mudança relevante na política tributária brasileira, com foco em justiça fiscal e redistribuição da carga tributária.

Imagem: Reprodução/Seu Crédito Digital

Não perca nenhuma oportunidade de crédito e pagamento: acesse agora nossas últimas notícias no Seu Crédito Digital.

INFORMAÇÕES ATUALIZADAS 2026:

Juliana Peixoto

Autor

Juliana Peixoto

Juliana Peixoto é jornalista cearense, formada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo. Apaixonada por informação e escrita, está sempre em busca de novos aprendizados, experiências e vivências que ampliem sua visão de mundo. Atualmente, colabora com o portal Seu Crédito Digital, contribuindo com conteúdo informativo e acessível para os leitores.

Topicos relacionados