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Nova tabela do Imposto de Renda começa a valer em janeiro, veja o que muda no seu bolso

Nova tabela do Imposto de Renda 2026 isenta salários até R$ 5 mil e aumenta tributação para altas rendas. Veja regras e cálculos.

Juliana PeixotoPor Juliana Peixoto5 min de leitura
Imposto de Renda

A partir de 1º de janeiro de 2026, entra oficialmente em vigor a nova tabela do Imposto de Renda, estabelecida pela Lei nº 15.270, sancionada em 26 de novembro de 2025 pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). A atualização amplia a faixa de isenção, modifica alíquotas e cria uma cobrança maior sobre rendas elevadas e grandes fortunas.

A mudança representa a maior reformulação do IR em mais de uma década e coloca o Brasil mais próximo de modelos progressivos adotados em países desenvolvidos.

Com a alteração, quem recebe até R$ 5.000 por mês fica isento do IRPF, enquanto rendimentos superiores passam a seguir uma tabela progressiva atualizada. A medida atende a uma promessa de campanha do governo federal e deve beneficiar milhões de contribuintes formais, aposentados e pensionistas em 2026.

Segundo estimativas do Ministério da Fazenda, a isenção até R$ 5 mil deve injetar R$ 28 bilhões na economia em 2026, impulsionando o consumo e aumentando o poder de compra de brasileiros de baixa e média renda. O governo afirma que a atualização corrige parte da defasagem histórica da tabela, que já ultrapassa 120% segundo órgãos independentes.

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O que muda com a nova tabela do IR 2026

As mudanças têm efeito direto sobre os salários recebidos a partir de janeiro de 2026. No entanto, só serão declaradas oficialmente no Imposto de Renda de 2027. Até lá, declarações feitas em 2026 ainda seguem regras antigas referentes ao ano-base 2025.

Faixa de isenção ampliada

A faixa de isenção, antes limitada a R$ 3.036,00, passa para R$ 5.000,00 mensais. A alteração elimina a cobrança do imposto para milhões de contribuintes, especialmente trabalhadores com carteira assinada, profissionais autônomos de baixa renda e aposentados.

Tributação progressiva para salários acima de R$ 5.000

A partir de R$ 5.000,01 até R$ 7.350,00, a alíquota será reduzida progressivamente. Acima desse valor, começa a valer a tabela padrão, com alíquotas que podem atingir 27,5%, dependendo da faixa salarial.

Isenção e benefícios para aposentados e pensionistas

O governo manteve a isenção adicional de R$ 1.903,98 para aposentados e pensionistas do INSS e servidores públicos. Esse adicional é aplicado a partir do mês de aniversário do contribuinte quando houver incidência da tabela do IR, garantindo menor retenção e melhor equilíbrio financeiro.

A medida reforça uma demanda histórica de entidades representativas, que criticavam o impacto da defasagem sobre beneficiários do sistema previdenciário.

Dedução e descontos permitidos em 2026

A Receita Federal atualizou valores de dedução que já serão utilizados no IR de 2027. Entre eles:

  • R$ 189,59 por dependente (mensal)
  • Limite anual de R$ 2.275,08 por dependente
  • R$ 3.561,50 de limite anual para gastos com educação
  • Desconto simplificado anual de até R$ 17.640
  • Desconto simplificado mensal equivalente a 25% do limite máximo da tabela progressiva

O desconto simplificado tende a ser mais vantajoso para quem não possui muitas despesas dedutíveis, como dependentes ou gastos de educação. Em contrapartida, contribuintes com alto volume de despesas comprovadas podem se beneficiar mais do modelo completo.

Exemplos práticos de cálculo

A redação do texto oficial e os cálculos apresentados pela Receita Federal ajudam a visualizar como será a cobrança.

Exemplo 1: salário de R$ 5.000 em janeiro de 2026

Contribuição previdenciária: R$ 509,60
Desconto simplificado: R$ 607,20

Base de cálculo:
R$ 5.000 – R$ 607,20 = R$ 4.392,80

Como o valor entra na 4ª faixa da tabela, aplica-se:

  • 22,5% de alíquota
  • Parcela a deduzir: R$ 675,49
  • IRRF devido: R$ 312,89

Exemplo 2: salário de R$ 7.607,20

Desconto simplificado: R$ 607,20

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Base de cálculo:
R$ 7.607,20 – R$ 607,20 = R$ 7.000,00

Aplicando a tabela:

  • 27,5% de alíquota
  • Parcela a deduzir: R$ 908,73
  • IR a pagar: R$ 1.016,27

Tributação sobre grandes fortunas e rendimentos elevados

O imposto sobre grandes fortunas passa a ter cobrança progressiva entre 0% e 10% para rendimentos anuais superiores a R$ 1,2 milhão, incluindo dividendos e aplicações financeiras. A taxação também atinge fundos de investimento, prêmios e ganhos de renda variável.

Como ficam os percentuais

  • R$ 900 mil anuais: 5%
  • Acima de R$ 1,2 milhão: de 7% a 10%
  • Dividendos deixam de ser totalmente isentos
  • Fundos passam a ser tributados conforme categoria

Um contribuinte com rendimentos de R$ 900 mil anuais pagará R$ 45 mil em imposto. Já quem ultrapassa R$ 1,2 milhão fica sujeito a cobrança máxima de 10%.

Impacto econômico e social

A atualização deve beneficiar diretamente a base de contribuintes que mais destina renda ao consumo. Efeito esperado: movimentação do comércio e serviços, aquecimento econômico e maior circulação de capital interno. Críticos afirmam que o aumento da tributação sobre altas rendas pode provocar fuga de capital para outros países. O governo rebate afirmando que a progressividade está alinhada a padrões internacionais.

Conclusão

A nova tabela do Imposto de Renda 2026 sinaliza uma reestruturação importante no modelo de tributação brasileiro.

A isenção para quem ganha até R$ 5 mil representa ganho direto no bolso da população, enquanto a cobrança mais elevada sobre grandes rendimentos busca corrigir distorções históricas. O ano de 2026 será determinante para avaliar os impactos fiscais e sociais do novo sistema.

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Juliana Peixoto

Autor

Juliana Peixoto

Juliana Peixoto é jornalista cearense, formada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo. Apaixonada por informação e escrita, está sempre em busca de novos aprendizados, experiências e vivências que ampliem sua visão de mundo. Atualmente, colabora com o portal Seu Crédito Digital, contribuindo com conteúdo informativo e acessível para os leitores.

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