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Lula diz que nova faixa de isenção do Imposto de Renda movimenta R$ 28 bilhões

Isenção do IR para quem ganha até R$ 5 mil começa em janeiro. Veja impacto econômico, quem será beneficiado e como fica a tributação dos mais ricos.

Bruna MachadoPor Bruna Machado5 min de leitura
Imposto de Renda

A isenção do Imposto de Renda para quem recebe até R$ 5 mil por mês, que entra em vigor a partir de janeiro, deve injetar R$ 28 bilhões na economia brasileira, segundo o presidente Luiz Inácio Lula da Silva. A estimativa foi apresentada em pronunciamento em cadeia nacional de rádio e televisão, após a sanção da nova lei, ocorrida em Brasília.

A medida representa uma das principais promessas de campanha do presidente em 2022 e integra um conjunto de ações voltadas à redução da desigualdade de renda no país, combinando alívio tributário para a classe média e aumento da taxação sobre rendas mais altas.

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Como funciona a nova isenção do Imposto de Renda

A nova regra garante isenção total de Imposto de Renda para trabalhadores que recebem até R$ 5 mil mensais. Para rendas superiores a esse valor, passam a valer descontos progressivos, até o limite de R$ 7.350.

Na prática, isso significa que milhões de brasileiros deixarão de ter qualquer desconto de IR na folha de pagamento, aumentando diretamente a renda disponível mensal.

Exemplo prático do impacto no bolso

Segundo cálculos apresentados pelo próprio presidente, um trabalhador com salário de R$ 4.800 poderá economizar cerca de R$ 4 mil ao ano com a isenção — valor próximo a um décimo quarto salário.

Esse dinheiro extra tende a ser direcionado ao consumo básico, pagamento de dívidas e serviços essenciais, o que explica o impacto positivo esperado sobre a atividade econômica.

Impacto econômico da medida

De acordo com o governo federal, os recursos que deixarão de ser recolhidos em imposto ficarão diretamente nas mãos dos trabalhadores, estimulando o consumo e movimentando setores como comércio, serviços e alimentação.

Injeção de R$ 28 bilhões na economia

O Ministério da Fazenda estima que a isenção até R$ 5 mil resultará em R$ 28 bilhões adicionais circulando na economia, valor considerado relevante para sustentar o crescimento econômico e reduzir desigualdades regionais.

Esse tipo de política é defendido por economistas como uma forma de tributação mais progressiva, em que quem ganha menos paga proporcionalmente menos impostos.

Tributação maior para altas rendas vai compensar a perda de arrecadação

Para equilibrar as contas públicas, a nova lei prevê o aumento da tributação sobre os chamados super-ricos.

Quem será afetado pela nova alíquota adicional

Passam a pagar uma alíquota extra progressiva de até 10% os contribuintes que recebem mais de R$ 600 mil por ano, o equivalente a R$ 50 mil mensais. Segundo o governo, cerca de 140 mil pessoas se enquadram nesse perfil.

Para quem já paga uma alíquota efetiva igual ou superior a 10%, não haverá mudança.

Diferença entre ricos e trabalhadores na tributação

Dados oficiais mostram que:

  • Trabalhadores pagam, em média, 9% a 11% de IR sobre seus rendimentos
  • Pessoas físicas de alta renda recolhem cerca de 2,5%, considerando lucros e dividendos

A nova regra busca reduzir essa distorção histórica do sistema tributário brasileiro.

O que muda — e o que não muda — na tabela do IR

Apesar da ampliação da isenção, a tabela do Imposto de Renda não foi corrigida integralmente.

Alíquotas permanecem as mesmas

Continuam válidas as cinco faixas atuais:

  • 0%
  • 7,5%
  • 15%
  • 22,5%
  • 27,5%

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Quem recebe acima de R$ 7.350 continuará sujeito à alíquota máxima de 27,5%.

Segundo o governo, uma correção total da tabela custaria mais de R$ 100 bilhões por ano, o que inviabilizou a medida neste momento.

Isenção do IR e redução da desigualdade

No pronunciamento, Lula afirmou que, apesar dos avanços recentes, o Brasil ainda figura entre os países mais desiguais do mundo.

Segundo ele:

  • O 1% mais rico concentra 63% da riqueza nacional
  • A metade mais pobre da população detém apenas 2% da riqueza

A mudança no Imposto de Renda é vista pelo governo como um primeiro passo estrutural para enfrentar essa desigualdade.

Outras políticas citadas pelo governo

Além da reforma no IR, o presidente destacou programas sociais implementados ou ampliados durante seu mandato, como:

  • Pé-de-Meia, voltado à permanência de jovens na escola
  • Luz do Povo, com foco na redução de custos de energia
  • Gás do Povo, para ampliar o acesso ao gás de cozinha

Essas iniciativas compõem a estratégia de redistribuição de renda e estímulo à economia.

Considerações finais

A isenção do Imposto de Renda para quem ganha até R$ 5 mil representa uma mudança relevante na política tributária brasileira. Ao aliviar a carga sobre a classe média e ampliar a tributação sobre rendas mais altas, o governo aposta em um modelo mais progressivo, com potencial de estimular o consumo, reduzir desigualdades e fortalecer a economia.

Apesar de não corrigir toda a tabela do IR, a medida já impacta diretamente milhões de trabalhadores e marca uma nova etapa no debate sobre justiça fiscal no país.

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INFORMAÇÕES ATUALIZADAS 2026:

Bruna Machado

Autor

Bruna Machado

Bruna Cassana é gaúcha, natural de Pelotas, e atua como redatora no Seu Crédito Digital. Curiosa por natureza, está sempre conectada às tendências da web e às principais novidades sobre finanças, benefícios sociais e tecnologia. Com olhar atento às transformações digitais e linguagem acessível, Bruna contribui para informar e orientar leitores em decisões do cotidiano.

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