A Secretaria da Receita Federal informou que já recebeu 33,2 milhões de declarações do Imposto de Renda Pessoa Física (IRPF) 2026, ano-base 2025, até a manhã desta terça-feira (26). O prazo de envio começou em 23 de março e termina em 29 de maio.
Faltando 4 dias para o IR 2026, 11 milhões ainda não declararam
Receita Federal recebeu 33,2 milhões de declarações do Imposto de Renda 2026. Veja quem deve declarar e como evitar multa por atraso.
A expectativa do Fisco é receber cerca de 44 milhões de declarações do Imposto de Renda neste ano. Isso significa que quase 11 milhões de contribuintes ainda precisam acertar as contas com a Receita Federal nos próximos dias e enviar a declaração do Imposto de Renda dentro do prazo.
Com a proximidade do encerramento do prazo, especialistas alertam para o aumento na procura por atendimento contábil, lentidão nos sistemas e risco de erros causados pela pressa no preenchimento da declaração.
Além disso, quem perder a data limite estará sujeito ao pagamento de multa por atraso, que pode pesar no bolso mesmo para quem não tem imposto a pagar.
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Multa por atraso pode chegar a 20% do imposto devido
A Receita Federal reforça que o contribuinte que entregar a declaração do Imposto de Renda fora do prazo legal terá de pagar multa mínima de R$ 165,74.
O valor máximo pode chegar a 20% do imposto devido, acrescido de juros com base na taxa Selic.
Na prática, mesmo pessoas que têm direito à restituição podem sofrer desconto automático da multa no valor a receber. Por isso, especialistas recomendam enviar a declaração do Imposto de Renda dentro do prazo, ainda que incompleta, e depois fazer uma retificação caso seja necessário corrigir informações.
Como fazer a declaração do Imposto de Renda 2026
A Receita Federal disponibiliza diferentes canais para envio da declaração do IRPF 2026, permitindo que o contribuinte escolha a forma mais prática.
Programa Gerador da Declaração (PGD)
O modelo mais tradicional continua sendo o Programa Gerador da Declaração, disponível para download no site oficial da Receita Federal.
O sistema permite importar dados de declarações anteriores, preencher fichas detalhadas e transmitir o documento diretamente pela internet.
Meu Imposto de Renda
Outra alternativa é o serviço “Meu Imposto de Renda”, que funciona de forma online.
O acesso pode ser feito:
- pelo portal da Receita Federal;
- pelo e-CAC;
- pelo aplicativo oficial disponível para celulares e tablets.
A modalidade online ganhou força nos últimos anos por facilitar o preenchimento automático de dados já informados por bancos, empregadores, planos de saúde e outras instituições.
Declaração pré-preenchida ganhou espaço em 2026
Um dos recursos mais utilizados pelos contribuintes neste ano é a declaração pré-preenchida.
A ferramenta importa automaticamente diversas informações fiscais vinculadas ao CPF do contribuinte, reduzindo o risco de inconsistências e acelerando o processo de envio.
Entre os dados normalmente carregados automaticamente estão:
- salários;
- rendimentos bancários;
- aplicações financeiras;
- despesas médicas;
- dados de planos de saúde;
- informações de imóveis;
- contribuições previdenciárias.
Apesar da praticidade, a Receita Federal alerta que o contribuinte continua sendo responsável por conferir todas as informações antes da transmissão.
Quem é obrigado a declarar o Imposto de Renda 2026
A Receita Federal definiu uma série de critérios obrigatórios para entrega da declaração neste ano.
Rendimentos tributáveis acima de R$ 35.584
Deve declarar quem recebeu rendimentos tributáveis acima de R$ 35.584 em 2025.
Entram nessa categoria:
- salários;
- aposentadorias;
- pensões;
- aluguel;
- prestação de serviços;
- outras fontes de renda tributáveis.
Rendimentos isentos acima de R$ 200 mil
Também é obrigado a declarar quem recebeu rendimentos isentos, não tributáveis ou tributados exclusivamente na fonte acima de R$ 200 mil.
Exemplos incluem:
- FGTS;
- heranças;
- indenizações;
- poupança;
- dividendos.
Operações na bolsa de valores
Contribuintes que realizaram operações em bolsa também precisam prestar contas em diversas situações.
A obrigatoriedade vale para quem:
- realizou operações cuja soma ultrapassou R$ 40 mil;
- obteve lucro sujeito à tributação;
- operou em mercados futuros ou similares.
Nos últimos anos, a Receita intensificou o cruzamento de dados envolvendo corretoras e plataformas de investimentos.
Ganho de capital na venda de bens
Quem vendeu imóveis, veículos ou outros bens com lucro tributável em 2025 também deve declarar.
O mesmo vale para contribuintes que utilizaram a regra de isenção na venda de imóvel residencial para compra de outro imóvel em até 180 dias.
Produtores rurais
Produtores rurais com receita bruta acima de R$ 177.920 em 2025 entram na lista de obrigatoriedade.
A Receita Federal também exige declaração de quem deseja compensar prejuízos da atividade rural de anos anteriores.
Patrimônio acima de R$ 800 mil
Pessoas que possuíam patrimônio superior a R$ 800 mil em 31 de dezembro de 2025 precisam enviar a declaração.
O cálculo inclui:
- imóveis;
- veículos;
- investimentos;
- terrenos;
- aplicações financeiras;
- participação em empresas.
Receita amplia fiscalização sobre bens e investimentos no exterior
Nos últimos anos, a Receita Federal passou a ampliar o monitoramento sobre ativos mantidos fora do Brasil.
Em 2026, também estão obrigados a declarar:
- contribuintes com trust no exterior;
- pessoas que possuem empresas controladas fora do país;
- quem recebeu rendimentos de aplicações financeiras internacionais;
- quem atualizou bens no exterior;
- contribuintes enquadrados nas regras da Lei nº 14.973/2024.
O avanço da fiscalização internacional acompanha acordos de troca de informações fiscais entre países, permitindo maior rastreamento de patrimônio no exterior.
Erros mais comuns na declaração do Imposto de Renda
A reta final costuma aumentar o número de falhas no preenchimento da declaração.
Entre os erros mais frequentes estão:
Omissão de rendimentos
Muitos contribuintes esquecem de informar:
- trabalhos temporários;
- renda extra;
- aluguel;
- investimentos;
- dependentes com renda própria.
Informações divergentes
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Diferenças entre valores declarados e informes enviados por empresas e bancos podem levar o contribuinte à malha fina.
Despesas médicas sem comprovação
Despesas médicas estão entre os principais motivos de fiscalização pela Receita Federal.
Por isso, é fundamental guardar recibos, notas fiscais e comprovantes.
O que acontece com quem cai na malha fina
Quando a Receita identifica inconsistências, a declaração fica retida para análise, situação conhecida como malha fina.
Nesses casos, o contribuinte pode:
- corrigir erros por meio de declaração retificadora;
- apresentar documentos comprobatórios;
- aguardar convocação da Receita.
Enquanto a situação não for regularizada, a restituição fica bloqueada.
Restituição do Imposto de Renda segue ordem de prioridade
A Receita Federal mantém critérios prioritários para pagamento das restituições.
Recebem antes:
- idosos;
- pessoas com deficiência;
- professores;
- contribuintes que utilizaram declaração pré-preenchida;
- quem optou pelo Pix para restituição.
O pagamento ocorre em lotes ao longo do ano, diretamente na conta bancária informada pelo contribuinte.
Especialistas recomendam não deixar para última hora
Contadores alertam que deixar a entrega para os últimos dias aumenta os riscos de:
- congestionamento no sistema;
- falhas no envio;
- erros de preenchimento;
- perda de documentos;
- atraso na restituição.
Além disso, quanto antes a declaração for enviada corretamente, maiores costumam ser as chances de receber a restituição nos primeiros lotes.
Como evitar problemas com a Receita Federal
Antes de transmitir a declaração, especialistas recomendam:
Conferir informes de rendimento
É importante comparar os dados preenchidos com os documentos fornecidos por:
- bancos;
- empresas;
- corretoras;
- planos de saúde;
- INSS.
Revisar dependentes
Dependentes não podem ser declarados simultaneamente por duas pessoas.
Guardar documentos
A Receita Federal recomenda manter documentos fiscais por pelo menos cinco anos.
Prazo termina em 29 de maio
Com o prazo final do Imposto de Renda 2026 se aproximando, a Receita Federal reforça a importância de enviar a declaração do Imposto de Renda o quanto antes para evitar multas e complicações fiscais.
Quem ainda não organizou os documentos deve priorizar a entrega nos próximos dias, especialmente diante do alto volume de contribuintes que ainda precisam prestar contas ao Fisco em 2026.
Conclusão
Com o prazo final do Imposto de Renda 2026 se aproximando, milhões de brasileiros ainda precisam enviar a declaração para evitar multas e problemas com a Receita Federal. A recomendação é não deixar o preenchimento para os últimos dias, revisar cuidadosamente as informações e utilizar os canais oficiais disponíveis para garantir o envio correto. Além de evitar penalidades, entregar a declaração dentro do prazo também aumenta as chances de receber a restituição mais rapidamente.
INFORMAÇÕES ATUALIZADAS 2026:
