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Faltando 4 dias para o IR 2026, 11 milhões ainda não declararam

Receita Federal recebeu 33,2 milhões de declarações do Imposto de Renda 2026. Veja quem deve declarar e como evitar multa por atraso.

Melissa BarbosaPor Melissa Barbosa7 min de leitura
Imposto de Renda

A Secretaria da Receita Federal informou que já recebeu 33,2 milhões de declarações do Imposto de Renda Pessoa Física (IRPF) 2026, ano-base 2025, até a manhã desta terça-feira (26). O prazo de envio começou em 23 de março e termina em 29 de maio.

A expectativa do Fisco é receber cerca de 44 milhões de declarações do Imposto de Renda neste ano. Isso significa que quase 11 milhões de contribuintes ainda precisam acertar as contas com a Receita Federal nos próximos dias e enviar a declaração do Imposto de Renda dentro do prazo.

Com a proximidade do encerramento do prazo, especialistas alertam para o aumento na procura por atendimento contábil, lentidão nos sistemas e risco de erros causados pela pressa no preenchimento da declaração.

Além disso, quem perder a data limite estará sujeito ao pagamento de multa por atraso, que pode pesar no bolso mesmo para quem não tem imposto a pagar.

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Multa por atraso pode chegar a 20% do imposto devido

A Receita Federal reforça que o contribuinte que entregar a declaração do Imposto de Renda fora do prazo legal terá de pagar multa mínima de R$ 165,74.

O valor máximo pode chegar a 20% do imposto devido, acrescido de juros com base na taxa Selic.

Na prática, mesmo pessoas que têm direito à restituição podem sofrer desconto automático da multa no valor a receber. Por isso, especialistas recomendam enviar a declaração do Imposto de Renda dentro do prazo, ainda que incompleta, e depois fazer uma retificação caso seja necessário corrigir informações.

Como fazer a declaração do Imposto de Renda 2026

A Receita Federal disponibiliza diferentes canais para envio da declaração do IRPF 2026, permitindo que o contribuinte escolha a forma mais prática.

Programa Gerador da Declaração (PGD)

O modelo mais tradicional continua sendo o Programa Gerador da Declaração, disponível para download no site oficial da Receita Federal.

O sistema permite importar dados de declarações anteriores, preencher fichas detalhadas e transmitir o documento diretamente pela internet.

Meu Imposto de Renda

Outra alternativa é o serviço “Meu Imposto de Renda”, que funciona de forma online.

O acesso pode ser feito:

  • pelo portal da Receita Federal;
  • pelo e-CAC;
  • pelo aplicativo oficial disponível para celulares e tablets.

A modalidade online ganhou força nos últimos anos por facilitar o preenchimento automático de dados já informados por bancos, empregadores, planos de saúde e outras instituições.

Declaração pré-preenchida ganhou espaço em 2026

Um dos recursos mais utilizados pelos contribuintes neste ano é a declaração pré-preenchida.

A ferramenta importa automaticamente diversas informações fiscais vinculadas ao CPF do contribuinte, reduzindo o risco de inconsistências e acelerando o processo de envio.

Entre os dados normalmente carregados automaticamente estão:

  • salários;
  • rendimentos bancários;
  • aplicações financeiras;
  • despesas médicas;
  • dados de planos de saúde;
  • informações de imóveis;
  • contribuições previdenciárias.

Apesar da praticidade, a Receita Federal alerta que o contribuinte continua sendo responsável por conferir todas as informações antes da transmissão.

Quem é obrigado a declarar o Imposto de Renda 2026

A Receita Federal definiu uma série de critérios obrigatórios para entrega da declaração neste ano.

Rendimentos tributáveis acima de R$ 35.584

Deve declarar quem recebeu rendimentos tributáveis acima de R$ 35.584 em 2025.

Entram nessa categoria:

  • salários;
  • aposentadorias;
  • pensões;
  • aluguel;
  • prestação de serviços;
  • outras fontes de renda tributáveis.

Rendimentos isentos acima de R$ 200 mil

Também é obrigado a declarar quem recebeu rendimentos isentos, não tributáveis ou tributados exclusivamente na fonte acima de R$ 200 mil.

Exemplos incluem:

  • FGTS;
  • heranças;
  • indenizações;
  • poupança;
  • dividendos.

Operações na bolsa de valores

Contribuintes que realizaram operações em bolsa também precisam prestar contas em diversas situações.

A obrigatoriedade vale para quem:

  • realizou operações cuja soma ultrapassou R$ 40 mil;
  • obteve lucro sujeito à tributação;
  • operou em mercados futuros ou similares.

Nos últimos anos, a Receita intensificou o cruzamento de dados envolvendo corretoras e plataformas de investimentos.

Ganho de capital na venda de bens

Quem vendeu imóveis, veículos ou outros bens com lucro tributável em 2025 também deve declarar.

O mesmo vale para contribuintes que utilizaram a regra de isenção na venda de imóvel residencial para compra de outro imóvel em até 180 dias.

Produtores rurais

Produtores rurais com receita bruta acima de R$ 177.920 em 2025 entram na lista de obrigatoriedade.

A Receita Federal também exige declaração de quem deseja compensar prejuízos da atividade rural de anos anteriores.

Patrimônio acima de R$ 800 mil

Pessoas que possuíam patrimônio superior a R$ 800 mil em 31 de dezembro de 2025 precisam enviar a declaração.

O cálculo inclui:

  • imóveis;
  • veículos;
  • investimentos;
  • terrenos;
  • aplicações financeiras;
  • participação em empresas.

Receita amplia fiscalização sobre bens e investimentos no exterior

Nos últimos anos, a Receita Federal passou a ampliar o monitoramento sobre ativos mantidos fora do Brasil.

Em 2026, também estão obrigados a declarar:

  • contribuintes com trust no exterior;
  • pessoas que possuem empresas controladas fora do país;
  • quem recebeu rendimentos de aplicações financeiras internacionais;
  • quem atualizou bens no exterior;
  • contribuintes enquadrados nas regras da Lei nº 14.973/2024.

O avanço da fiscalização internacional acompanha acordos de troca de informações fiscais entre países, permitindo maior rastreamento de patrimônio no exterior.

Erros mais comuns na declaração do Imposto de Renda

A reta final costuma aumentar o número de falhas no preenchimento da declaração.

Entre os erros mais frequentes estão:

Omissão de rendimentos

Muitos contribuintes esquecem de informar:

  • trabalhos temporários;
  • renda extra;
  • aluguel;
  • investimentos;
  • dependentes com renda própria.

Informações divergentes

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Diferenças entre valores declarados e informes enviados por empresas e bancos podem levar o contribuinte à malha fina.

Despesas médicas sem comprovação

Despesas médicas estão entre os principais motivos de fiscalização pela Receita Federal.

Por isso, é fundamental guardar recibos, notas fiscais e comprovantes.

O que acontece com quem cai na malha fina

Quando a Receita identifica inconsistências, a declaração fica retida para análise, situação conhecida como malha fina.

Nesses casos, o contribuinte pode:

  • corrigir erros por meio de declaração retificadora;
  • apresentar documentos comprobatórios;
  • aguardar convocação da Receita.

Enquanto a situação não for regularizada, a restituição fica bloqueada.

Restituição do Imposto de Renda segue ordem de prioridade

A Receita Federal mantém critérios prioritários para pagamento das restituições.

Recebem antes:

  • idosos;
  • pessoas com deficiência;
  • professores;
  • contribuintes que utilizaram declaração pré-preenchida;
  • quem optou pelo Pix para restituição.

O pagamento ocorre em lotes ao longo do ano, diretamente na conta bancária informada pelo contribuinte.

Especialistas recomendam não deixar para última hora

Contadores alertam que deixar a entrega para os últimos dias aumenta os riscos de:

  • congestionamento no sistema;
  • falhas no envio;
  • erros de preenchimento;
  • perda de documentos;
  • atraso na restituição.

Além disso, quanto antes a declaração for enviada corretamente, maiores costumam ser as chances de receber a restituição nos primeiros lotes.

Como evitar problemas com a Receita Federal

Antes de transmitir a declaração, especialistas recomendam:

Conferir informes de rendimento

É importante comparar os dados preenchidos com os documentos fornecidos por:

  • bancos;
  • empresas;
  • corretoras;
  • planos de saúde;
  • INSS.

Revisar dependentes

Dependentes não podem ser declarados simultaneamente por duas pessoas.

Guardar documentos

A Receita Federal recomenda manter documentos fiscais por pelo menos cinco anos.

Prazo termina em 29 de maio

Com o prazo final do Imposto de Renda 2026 se aproximando, a Receita Federal reforça a importância de enviar a declaração do Imposto de Renda o quanto antes para evitar multas e complicações fiscais.

Quem ainda não organizou os documentos deve priorizar a entrega nos próximos dias, especialmente diante do alto volume de contribuintes que ainda precisam prestar contas ao Fisco em 2026.

Conclusão

Com o prazo final do Imposto de Renda 2026 se aproximando, milhões de brasileiros ainda precisam enviar a declaração para evitar multas e problemas com a Receita Federal. A recomendação é não deixar o preenchimento para os últimos dias, revisar cuidadosamente as informações e utilizar os canais oficiais disponíveis para garantir o envio correto. Além de evitar penalidades, entregar a declaração dentro do prazo também aumenta as chances de receber a restituição mais rapidamente.

INFORMAÇÕES ATUALIZADAS 2026:

Melissa Barbosa

Autor

Melissa Barbosa

Melissa Barbosa é Redatora SEO e Designer no portal Seu Crédito Digital. Estudante de Jornalismo, possui sólida experiência em Marketing de Conteúdo, com foco em estratégias de SEO, comunicação digital e identidade visual. Apaixonada pelo universo da informação e da criatividade, une técnica e sensibilidade para transformar dados e tendências em conteúdos relevantes, que ajudam o público a entender melhor o cenário econômico, os benefícios sociais e os serviços digitais que impactam o dia a dia do brasileiro.

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