O governo brasileiro estabeleceu uma isenção de impostos federais (IPI, PIS/Cofins e Imposto de Importação) para componentes de painéis solares até 2026, com o objetivo de impulsionar a produção nacional de módulos fotovoltaicos, células fotovoltaicas e semicondutores, que são os principais materiais usados na geração de energia solar fotovoltaica.
Imposto ZERO para painéis solares vai fazer o preço cair? Entenda
O governo estabeleceu uma isenção de impostos federais para componentes de painéis solares e poderá acarretar em reduções nos preços. Confira!
Segundo o presidente executivo da Absolar, Rodrigo Sauaia, a diminuição do valor final para os consumidores não acontecerá de forma imediata.
Redução de impostos para painéis solares
Sauaia esclarece que a redução de impostos sobre a energia solar é uma ação de política industrial que afeta a produção de matérias-primas e componentes em várias indústrias, incluindo as indústrias de módulos e células fotovoltaicas.
Assim, a medida terá impacto a longo prazo na redução de custos. Atualmente, a produção de componentes fotovoltaicos no Brasil é limitada e não é suficiente para atender à demanda do mercado interno.
A redução de impostos tem o intuito de estimular a indústria nacional de módulos e componentes solares, reduzindo a dependência de importações e criando empregos verdes. Embora seja positiva, a Absolar argumenta que a inclusão de inversores e baterias no decreto seria benéfica.
Os inversores são cruciais, são como o “cérebro” dos sistemas fotovoltaicos, enquanto as baterias são essenciais para permitir o uso de energia solar em áreas remotas ou isoladas.
Brasil com grande potencial
O setor acredita que o Brasil tem potencial para se tornar exportador de painéis solares para países do Mercosul, EUA, Europa e África.
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Ricardo Brandão, diretor executivo da Abradee (Associação das Distribuidoras de Energia Elétrica), é cauteloso em relação à medida, argumentando que a redução do custo das placas solares pode aumentar a atratividade dos consumidores pela energia solar, gerando uma diferença na tarifa de transmissão e distribuição até 2029.
Essa diferença será repassada para a CDE (Conta de Desenvolvimento Energético), o que pode aumentar a tarifa para todos os outros consumidores. As distribuidoras de energia elétrica defendem que o país precisa adotar políticas públicas para reduzir as tarifas de energia, uma vez que uma redução de 10% nas tarifas pode resultar em um aumento de 0,45% no PIB.
Imagem: Philip Steury Photography / Shutterstock.com – Edição: Seu Crédito Digital
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