No último mês de setembro, o número de brasileiros na inadimplência voltou a crescer. Com isso, são 71,8 milhões de pessoas nessa situação. Os dados foram divulgados por uma pesquisa realizada pelo Serasa Experian. Em agosto, o número era um pouco menor, de 71,7 milhões.
Inadimplência volta a crescer entre os brasileiros
Dados divulgados pela Serasa mostram aumento no número de brasileiros na inadimplência, mas certa estabilidade no cenário. Veja!
Contudo, de acordo com informações do relatório a respeito do assunto, mesmo com esse aumento, o patamar atual segue abaixo do recorte histórico, registrado em maio deste ano, quando o índice alcançou 71,9 milhões.
Sendo assim, vale destacar que a desaceleração na quantidade de consumidores inadimplentes do país continua desde maio. Na comparação anual, entre setembro de 2022 e setembro de 2023, a queda é de 5%.
Estabilização da inadimplência
Diante dos dados apresentados pelo Serasa Experian, é possível verificar uma estabilização da inadimplência com base nos resultados de setembro após quase dois anos de altas consecutivas. Assim, é esperado que o número possa, finalmente, começar a registrar quedas.
Nesse sentido, as estimativas apontam para a relação de quedas previstas para os juros, inflação e, com isso, o desemprego. Ainda, a partir de uma melhora no cenário econômico, a situação financeira dos brasileiros tende a melhorar.
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Além disso, é importante lembrar que há uma diferença fundamental entre a inadimplência e o endividamento. A inadimplência se caracteriza pelas contas atrasadas e é um agravamento do endividamento das famílias. Ou seja, não são a mesma coisa.

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Demanda por crédito registra queda
Ainda com base nos dados de pesquisas realizadas pelo Serasa Experian, a demanda por crédito entre os brasileiros registrou queda de 13,7% no último mês de setembro. O Indicador de Demanda dos Consumidores por Crédito apresentou essa realidade, mostrando que, desde maio de 2022, o índice tem evidenciado resultados negativos.
Entre os fatores que explicam esse cenário está a taxa de juros ainda elevada e o spread bancário que se encontra em níveis mais altos neste ano. Sendo assim, o acesso ao crédito torna-se mais caro para os consumidores e desencoraja os brasileiros a buscar por serviços deste tipo entre as instituições brasileiras.
Imagem: Doucefleur / shutterstock.com
