O Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getúlio Vargas (FGV Ibre) divulgou, nesta terça-feira, 9 de maio de 2023, um levantamento acerca da variação da inflação brasileira. O grande destaque ficou por conta do índice de inflação no Nordeste.
Índice de inflação no Nordeste ultrapassa a média de outras regiões brasileiras
Pesquisa aponta que o índice de inflação no Nordeste teve alta superior a 26% nos últimos três anos. Saiba mais!
Conforme o estudo, a região foi a que teve a maior média inflacionária do país entre janeiro de 2020 e março de 2023, superando a marca de 26%. Inclusive, a principal variação aconteceu com a população mais pobre da região, que sofreu mais com esse cenário econômico.
Vale destacar que para chegar ao índice de inflação do Nordeste, o FGV Ibre tomou como base o novo indicador de preços utilizado pelo instituto, no caso o Índice de Preços ao Consumidor Regional (IPC-Regional).
Metodologia utilizado pelo FGV Ibre
Inicialmente, o IPC-Regional é um indicador que avalia a inflação de populações de baixa renda, que vivem com até 1,5 salários mínimos ao mês, e de alta renda, com vencimentos superiores a 11,5 salários mínimos. Simultaneamente, o indicador também analisa as variações nas cinco regiões do Brasil.
Por exemplo, de acordo com a pesquisa da FGV, o índice de inflação do Nordeste, nos últimos 12 meses, não foi o maior, variando em 4,57% no período. Nesse contexto, as outras regiões alternam em:
- Norte – 4,70%;
- Sul – 3,12%;
- Sudeste – 3,03%;
- Centro-Oeste – 2,24%.
Detalhes do índice de inflação do Nordeste
Segundo a pesquisa, a inflação variou em 26,46% no Nordeste durante 2020 e 2023. Enquanto que, no restante do país, a alta foi, em média, de 23,51%. Além disso, o levantamento indica que os principais fatores que contribuíram para índice de inflação nessa região durante 2020 e 2023, foram:
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- pandemia da Covid-19;
- crise hídrica;
- aumento no valor do petróleo;
- queda na demanda/valor de commodities devido à Guerra da Ucrânia.
Outro apontamento sobre o índice de inflação do Nordeste foi relacionado à inflação acumulada pela alimentação para a população de baixa renda, que chegou à marca de 43,24% nos últimos três anos. Por fim, essa métrica teve elevação de 42,01% nas demais regiões no mesmo período.
Imagem: d.ee_angelo / Shutterstock.com
