Em uma recente participação no evento “J.Safra Investment Conference 2025”, o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, trouxe boas notícias para a economia brasileira. De acordo com Haddad, a inflação acumulada durante os 4 anos do governo Luiz Inácio Lula da Silva (PT) será a mais baixa desde o Plano Real, iniciado em 1994. A previsão de Haddad indica que a inflação acumulada ao final do mandato de Lula será, pela primeira vez, inferior a 20%.
Menos inflação desde 1994? Veja por que Haddad acredita nisso
A inflação do governo Lula será a mais baixa desde o Plano Real, e o ministro Fernando Haddad projeta corte de juros nos próximos meses.
Em um momento em que a inflação e os juros continuam sendo tópicos cruciais para o cenário econômico do Brasil, Haddad comemorou a recente queda do dólar e a expectativa de redução da taxa de juros (Selic). O câmbio, segundo o ministro, tem um impacto direto sobre a inflação e, portanto, sobre o poder de compra dos brasileiros.
Neste artigo, vamos explorar os principais pontos abordados por Haddad e analisar como essas perspectivas podem afetar a economia brasileira nos próximos meses. Além disso, discutiremos o impacto do câmbio e da taxa Selic para o bolso dos consumidores e o cenário de crescimento econômico no Brasil.
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Inflação baixa: os desafios e as conquistas do governo Lula
A inflação no Brasil sempre foi uma preocupação central dos governos, especialmente desde a implementação do Plano Real, em 1994, que teve como um de seus maiores êxitos a controle da inflação. No entanto, o Brasil ainda enfrenta desafios para manter a inflação sob controle, principalmente com as flutuações no preço de commodities e a instabilidade política e econômica.
O que significa uma inflação acumulada de menos de 20%?
A meta inflacionária do governo Lula foi de 3,25% em 2023, com uma margem de tolerância de 1,75% a 4,75%, e esse objetivo foi **consolidado pelo Conselho Monetário Nacional (CMN), que também estabeleceu a meta de 3% para 2024.
Segundo Haddad, a inflação média do 3º mandato de Lula será a menor do século 21. Isso significa que, com a inflação inferior a 20% no total acumulado durante o governo, o Brasil consegue manter os preços sob controle, sem os picos inflacionários que marcaram o passado recente.
O impacto do câmbio sobre a inflação
O câmbio desempenha um papel crucial no cenário inflacionário brasileiro. Recentemente, o dólar comercial atingiu R$ 5,298, com uma queda de 0,06% em relação ao dia anterior. A valorização da moeda brasileira tem sido vista como um fator positivo para a inflação e para o poder de compra dos consumidores.
Como o câmbio afeta a inflação?
Quando o dólar se valoriza em relação ao real, os preços das importações tendem a aumentar, o que pode gerar um impacto direto sobre os preços dos produtos importados e das commodities. Isso, por sua vez, pressiona a inflação.
Por outro lado, a queda do dólar como a observada recentemente, a R$ 5,30, ajuda a aliviar a inflação, tornando os produtos importados mais baratos e reduzindo a pressão sobre os preços internos.
Haddad ressaltou que a variação do câmbio tem um impacto direto na inflação, e a recente queda do dólar pode ser um dos fatores que contribuem para a redução dos índices inflacionários no país.
O corte de juros e a expectativa para os próximos meses

Outro ponto importante abordado por Fernando Haddad foi a perspectiva de corte da taxa básica de juros (Selic) nos próximos meses. De acordo com o ministro, o governo espera uma redução da Selic após a superação de uma fase mais desafiadora, marcada por uma inflação elevada no primeiro semestre de 2025.
Como a redução da Selic pode impactar a economia?
A Selic é a taxa básica de juros definida pelo Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central. Essa taxa tem um impacto direto sobre as taxas de juros cobradas pelos bancos em empréstimos e financiamentos. Quando a Selic é reduzida, as taxas de juros caem, o que torna o crédito mais barato e estímula o consumo e o investimento na economia.
Além disso, a redução da Selic pode ter efeitos positivos sobre a valorização do real, o que ajuda a controlar a inflação e a melhorar o ambiente de negócios no Brasil.
Expectativas de corte da Selic em 2026
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A expectativa de corte da Selic nos próximos meses é reforçada pela mediana das projeções dos agentes financeiros, que indicam que o primeiro corte de juros após o ciclo de reajustes deve ocorrer na primeira reunião do Copom em 2026, marcada para o dia 28 de janeiro.
O impacto do corte de juros sobre o crescimento econômico
A redução da Selic pode ajudar a impulsionar o crescimento econômico ao reduzir o custo do crédito e tornar os empréstimos mais acessíveis para as famílias e empresas. Isso é crucial para alavancar o consumo e os investimentos em diversos setores da economia, especialmente no contexto de uma recuperação pós-pandemia.
Porém, o ministro da Fazenda também ressaltou que, apesar da queda da Selic, o Brasil ainda enfrenta desafios em relação à inflação e à dívida pública. Portanto, o corte de juros precisa ser feito de forma sustentável e com cautela, a fim de evitar que a economia volte a enfrentar problemas inflacionários.
Projeções econômicas para o governo Lula
O governo Lula tem demonstrado um compromisso claro com o controle da inflação e a redução dos juros, duas medidas fundamentais para a recuperação econômica do Brasil. O ministro Fernando Haddad tem trabalhado para garantir que a inflação se mantenha em níveis baixos, o que pode proporcionar maior previsibilidade econômica e mais confiança no mercado.
O que esperar do futuro econômico do Brasil?

A inflação mais baixa no governo Lula, combinada com o corte de juros e a queda do dólar, sugere que o Brasil está se movendo para um cenário de maior estabilidade econômica. No entanto, o governo também precisará enfrentar desafios em relação à dívida pública, reformas fiscais e à recuperação do emprego no país.
A manutenção do controle da inflação e a redução dos juros serão fundamentais para garantir que o Brasil consiga retomar seu crescimento econômico de forma sustentável, com maior justiça social e prosperidade para as famílias brasileiras.
Imagem: José Cruz/Agência Brasil
