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Inflação: Brasil, Reino Unido e Estados Unidos. Quais as diferenças?

%Resumo% A inflação é generalizada entre diversos países do mundo. Confira os principais fatores da escalada dos preços

Rafaela MedolagoPor Rafaela Medolago3 min de leitura
Inflação

A crescente da inflação é um fator que acometeu diversos países do mundo diante da realidade econômica global. No Brasil, apesar da deflação registrada no último mês, a taxa inflacionária segue em alto patamar. Em países como Estados Unidos e Reino Unido, o cenário não é muito diferente. 

Ainda sob os efeitos da pandemia de Covid-19 que assolou todo o planeta e a Guerra na Ucrânia, tais países enfrentam dificuldades na área econômica. Isso se deve também a fatores internos, é claro. 

Inflação no Brasil 

No Brasil, a inflação atingiu a maior marca em 28 anos no mês de março deste ano. O percentual era de 11,30% no acumulado de 12 meses. No período, os principais vilões dos altos preços foram os transportes, alimentos e bebidas. 

Com a Guerra na Ucrânia, os preços dos combustíveis e dos alimentos foram fortemente impactados. Isso porque os países envolvidos no conflito são importantes exportadores de grão e combustíveis a nível mundial. 

Assim sendo, os preços de produção aumentaram junto com os dos transportes, o que influencia diretamente os preços pagos pelo consumidor final em diversos setores. 

A inflação no país é generalizada. 

Ainda que tenha apresentado um alívio, no último mês de julho, a inflação segue alta em 10,07%. 

Inflação nos Estados Unidos 

Nos Estados Unidos, os preços começaram a acelerar em 2021 e seguem em alta desde então. Os motivos não são muito diferentes. A pandemia de Covid-19 causou efeitos negativos sobre a economia norte-americana, principalmente em relação à queda da oferta. Com isso, a inflação começou a subir. 

Além disso, para tentar amenizar os problemas da crise sanitária, o país investiu em estímulos financeiros, ou seja, com mais dinheiro circulando, os preços tendem a aumentar, consequentemente. 

Com a retomada da demanda pelo arrefecimento da pandemia, a oferta não deu conta. O desequilíbrio sobre o petróleo é um exemplo disso, no início deste ano, o consumo da commoditie superou os níveis pré-pandêmicos. Os EUA são responsáveis por cerca de ⅕ da demanda global. 

Esses são alguns dos fatores que levaram os Estados Unidos a atingirem o maior patamar inflacionário desde 1981, em maio deste ano. 

Atualmente, a inflação norte-americana é de 9,1%, no acumulado de 12 meses. 

Inflação do Reino Unido 

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No Reino Unido, a inflação também registrou recorde de 40 anos no último mês de julho, com percentual de 10,01%. 

Os alimentos têm apresentado altas consecutivas. O país enfrenta uma crise de custo de vida e salários baixos. 

As previsões para os próximos meses não são nada positivas, de acordo com o Banco da Inglaterra, os aumentos dos preços podem superar 13%, em outubro, com os elevados custos de energia. 

A nação é diretamente afetada pela Guerra na Ucrânia, uma vez que a Rússia é o seu maior importador de gás natural, principal fonte de energia no continente europeu. Com o conflito, os russos reduziram drasticamente as exportações. 

Além disso, o primeiro-ministro, Boris Johnson, deixará o comando nos próximos meses. A instabilidade política afeta o setor econômico. 

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Rafaela Medolago

Autor

Rafaela Medolago

Jornalista. Redatora do Seu Crédito Digital.

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