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Inflação brasileira foi a que mais caiu entre os países com taxa de juros elevada; entenda

Dentre os países do G20, o Brasil tem a menor inflação, mas a maior taxa de juros real do mundo. Saiba mais!

Rafaela MedolagoPor Rafaela Medolago2 min de leitura
Ilustração com bandeira do Brasil em formato de gráfico

Atualmente, a taxa de juros real brasileira é a maior do mundo, com a Selic a 13,75% ao ano. Em contrapartida, dentre os países que compõem o G20, o Brasil tem a menor taxa inflacionária. 

A taxa de juros real é formada pelo desconto da inflação sobre a alíquota total. Nesse sentido, a do Brasil hoje, é de 6,94%. O ciclo de altas da Selic foi iniciado pelo Banco Central em 2020 com o objetivo de frear a escalada do aumento dos preços. 

Em fevereiro do ano passado, a inflação no acumulado de 12 meses indicada pelo Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) era de 10,5%, uma das maiores entre as nações do bloco econômico. Agora, um ano depois, está em 5,60%. 

Variação da inflação entre os países do G20

Um levantamento realizado pelo Poder360 aponta as variações da inflação entre os países do G20 no período de fevereiro de 2022 a fevereiro de 2023. Veja. 

  • Brasil: – 4,9;
  • Estados Unidos: – 1,9;
  • Canadá: – 0,4;
  • China: + 0,1;
  • México: + 0,3;
  • Índia: + 0,3;
  • Turquia: + 0,8;
  • Coreia do Sul: + 1,1;
  • África do Sul: + 1,3;
  • Arábia Saudita: + 1,4. 

De todos os países, a Argentina foi aquele que registrou a maior variação positiva da taxa inflacionária. Em um ano, a inflação avançou 50,2 pontos percentuais no país latino-americano. 

Juros reais entre os países 

As taxas de juros são uma ferramenta usada pelos bancos centrais do países para conter o avanço da inflação. Isso porque quando a taxa está alta, a tomada de crédito fica mais cara e as pessoas tendem a consumir menos, o que faz a inflação cair. 

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É por isso que inflação e taxa de juros sempre andam juntas. Ou, pelo menos, deveriam. Não é o que tem acontecido no Brasil. A título de comparação, veja a lista dos juros reais registrados pelas nações.

  • Brasil: 6,94%;
  • México: 6,05%;
  • Chile: 4,92%;
  • Colômbia: 1,93%;
  • África do Sul: 1,60%;
  • Índia: 1,29%;
  • China: 0,37%;
  • Estados Unidos: 0,36%;
  • Rússia: 0,19%;
  • Reino Unido: – 0,15%.

Imagem: Ronnie Chua / shutterstock.com

Rafaela Medolago

Autor

Rafaela Medolago

Jornalista. Redatora do Seu Crédito Digital.

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