De acordo com os dados da Fundação Getulio Vargas (FGV), o Índice Geral de Preços-Mercado (IGP-M) registrou queda de 2,17% no acumulado de 12 meses encerrado em abril. O recuo foi maior do que o esperado e foi a primeira vez desde fevereiro de 2018 que a taxa tem resultado negativo.
Inflação do aluguel apresenta primeiro resultado negativo em 12 meses
Índice que trata sobre a inflação do aluguel apresentou recuo maior do que o esperado pelo mercado em abril. Confira!
A redução do índice, considerado como inflação do aluguel, foi de 0,95%. Segundo André Braz, coordenador dos índices de preços, o preço das commodities seguem caindo, o que influencia diretamente nos custos de varejistas e chega aos consumidores.
No mesmo mês, o Índice de Preços ao Produtor Amplo (IPA), que é responsável por 60% dos resultados do IGP-M teve deflação de 1,45% e já havia caído 0,12% no mês de março. Enquanto o Índice de Preços ao Consumidor (IPC) que tem influência de 30% no índice, apresentou desaceleração de 0,46%.
IGP-M: inflação do aluguel
O IGPM é o Índice Geral de Preços do Mercado, que é calculado pela Fundação Getúlio Vargas (FGV) e é amplamente utilizado como um indicador de inflação no Brasil. Ele é composto por uma cesta de bens e serviços, incluindo alimentos, produtos industriais e serviços públicos, e é medido mensalmente.
O índice é utilizado principalmente como um índice de reajuste para contratos de aluguel, contratos de prestação de serviços e contratos de compra e venda de produtos. Isso porque ele reflete as variações de preços no mercado em geral, e não apenas em um setor específico da economia.
Composição do IGP-M
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A composição do IGPM é dividida em três grandes grupos de bens e serviços:
- Alimentação: que inclui produtos como carnes, aves, peixes, leite, queijos, cereais, frutas, verduras, entre outros.
- Industrial: que inclui produtos como combustíveis, materiais de construção, máquinas e equipamentos, produtos químicos, têxteis, entre outros.
- Serviços: que inclui serviços públicos, como água, luz, telefone, além de serviços privados, como aluguéis, transportes, saúde e educação.
Imagem: chaythawin e Visuals6x / shutterstock – Edição: Seu Crédito Digital
