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Inflação desacelera em maio e registra 0,26%, segundo dados do IBGE

Inflação oficial desacelera em maio para 0,26%, abaixo de abril e do ano passado. Energia elétrica e habitação pressionam.

Helena SerpaPor Helena Serpa4 min de leitura
Inflação moeda mercado galípolo

O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), considerado a inflação oficial do Brasil, registrou desaceleração em maio de 2025. Segundo dados divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) na terça-feira (10), a taxa do mês ficou em 0,26%, inferior aos 0,43% observados em abril e aos 0,46% de maio do ano passado.

IPCA em maio: principais destaques

Petrobras inflação
Imagem: rafastockbr / Shutterstock.com

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Habitação e energia elétrica puxam alta

O grupo de habitação liderou os aumentos de preços no IPCA de maio, registrando variação de 1,19%.

De acordo com Fernando Gonçalves, pesquisador do IBGE, esse avanço nos custos foi provocado por reajustes em tarifas aplicadas em determinadas regiões, pela adoção da bandeira tarifária amarela.

Principais variações

Grupo de despesasVariação em maioVariação em abrilVariação em maio/2024
IPCA Geral0,260,430,46
Habitação1,190,851,05
Energia Elétrica Residencial3,622,983,50
Gás Encanado0,250,100,18
Água e Esgoto0,770,500,70
Transportes-0,37-0,38-0,40
Alimentação0,170,820,45
Tomate-13,52-5,00-12,00
Arroz-4,00-1,50-3,00
Ovo de Galinha-3,98-0,80-3,50
Frutas-1,670,00-1,00
Vestuário0,411,020,90
Saúde e Cuidados Pessoais0,541,180,80
Educação0,050,050,05

Deflação e desaceleração em outros setores

Transportes com deflação significativa

O setor de transportes registrou deflação de 0,37%, contribuindo para a desaceleração da inflação.

Os principais itens que registraram queda foram:

  • Passagens aéreas: -11,31%
  • Gasolina: -0,66%
  • Óleo diesel: -1,30%
  • Etanol: -0,91%
  • Gás veicular: -0,83%

Esta queda é atribuída à redução da demanda e à queda nos preços internacionais dos combustíveis, refletindo-se diretamente no bolso dos consumidores.

Alimentação registra perda de ritmo

Os principais responsáveis foram quedas expressivas nos preços dos seguintes alimentos:

  • Tomate: -13,52%
  • Arroz: -4,00%
  • Ovo de galinha: -3,98%
  • Frutas: -1,67%

Este cenário é resultado de safras favoráveis e menor pressão dos custos de produção, o que beneficia diretamente o consumidor.

O que esperar da inflação nos próximos meses?

Dois dados, um em cima do outro. O de cima tem o símbolo de porcentagem, enquanto o de baixo tem duas setas, uma para cima e outra para baixo. inflação IPC parcelamento
Imagem: Dmitry Demidovich / Shutterstock.com

A desaceleração da inflação em maio indica um cenário de maior controle dos preços, mas o resultado não significa que os desafios acabaram.

Pressões futuras

  • Possíveis reajustes tarifários em energia elétrica e serviços públicos;
  • Oscilações nos preços internacionais de combustíveis;

Medidas de controle

O Banco Central segue monitorando o IPCA com atenção para ajustar a política monetária, visando manter a inflação dentro da meta estipulada.

FAQ

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O que é o IPCA?

O IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo) é o índice oficial que mede a inflação no Brasil, calculado mensalmente pelo IBGE.

Por que a energia elétrica impacta tanto na inflação?

A energia elétrica tem peso importante no orçamento das famílias e sofre influência direta de reajustes tarifários, bandeiras tarifárias e impostos, o que pode elevar sua contribuição para o IPCA.

O que significa deflação?

Deflação é a queda geral dos preços de um grupo de produtos ou serviços, o oposto da inflação.

A inflação deve continuar desacelerando?

Embora o cenário atual indique desaceleração, a inflação pode oscilar devido a fatores internos e externos. Acompanhar o IPCA e decisões do Banco Central é fundamental para entender as tendências.

Considerações finais

A inflação oficial medida pelo IPCA mostrou desaceleração em maio de 2025, com uma taxa de 0,26%, abaixo dos meses anteriores e do ano passado. Enquanto a alta dos preços na habitação, especialmente energia elétrica, puxou a inflação para cima, a deflação em transportes e a desaceleração na alimentação colaboraram para reduzir a pressão inflacionária.

O cenário reforça a necessidade de atenção constante do governo e do Banco Central para manter a inflação sob controle, garantindo estabilidade econômica e preservação do poder de compra do consumidor.

Helena Serpa

Autor

Helena Serpa

Jornalista mineira, formada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela Universidade Federal de São João del-Rei (UFSJ). Apaixonada por linguagem simples e comunicação acessível, atua como redatora no portal Seu Crédito Digital, onde produz conteúdos sobre finanças pessoais, cidadania, programas sociais, direitos do consumidor e outros temas relevantes para o dia a dia dos brasileiros. Sua escrita busca informar com clareza, contribuir com a inclusão digital e empoderar leitores a tomar decisões mais conscientes sobre dinheiro e serviços públicos.

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