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Chance de inflação furar teto da meta em 2021 cresce para 41%

Probabilidade inicial era de apenas 8%.

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O Banco Central elevou a projeção para inflação deste ano para 5%. Em dezembro de 2020, esse número era de 3,4%. Com isso, o percentual projetado para o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) está 1,5 ponto percentual acima do centro da meta, que para 2021 é de 3,75%. De acordo com o Relatório Trimestral de Inflação (RTI), divulgado nesta quinta-feira (25), a probabilidade de a inflação passar do teto da meta em 2021 aumentou de 8% para 41%.

Já para 2022, a meta é de 2,5% e para 2023, de 3,25%. O Banco Central também projeta o mesmo IPCA tanto em 2022 quanto em 2023, ficando em 3,5%. Lembrando que a meta de inflação, que é definida pelo Conselho Monetário Nacional (CMN), possui margem de tolerância de 1,5 ponto percentual. A margem é para cima ou para baixo. A CNN é responsável pelas informações.

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Cresce de 8% para 41% chance de inflação furar teto da meta em 2021

Conforme o RTI, divulgado na Ata do Comitê de Política Monetária na última terça-feira (23), uma estratégia de alta na taxa Selic reduz a probabilidade de que a meta de inflação para este ano não seja cumprida. Assim, para conseguir atingir a meta, o Banco Central aumenta ou reduz a taxa de juros Selic. Na última semana, por exemplo, o Copom elevou a taxa para 2,75% ao ano. Até então, a Selic se encontrava na mínima histórica, de 2% ao ano.

Além das altas nas projeções, estão também entre os principais fatores de revisão a depreciação cambial e a elevação dos preços de commodities, incluindo o petróleo. Enfim, a inflação projetada cai para 3,5% em 2022 e termina 2023 também em 3,5%. O Banco Central também afirma que a inflação projetada para 2023 é levemente superior à meta, principalmente devido à hipótese de juros neutro e ao valor da Selic neste cenário, que deve ser de 4,5% ao ano no final de 2021.

Pressão da inflação influencia cenário econômico

Por fim, a curto prazo, o Banco Central também espera variações de 0,82%, 0,61% e 0,31% para a inflação nos meses de março, abril e maio, respectivamente. Caso isso se concretize, a inflação de 1,75% no trimestre de março a maio resultaria em um significativo aumento do acumulado em 12 meses. Ou seja, sairia de 5,20% em fevereiro para 7,70% em maio.

De acordo com o RTI, a inflação ainda elevada nesses três meses se deve sobretudo à alta no preços dos combustíveis. “A projeção também incorpora persistência da pressão sobre preços de bens, considerando altas recentes de custos, o atraso na normalização das condições de oferta e a manutenção de demanda mais forte por bens em decorrência do recrudescimento da pandemia e da nova edição do auxílio emergencial”, afirma o relatório.

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Imagem: Monster Ztudio / Shutterstock.com

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