Empresas, bancos e demais instituições financeiras têm até esta sexta-feira, 27 de fevereiro, para disponibilizar o Informe de Rendimentos referente ao ano-base 2025. O documento é essencial para o preenchimento da declaração do Imposto de Renda 2026.
Falta de informe pode comprometer declaração do IR 2026
Empresas têm até 27/02 para liberar informe de rendimentos do IR 2026. Veja regras, multas e documentos necessários.
Segundo a Receita Federal do Brasil, o prazo está previsto no Art. 2º da Instrução Normativa RFB nº 698/2006 e determina que o informe deve ser entregue até o último dia útil de fevereiro do ano seguinte ao dos rendimentos pagos. Em 2026, a data limite é 27/02.
Sem esse documento, o contribuinte corre risco de erro no preenchimento e, consequentemente, de cair na malha fina.
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O que é o informe de rendimentos e por que ele é tão importante
O Informe de Rendimentos reúne todas as informações financeiras do contribuinte ao longo de 2025, como:
- Salários e férias
- 13º salário
- Aposentadorias e pensões
- Rendimentos de aplicações financeiras
- Valores retidos na fonte
- Contribuições ao INSS
- Plano de saúde empresarial
Ele funciona como um “raio-X fiscal” do ano anterior. A Receita cruza automaticamente esses dados com o que o contribuinte declara. Qualquer divergência pode gerar pendência.
Por isso, mesmo quem optar pela declaração pré-preenchida precisa conferir os valores com atenção.
Quando começa a declaração do IR 2026
As regras oficiais do IR 2026 — incluindo prazo de entrega, obrigatoriedade e liberação do programa — serão divulgadas pela Receita Federal do Brasil na primeira quinzena de março.
Em 2025, o envio começou em 15 de março e terminou em 31 de maio. A expectativa do mercado é que o calendário siga padrão semelhante.
No ano passado, a Receita recebeu 43.344.108 declarações dentro do prazo, sendo que 50,3% utilizaram a opção pré-preenchida — modalidade que agiliza o processo e garante prioridade na restituição.
Quem deve declarar o IR 2026
O limite oficial de obrigatoriedade ainda será confirmado. Em 2025, foi obrigado a declarar quem recebeu rendimentos tributáveis acima de R$ 33.888 no ano.
Esse valor inclui:
- Salários
- Férias
- Aposentadorias
- Pensão por morte
- Rendimentos de aluguel
- Rescisões trabalhistas
- Ganhos de MEI e microempresa
Importante: a nova faixa de isenção para quem ganha até R$ 5 mil mensais já está em vigor, mas só terá impacto prático na declaração de 2027, que considerará rendimentos de 2026.
Multas e penalidades para quem não declara
Quem perder o prazo estará sujeito a multa mínima e pode pagar até 20% do imposto devido.
Além disso, a Receita pode alterar a situação do CPF para “pendente de regularização”. Isso pode impedir:
- Emissão de passaporte
- Contratação de empréstimos
- Movimentações bancárias
- Participação em concursos públicos
Regularizar depois custa mais caro e exige processo burocrático.
Principais deduções mantidas para 2026
O Ministério da Fazenda já indicou que as principais deduções seguem inalteradas:
- Dependentes: R$ 189,59 por mês
- Desconto simplificado mensal: até R$ 607,20
- Educação: até R$ 3.561,50 por pessoa ao ano
- Declaração anual simplificada: desconto de até R$ 17.640
- Despesas médicas: sem limite, desde que comprovadas
Esses valores são fundamentais para reduzir o imposto devido ou aumentar a restituição.
Documentos necessários para declarar o IR 2026
Organizar os documentos com antecedência reduz erros e aumenta a chance de restituição mais rápida.
Documentos básicos
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- Informe de rendimentos do empregador
- Informe de bancos e corretoras
- Comprovante de aposentadoria (emitido pelo Meu INSS)
- CPF de todos os dependentes
Aposentados podem acessar o extrato pelo portal Meu INSS, ligado ao Instituto Nacional do Seguro Social.
Comprovantes para dedução
- Recibos médicos com CPF ou CNPJ do profissional
- Comprovantes de plano de saúde
- Mensalidades escolares
- Documentos de compra e venda de bens
- Comprovantes de doações, heranças e consórcios
É essencial que os recibos médicos detalhem quem recebeu o atendimento, o serviço prestado e os dados completos do profissional ou clínica.
Pré-preenchida vale a pena?
Sim, mas com cautela.
A declaração pré-preenchida importa automaticamente dados enviados por empresas, bancos e planos de saúde. No entanto, erros podem ocorrer, especialmente em rendimentos de múltiplas fontes ou operações financeiras mais complexas.
A recomendação é simples: conferir linha por linha com o Informe de Rendimentos.
Planejamento evita dor de cabeça
Especialistas recomendam não deixar para a última semana. Antecipar a organização dos documentos permite corrigir inconsistências com empregadores ou instituições financeiras.
Com mais de 43 milhões de declarações entregues no ano passado, o volume é gigantesco — e os sistemas de cruzamento de dados estão cada vez mais sofisticados.
Quem se antecipa reduz risco de multa, aumenta a chance de restituição antecipada e evita bloqueios no CPF.
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Imagem: Reprodução/Seu Crédito Digital
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