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INSS 2026: confira quais doenças podem garantir adicional de 25% na aposentadoria

Saiba quais doenças podem garantir o adicional de 25% na aposentadoria por invalidez do INSS em 2026, como solicitar o benefício e mais.

Helena SerpaPor Helena Serpa5 min de leitura
INSS

Em dezembro de 2024, os beneficiários do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) receberam mais de 40 milhões de pagamentos de benefícios previdenciários e assistenciais. Deste total, mais de 2 milhões correspondem a aposentadorias por invalidez.

Apesar do grande número de beneficiários, muitos desconhecem que determinadas doenças ou condições podem garantir um acréscimo de 25% sobre o valor da aposentadoria por invalidez. Este adicional é destinado a quem precisa de ajuda constante para realizar tarefas básicas do dia a dia, como se alimentar, tomar banho ou se locomover.

Neste artigo, vamos explicar em detalhes como funciona o adicional de 25%, quais condições de saúde podem dar direito ao benefício e o passo a passo para solicitá-lo em 2026.

O que é o acréscimo?

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O acréscimo de 25% não é concedido a todos os beneficiários do INSS. Ele é exclusivo para aposentados por invalidez — também chamados de aposentadoria por incapacidade permanente — que necessitam de auxílio constante de outra pessoa.

O valor extra serve para custear despesas com cuidadores, adaptações na residência e outros cuidados necessários à rotina diária do aposentado. Diferente do benefício principal, o adicional:

  • Pode ultrapassar o teto do INSS, pois é calculado sobre o total da aposentadoria;
  • É pago enquanto houver necessidade de acompanhamento contínuo;
  • Não é transferido aos dependentes em caso de falecimento do segurado.

Mesmo quem já recebe aposentadoria por invalidez pode solicitar o adicional a qualquer momento. Basta protocolar o pedido no INSS e apresentar documentos médicos que comprovem a necessidade de auxílio constante.

Como solicitar o adicional de 25%

O processo para requerer o acréscimo inclui algumas etapas importantes:

  1. Reunir documentação médica: Laudos, exames e relatórios que comprovem a dependência de terceiros para atividades básicas do dia a dia.
  2. Agendar perícia médica no INSS: A perícia avalia a condição do aposentado e determina se o auxílio é necessário de forma contínua.
  3. Auxílio de advogado previdenciário: Não é obrigatório, mas facilita o processo e aumenta as chances de aprovação do benefício.

Após a perícia, o INSS decide sobre a concessão do adicional. Caso seja negado, ainda é possível recorrer judicialmente.

Doenças que podem garantir o adicional de 25%

A legislação previdenciária não traz uma lista oficial de doenças que dão direito ao adicional. O critério principal é a necessidade de assistência contínua.

No entanto, algumas condições de saúde aparecem com mais frequência nas decisões do INSS e da Justiça. Entre as mais comuns estão:

  • Alzheimer
  • AVC (Acidente Vascular Cerebral) com sequelas
  • Câncer em estágio avançado
  • Cegueira total
  • Doença de Huntington
  • Esclerose lateral amiotrófica (ELA)
  • Esclerose múltipla
  • HIV em estágio avançado
  • Paralisia irreversível
  • Parkinson

É importante ressaltar que apenas possuir uma dessas doenças não garante automaticamente o adicional.

Regras importantes sobre o adicional

  • O adicional é exclusivo para aposentadoria por invalidez; não pode ser solicitado para aposentadorias por tempo de contribuição, idade ou outras modalidades.
  • O valor do acréscimo é calculado sobre o total da aposentadoria, podendo ultrapassar o teto do INSS.
  • Mesmo aposentados já beneficiados podem solicitar o adicional posteriormente, se a necessidade surgir ou se agravar.

Benefícios do acréscimo de 25% na prática

O adicional de 25% ajuda os aposentados a manter sua qualidade de vida, garantindo recursos para:

  • Contratação de cuidadores ou acompanhantes profissionais;
  • Adaptações em casa, como barras de apoio, rampas e cadeiras especiais;
  • Compra de medicamentos e equipamentos de auxílio à mobilidade;
  • Apoio em atividades cotidianas, como alimentação e higiene pessoal.

Esse valor extra é essencial para quem perdeu autonomia e depende de terceiros para atividades básicas, funcionando como um suporte financeiro complementar à aposentadoria principal.

Passo a passo

  1. Atualize seu cadastro no INSS: Mantenha todos os dados pessoais e médicos atualizados no sistema.
  2. Documente todas as necessidades: Registre as atividades do dia a dia que exigem ajuda constante.
  3. Solicite a perícia médica: Agende o atendimento pelo site ou aplicativo Meu INSS.
  4. Considere assistência jurídica: Advogados especializados em previdência social podem orientar sobre documentação e recursos.

Seguindo essas etapas, aumenta-se significativamente a chance de aprovação do adicional de 25%.

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FAQ

Quem tem direito ao adicional de 25%?

Apenas aposentados por invalidez que comprovem dependência constante de terceiros para realizar atividades básicas do dia a dia.

Preciso ter uma doença específica para solicitar o adicional?

Não. O critério principal é a necessidade de assistência contínua, independentemente da doença.

O valor do adicional de 25% pode ultrapassar o teto do INSS?

Sim. O cálculo é feito sobre o valor total da aposentadoria, podendo exceder o teto.

O adicional é pago aos dependentes em caso de falecimento?

Não. O pagamento cessa com o falecimento do beneficiário.

Posso solicitar o adicional depois de já estar aposentado?

Sim. O pedido pode ser feito a qualquer momento, desde que a necessidade de auxílio constante seja comprovada.

Considerações finais

Embora não exista uma lista oficial de doenças que garantam o benefício, condições como Alzheimer, AVC, câncer avançado e ELA estão entre as mais reconhecidas. O passo mais importante é comprovar a necessidade de ajuda contínua por meio de perícia médica no INSS.

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INFORMAÇÕES ATUALIZADAS 2026:

Helena Serpa

Autor

Helena Serpa

Jornalista mineira, formada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela Universidade Federal de São João del-Rei (UFSJ). Apaixonada por linguagem simples e comunicação acessível, atua como redatora no portal Seu Crédito Digital, onde produz conteúdos sobre finanças pessoais, cidadania, programas sociais, direitos do consumidor e outros temas relevantes para o dia a dia dos brasileiros. Sua escrita busca informar com clareza, contribuir com a inclusão digital e empoderar leitores a tomar decisões mais conscientes sobre dinheiro e serviços públicos.

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