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INSS estabelece prazo de 60 dias antes de suspender benefício; veja quem deve agir

Quem recebe aposentadoria, pensão ou outro benefício do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) precisa acompanhar não apenas a data do depósito, mas também a movimentação dos valores. Quando o pagamento não é sacado dentro do prazo previsto, o banco pode devolver o dinheiro ao INSS e o benefício fica bloqueado para novos pagamentos. A […]

Avatar de Vitória Monckes Vitória Monckes · · 6 min de leitura
calendario INSS abril 1

Quem recebe aposentadoria, pensão ou outro benefício do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) precisa acompanhar não apenas a data do depósito, mas também a movimentação dos valores. Quando o pagamento não é sacado dentro do prazo previsto, o banco pode devolver o dinheiro ao INSS e o benefício fica bloqueado para novos pagamentos.

A medida tem caráter preventivo e busca reduzir o risco de saques indevidos, principalmente nos casos em que o pagamento é disponibilizado por cartão magnético. Portanto, não sacar o benefício não significa perder a aposentadoria de forma definitiva.

O segurado que passar por essa situação pode solicitar a regularização e a emissão do pagamento que não foi recebido.

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Imagem: Reprodução/Seu Crédito Digital

O que acontece quando o benefício não é sacado

O prazo de atenção é de 60 dias após a data prevista para o recebimento. Se o valor permanecer sem movimentação durante esse período, a instituição financeira devolve o recurso ao INSS.

A partir daí, o pagamento fica bloqueado até que o beneficiário peça a regularização. Isso significa que simplesmente esperar o próximo depósito pode não resolver o problema.

A Previdência adota esse procedimento como uma forma de segurança. Um benefício que permanece sem movimentação pode indicar, por exemplo, que o titular não teve acesso ao dinheiro ou que existe alguma situação que precisa ser verificada.

Por isso, o segurado deve acompanhar o extrato de pagamento e o histórico do benefício pelo Meu INSS.

O benefício é cancelado depois de 60 dias?

Não. O bloqueio provocado pela falta de saque não deve ser confundido com cancelamento ou cessação definitiva do benefício.

A situação é, em princípio, reversível mediante a solicitação do segurado. Depois da regularização, os valores que permaneceram pendentes podem ser disponibilizados conforme a análise e os procedimentos do INSS.

Essa diferença é importante porque o bloqueio de pagamento por falta de movimentação tem natureza distinta de uma decisão administrativa que determine a cessação do benefício.

Como desbloquear o pagamento do INSS

O segurado pode solicitar a regularização por meio dos canais oficiais da Previdência.

Uma das alternativas é acessar o Meu INSS, pelo aplicativo ou pelo site, e procurar pelo serviço relacionado à emissão de pagamento não recebido. A solicitação permite comunicar ao instituto que o valor não foi movimentado e pedir a liberação correspondente.

Também é possível buscar orientação pelo telefone 135. Dependendo da situação, o INSS poderá orientar o beneficiário sobre a necessidade de atendimento presencial ou de apresentação de documentos.

É recomendável que o segurado tenha em mãos documentos de identificação e informações referentes ao benefício e ao pagamento que deixou de ser recebido.

Valores acumulados podem ser recebidos?

A ausência de saque não significa automaticamente que o dinheiro desapareça.

Quando o pagamento é devolvido ao INSS por falta de movimentação, o segurado deve regularizar a situação para verificar a liberação dos valores devidos. A quantia eventualmente acumulada será tratada conforme a situação do benefício e os procedimentos administrativos aplicáveis.

Por isso, é importante não confundir bloqueio do pagamento com perda definitiva das parcelas.

Um aposentado que deixou de sacar um benefício por esquecimento, por exemplo, deve procurar o INSS assim que perceber o problema, em vez de esperar vários meses para tentar resolver a situação.

Por que o INSS adota essa regra

O procedimento tem relação com mecanismos de controle de pagamentos previdenciários.

Benefícios são recursos públicos e precisam chegar ao titular correto. Quando o dinheiro permanece disponível sem qualquer movimentação, existe um risco maior de utilização indevida por terceiros, principalmente em situações envolvendo beneficiários idosos, pessoas com dificuldades de locomoção ou titulares que eventualmente tenham falecido.

A devolução do valor ao INSS funciona, portanto, como uma barreira preventiva. O dinheiro deixa de permanecer disponível na instituição financeira enquanto a situação do benefício não é esclarecida.

Isso também ajuda a evitar que pagamentos continuem sendo realizados ou sacados indevidamente em situações que exigem atualização cadastral ou alguma providência do titular.

Não confunda bloqueio por falta de saque com suspensão do benefício

Existem diversas situações capazes de interromper ou alterar o pagamento de um benefício previdenciário. A falta de movimentação é apenas uma delas.

Uma suspensão relacionada a revisão, por exemplo, possui fundamento e procedimento diferentes. O mesmo vale para benefícios por incapacidade que podem estar sujeitos a avaliações previstas nas regras previdenciárias.

Na aposentadoria por incapacidade permanente, por exemplo, a manutenção do benefício pode depender das regras aplicáveis às revisões e convocações do INSS. Nesse caso, uma eventual suspensão não decorre simplesmente do fato de o segurado não ter sacado determinado pagamento.

Essa distinção evita um erro comum: acreditar que qualquer interrupção no depósito representa automaticamente o cancelamento da aposentadoria.

O que fazer se o pagamento não caiu na conta

Se o segurado percebe que o benefício não foi disponibilizado normalmente, o primeiro passo é consultar o extrato de pagamento no Meu INSS.

O documento permite verificar a competência, a data prevista e outras informações relacionadas ao pagamento. Se houver indicação de que o valor foi devolvido ou que existe algum bloqueio, o beneficiário deve buscar a regularização.

Também é importante verificar se houve alteração na instituição responsável pelo pagamento ou alguma pendência cadastral.

Em caso de dúvida, o canal oficial é o 135. O segurado deve evitar fornecer dados pessoais ou bancários a terceiros que prometam desbloquear benefícios mediante pagamento de taxas.

Como evitar problemas com o pagamento

MEU INSS CONSULTAR
Imagem: Reprodução/Seu Crédito Digital

A melhor forma de evitar o bloqueio é acompanhar regularmente o benefício e verificar se os depósitos estão sendo realizados.

Quem passa longos períodos fora de casa, possui dificuldade de locomoção ou depende de outra pessoa para movimentar o dinheiro deve ter atenção redobrada. Também é recomendável manter os dados cadastrais atualizados e acompanhar eventuais notificações do INSS.

Outro cuidado importante é utilizar somente os canais oficiais para consultar informações previdenciárias. O Meu INSS e o telefone 135 são os principais caminhos para conferir pagamentos e solicitar serviços.

O que o segurado deve guardar

É recomendável manter registros de extratos, comprovantes e protocolos de atendimento. Se surgir alguma divergência, essas informações podem ajudar a demonstrar quando o problema foi identificado e quais providências foram tomadas.

Em situações mais complexas, especialmente quando há vários pagamentos pendentes ou divergências sobre a manutenção do benefício, pode ser necessário buscar orientação especializada.

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