Beneficiários do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) precisam acompanhar não apenas a data de depósito da aposentadoria, pensão ou outro benefício, mas também o prazo para movimentar o dinheiro. Nos pagamentos realizados por cartão, o valor disponibilizado pelo banco precisa ser sacado dentro do período estabelecido pelo instituto.
De acordo com o INSS, o prazo vai até o final do mês seguinte ao da disponibilização do pagamento, o que representa aproximadamente 60 dias. Se o saque não ocorrer nesse intervalo, o banco devolve o crédito ao INSS.
A medida tem caráter de segurança. O objetivo é evitar que valores continuem disponíveis para saque quando não há movimentação por parte do beneficiário, reduzindo o risco de pagamentos indevidos e fraudes.
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O que acontece quando o benefício não é sacado

Quando o prazo termina sem que o beneficiário retire o dinheiro, o valor retorna ao INSS. Segundo o instituto, o pagamento fica suspenso até que a situação seja regularizada.
Isso não significa, por si só, que o segurado perdeu definitivamente o direito ao benefício. Existe um serviço específico para solicitar a emissão de um pagamento que não foi recebido e, quando for cabível, pedir a reativação de benefício suspenso ou cessado.
Por isso, quem percebe que um pagamento não foi movimentado não deve simplesmente esperar o próximo calendário. O mais indicado é verificar a situação no Meu INSS e tomar as providências necessárias.
Como recuperar o dinheiro do INSS que não foi sacado
O procedimento pode ser iniciado pela internet. O segurado deve acessar o Meu INSS, pelo aplicativo ou site, entrar com CPF e senha e procurar a opção “Solicitar emissão de pagamento”.
Depois de selecionar o serviço correspondente, é necessário escolher o benefício e seguir as orientações apresentadas pelo sistema. O serviço oficial é denominado “Solicitar Emissão de Pagamento não Recebido”.
O INSS informa que o pedido é realizado pela internet e que, em regra, não é necessário comparecer presencialmente a uma agência para iniciar a solicitação.
Para fazer o requerimento, o beneficiário deve ter em mãos informações como CPF, número do benefício e documento de identificação. Dependendo da situação, outros documentos podem ser solicitados.
E se o Meu INSS estiver fora do ar?
Quem não conseguir realizar o pedido pela plataforma digital pode recorrer à Central de Atendimento 135. O próprio INSS indica esse canal quando o sistema estiver indisponível.
A Central 135 funciona de segunda-feira a sábado, das 7h às 22h, no horário de Brasília. O serviço de emissão de pagamento não recebido também aparece entre os atendimentos disponíveis por esse canal.
Se for necessário atendimento presencial, o segurado deve verificar previamente a necessidade de agendamento pelo 135 ou pelo Meu INSS.
Quem recebe por cartão precisa ter atenção redobrada
A regra do prazo de aproximadamente 60 dias está relacionada aos benefícios pagos com cartão. O calendário do INSS estabelece as datas em que os créditos ficam disponíveis na rede bancária e informa que o saque deve ocorrer até o final do mês seguinte à disponibilização.
Por isso, um beneficiário que viaja, passa um período fora de casa ou simplesmente deixa de movimentar a conta deve acompanhar as datas de pagamento. O fato de o dinheiro ter sido liberado não significa que ficará disponível indefinidamente.
Um exemplo simples ajuda a entender. Se determinada parcela estiver disponível em março e não for retirada dentro do período regulamentar, o banco poderá devolver o valor ao INSS após o encerramento do prazo. Nesse caso, o segurado deverá solicitar a regularização para receber o pagamento.
O valor é perdido definitivamente?
Não se deve confundir a devolução de um pagamento com a perda automática do benefício.
O serviço oficial do INSS existe justamente para que o beneficiário solicite valores que não recebeu. A análise pode também envolver a reativação de benefício suspenso ou cessado, quando essa providência for cabível.
Isso significa que o segurado deve verificar a razão pela qual o crédito não foi recebido. Se o problema foi exclusivamente a ausência de saque dentro do prazo, o procedimento será diferente de uma suspensão motivada por revisão, irregularidade cadastral ou outra situação previdenciária.
Como evitar que o pagamento seja devolvido
A principal recomendação é acompanhar regularmente o benefício pelo Meu INSS e conferir o calendário oficial de pagamentos.
Também é importante manter os dados cadastrais atualizados e prestar atenção às informações apresentadas no aplicativo. Caso um pagamento esperado não apareça ou haja alguma divergência, o beneficiário deve buscar esclarecimentos pelos canais oficiais antes de tomar qualquer providência.
O INSS mantém o calendário anual de pagamentos justamente para que o cidadão consiga identificar a data em que o benefício estará disponível na rede bancária.
O que fazer se o pagamento já voltou para o INSS?

Imagem: Reprodução/Seu Crédito Digital
Se o beneficiário perdeu o prazo de saque, o primeiro passo é acessar o Meu INSS e procurar pelo serviço “Solicitar Emissão de Pagamento não Recebido”.
Caso não consiga utilizar a plataforma, a alternativa é ligar para o 135. Se houver necessidade de atendimento presencial, o instituto orienta que o segurado faça o agendamento pelos canais oficiais.
Portanto, o prazo de aproximadamente 60 dias merece atenção, mas não deve ser interpretado como uma regra de perda definitiva da aposentadoria ou de outro benefício. O que ocorre é a devolução do crédito não sacado ao INSS e a necessidade de regularizar a situação para solicitar o pagamento devido.
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