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Novo benefício no INSS? Prepare-se para cadastrar a biometria obrigatoriamente

Apenas novos benefícios do INSS exigem cadastramento biométrico a partir de novembro de 2025. Medida valerá para concessões de BPC/Loas.

Bruna MachadoPor Bruna Machado7 min de leitura
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A partir de 21 de novembro de 2025, apenas os novos beneficiários do INSS precisarão realizar o cadastramento biométrico para obter a concessão de auxílios como o Benefício de Prestação Continuada (BPC/Loas).

A medida foi definida por meio de decreto federal publicado em julho de 2025, que regulamenta o uso da biometria na concessão, renovação e manutenção de benefícios da seguridade social.

Por enquanto, a obrigatoriedade não se aplica aos beneficiários que já recebem pagamentos ativos, o que significa que aposentados, pensionistas e titulares de auxílios existentes não precisam se preocupar neste momento.

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O que muda com o novo decreto da biometria do INSS

Regulamentação inédita e prazo de implementação

O decreto foi publicado em 23 de julho de 2025 e estabeleceu um prazo de 120 dias para que as novas regras entrem em vigor.
Assim, a partir de 21 de novembro, toda nova concessão de benefícios do INSS — especialmente o BPC/Loas, voltado a idosos acima de 65 anos e pessoas com deficiência de baixa renda — passará a exigir cadastro biométrico obrigatório.

O objetivo é reforçar a segurança na identificação dos beneficiários e evitar fraudes em solicitações e pagamentos, especialmente nas modalidades de benefícios assistenciais.


Apenas novos beneficiários serão afetados inicialmente

Segundo o Ministério da Previdência Social, a exigência da biometria valerá apenas para novos pedidos feitos após o prazo de implementação.
Quem já recebe algum benefício do INSS, seja aposentadoria, pensão, auxílio por incapacidade ou BPC ativo, não precisará comparecer a postos ou atualizar a biometria neste primeiro momento.

O governo, no entanto, planeja expandir a obrigatoriedade para todos os beneficiários nos próximos anos, abrangendo renovações, revisões e manutenções cadastrais. Essa ampliação ainda não tem data definida e dependerá do andamento do cronograma técnico e da integração de dados entre diferentes órgãos.


Biometria no INSS: como vai funcionar

Integração com a base nacional de dados biométricos

O cadastramento biométrico do INSS será feito com base na integração entre o Dataprev, o Instituto Nacional de Tecnologia da Informação (ITI) e a Justiça Eleitoral.
A ideia é aproveitar os registros biométricos já existentes, evitando que o cidadão precise fazer o procedimento mais de uma vez.

Assim, quem já possui biometria registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE), por exemplo, não precisará refazer o cadastro.
Essas informações serão compartilhadas com o INSS por meio de sistemas seguros, garantindo a autenticação automática do beneficiário.


Locais de cadastramento

Para quem ainda não possui biometria registrada, o cadastramento poderá ser realizado em:

  • Agências do INSS, mediante agendamento prévio pelo aplicativo ou site Meu INSS;
  • Cartórios eleitorais, no caso de cidadãos que ainda não realizaram a coleta biométrica junto à Justiça Eleitoral;
  • Parcerias com prefeituras e CRAS (Centros de Referência de Assistência Social), voltadas a pessoas com deficiência ou mobilidade reduzida.

O Tribunal Regional Eleitoral do Rio Grande do Sul (TRE-RS) já está incentivando os eleitores a comparecerem aos cartórios eleitorais para registrar suas impressões digitais, mesmo após o mês de novembro, evitando filas e atrasos quando a obrigatoriedade for ampliada.


Por que o INSS está adotando a biometria

Combate a fraudes e aprimoramento da gestão

O uso da biometria pelo INSS é parte de um plano nacional de modernização da seguridade social.
A medida visa reduzir fraudes, eliminar cadastros duplicados e garantir que os benefícios cheguem a quem realmente tem direito.

Nos últimos anos, a Controladoria-Geral da União (CGU) e o Tribunal de Contas da União (TCU) identificaram irregularidades em diversos benefícios pagos pelo INSS e programas sociais federais, envolvendo uso indevido de CPFs, falsificação de documentos e pagamentos a pessoas falecidas.

A biometria, que utiliza características únicas do indivíduo — como impressões digitais, reconhecimento facial e da íris —, oferece uma camada extra de segurança na validação dos beneficiários.


Redução de custos e simplificação de processos

Além de evitar fraudes, o governo aposta na biometria como forma de reduzir custos administrativos e agilizar a análise de benefícios.
Com o cruzamento automático de informações, o processo de concessão tende a se tornar mais rápido e menos burocrático, reduzindo a necessidade de conferência manual de documentos.

“A biometria traz eficiência, segurança e transparência ao sistema previdenciário. É um passo essencial para modernizar a gestão dos benefícios e aumentar a confiança da população”, destacou um técnico do Ministério da Previdência em nota.


O que é o BPC/Loas e por que ele está na linha de frente da biometria

Benefício de Prestação Continuada

O BPC (Benefício de Prestação Continuada), previsto na Lei Orgânica da Assistência Social (Loas), é pago a idosos com 65 anos ou mais e pessoas com deficiência de baixa renda, mesmo que nunca tenham contribuído para o INSS.
O valor é equivalente a um salário mínimo e representa uma das políticas sociais mais importantes do país, beneficiando cerca de 5 milhões de brasileiros.

Por se tratar de um benefício assistencial e não contributivo, o BPC é mais suscetível a tentativas de fraude e duplicidade de cadastros.
Por isso, o governo escolheu essa categoria para iniciar o uso obrigatório da biometria, estabelecendo uma base de dados sólida antes de expandir o modelo a outros auxílios.


Próximos passos: expansão gradual da biometria

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Ampliação prevista para 2026 e 2027

Embora ainda não haja uma data oficial, fontes ligadas ao Ministério da Previdência indicam que a obrigatoriedade da biometria deverá ser ampliada para aposentadorias, pensões e demais benefícios previdenciários entre 2026 e 2027.

Essa expansão dependerá da infraestrutura tecnológica, do compartilhamento de dados entre órgãos e da adesão da população.
O governo pretende priorizar regiões com maior concentração de beneficiários e áreas onde há maior incidência de fraudes ou inconsistências cadastrais.


O papel da Justiça Eleitoral no processo

A Justiça Eleitoral, que já possui um dos bancos biométricos mais completos do país, com mais de 120 milhões de eleitores cadastrados, será parceira estratégica na implantação do sistema.
Segundo o TRE-RS, o objetivo é aproveitar a capilaridade dos cartórios eleitorais e evitar a duplicação de esforços.

O eleitor que já fez a biometria para votar não precisará realizar novo cadastro para requerer um benefício do INSS.
Essa integração também deve facilitar a prova de vida dos aposentados e pensionistas no futuro.


Impactos esperados: segurança e confiança no sistema

Especialistas em políticas públicas e tecnologia da informação avaliam que o uso da biometria no INSS aumentará a confiança no sistema previdenciário e reduzirá erros e fraudes.
Atualmente, estima-se que as irregularidades em cadastros e pagamentos gerem prejuízos de até R$ 10 bilhões por ano aos cofres públicos.

Além disso, o projeto é visto como um passo importante para integrar os bancos de dados do governo federal, promovendo gestão unificada e interoperabilidade entre ministérios e autarquias.


Conclusão: biometria inaugura nova era de segurança no INSS

A implementação do cadastramento biométrico no INSS marca o início de uma nova fase de modernização e segurança social no Brasil.

Embora, neste primeiro momento, a medida afete apenas novos beneficiários do BPC/Loas, o governo já sinaliza uma expansão gradual para outros programas e benefícios.

O processo promete reduzir fraudes, aumentar a eficiência administrativa e fortalecer a confiança da população nas políticas públicas.

Para os cidadãos, o recado é claro: quem já recebe benefícios não precisa se preocupar agora, mas é recomendável manter documentos atualizados e estar atento ao cronograma oficial quando a ampliação for anunciada.

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Bruna Machado

Autor

Bruna Machado

Bruna Cassana é gaúcha, natural de Pelotas, e atua como redatora no Seu Crédito Digital. Curiosa por natureza, está sempre conectada às tendências da web e às principais novidades sobre finanças, benefícios sociais e tecnologia. Com olhar atento às transformações digitais e linguagem acessível, Bruna contribui para informar e orientar leitores em decisões do cotidiano.

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